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O Paraná iniciou negociações com a Rosatom, estatal russa de energia nuclear, para a parceria na instalação de centros de irradiação para processamento de equipamentos médicos e produtos agrícolas no Estado. A governadora em exercício, Cida Borghetti, se reuniu nesta quinta-feira (24) no Palácio Iguaçu, em Curitiba, com o presidente da subsidiária da América Latina, Ivan Dybov.

Os representantes do governo estadual e da companhia russa também discutiram as possibilidades de fornecimento de equipamentos para os centros médicos que tem base de tecnologia nuclear e a cooperação entre universidades paranaenses e russas.

“A empresa tem uma experiência muito ampla na área de medicina nuclear e agricultura que, com certeza, pode ser aproveitada aqui”, disse Cida. “Sugerimos a eles novas reuniões com outros setores do governo, como o de ciência e tecnologia e da saúde, para darmos sequência na troca de experiência entre o nosso Estado e o país”, complementou ela.

A Rosatom, que tem mais de 70 anos, é uma referência internacional no setor de energia nuclear. O segmento de medicina nuclear é uma das principais áreas de interesse da empresa, que desenvolve técnicas de diagnóstico por imagem, como tomógrafos e scanners, e de tratamento do câncer e outras doenças.

A governadora em exercício lembrou que o Paraná tem outras parcerias com a Rússia. “Estivemos no país em 2015 para fechar resoluções na área de infraestrutura e tecnologia”, relatou. Na ocasião, o governo estadual assinou acordo com a fábrica de aviões Irkut para implantar em Maringá (Noroeste) unidades de fabricação de peças e partes de aeronaves. Há parcerias, também, na construção de centros médicos oncológicos.

DESENVOLVIDO - Para o presidente da Rosatom América Latina, Ivan Dybov, o Paraná oferece as condições para receber a tecnologia da companhia. “O Estado é importante porque é desenvolvido nos setores industrial e tecnológico, além de ser um dos maiores produtores agrícolas do Brasil”, disse ele.

EDUCAÇÃO – Na área de educação, a Rosatom quer promover o intercâmbio de estudantes brasileiros e russos. “Queremos levar alunos daqui para a National Research Nuclear University MEPhI, que tem cursos na área de ciências nucleares, e enviar estudantes do nosso país para o Paraná”, disse Dybov.

Para o diretor-geral da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia, Décio Sperandio, a reunião foi o primeiro passo para uma cooperação na área educacional. “Abriu-se aqui duas frentes de cooperação técnica e científica. Agora vamos dar sequência aos estudos e avaliar as possibilidades concretas”, comentou.

AEN

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