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O reajuste impactará principalmente os setores metalúrgico, têxtil, de madeira, minerais não metálicos e de papel e celulose

Amanhã, 24 de junho, os industriais paranaenses passarão a pagar uma conta de energia, em média, 5,62% mais cara. A Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) fez um levantamento que mostra quais são os setores mais afetados pelo reajuste. A indústria metalúrgica terá o maior percentual do faturamento comprometido dentre os segmentos da indústria de transformação. Os empresários do setor terão de destinar 8,39% das receitas para o pagamento da conta de energia. Em junho de 2014, antes do reajuste daquele ano, os custos para o segmento eram de 3,69%, com a nova tarifa há um aumento de 127,3%.

O reajuste significa que as empresas de transformação terão, em média, 2,63% do faturamento comprometido com contas de energia elétrica. “Hoje, boa parte delas tem resultado operacional que não supera 3% de tudo que é comercializado. A conta de luz tem um peso muito grande nas planilhas de custos das indústrias, o que neste momento de crise tira ainda mais a competividade e cria mais entraves no ambiente interno e na concorrência com os produtos importados”, argumenta Edson Campagnolo, presidente da Fiep.

O segundo segmento mais afetado é a indústria madeireira que precisará separar 8,19% do que comercializa para cobrir as despesas com a Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel).  Em três anos, o percentual destinado à conta de energia passou de 3,61% para 8,19%, um aumento de 126,8%.

As fabricantes de produtos minerais não-metálicos terão 7,36% do faturamento comprometido; a indústria têxtil 7,07% e o setor de papel e celulose 5,15%.

Campagnolo vê como alternativas para as indústrias que possuem um forte impacto do item energia a compra de energia no mercado livre ou a geração própria para buscar ganho de competitividade. “Respeitadas as características de cada indústria, é preciso buscar formas de manter a competitividade. Hoje, o mercado livre de energia pode ser uma opção para os grandes consumidores ao oferecer o insumo 20% mais barato. Por outro lado, buscar formas de produzir a própria energia, através da geração distribuída, também são soluções que podem trazer eficiência e sustentabilidade a longo prazo”, defende.

Poliane de Campos Brito/Asimp

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