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Se estivesse vivo, Dom Paulo Evaristo Arns completaria 100 anos em 14 de setembro de 2021. Para homenagear a vida do cardeal, diversas iniciativas estão previstas em todo o Brasil. A Arquidiocese de São Paulo já instituiu a Comissão do Centenário do Nascimento do Cardeal Paulo Evaristo Arns, que vai elaborar um cronograma de atividades para celebrar o centenário do religioso. 

As homenagens também devem chegar ao Senado Federal. Na quinta-feira (29), o senador Flávio Arns (Podemos-PR), sobrinho do cardeal, apresentou requerimento para a realização de uma Sessão Especial para destacar o centenário de nascimento de Dom Paulo.

A iniciativa é uma forma de relembrar o importante trabalho desenvolvido pelo cardeal à frente da Arquidiocese de São Paulo, especialmente durante o período ditatorial no Brasil. “À frente da Arquidiocese, ele buscou aproximar a igreja da sociedade, trabalhando principalmente pelas populações mais vulneráveis”, ressaltou o senador paranaense.

Flávio Arns lembra em sua justificativa que Dom Paulo chegou a vender o palácio episcopal, onde morava, e usou o dinheiro arrecadado para criar centros comunitários na periferia. Além disso, apoiou a criação das pastorais da Criança, da Pessoa Idosa, e de DST/AIDS, ao lado da irmã, a médica e sanitarista Dra. Zilda Arns Neumann.

Vida

Dom Paulo Evaristo Arns nasceu em Forquilhinha, Santa Catarina. Foi ordenado padre em 1945, aos 24 anos. Estudou teologia e filosofia no Brasil e foi morar na França para estudar na Universidade de Sorbonne, onde recebeu o título de doutor em letras clássicas. Voltou ao Brasil onde se tornou professor em diversas instituições de ensino, antes de se tornar Arcebispo de São Paulo.

Ditadura Militar

Dom Paulo Evaristo Arns se tornou um símbolo da defesa dos Direitos Humanos pela atuação que teve nos anos da Ditadura Militar. Durante o regime, realizou denúncias de mortes e torturas realizadas por autoridades. Chegou a enviar uma lista com nomes de desaparecidos políticos a Jimmy Carter, então presidente dos Estados Unidos. Além disso, até hoje é lembrado pela celebração ecumênica realizada em 1975, na Catedral da Sé, em homenagem ao jornalista Vladmir Herzog, torturado e morto os porões do Exército em São Paulo. Ao lado do pastor presbiteriano Jaime Wright e do Rabino Henry Sobel, coordenou o projeto "Brasil: Nunca Mais", que resultou na publicação de um livro que reúne registros das violações de direitos humanos cometidas pelo governo militar.

Greicy Pessoa/Asimp

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