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Iniciados em maio deste ano, os serviços de monitoramento das estruturas dos viadutos da PR-445 sobre a Avenida Dez de Dezembro e Waldemar Spranger, em Londrina, no Norte do Estado, apresentaram resultados positivos. Em oito medições executadas com o inclinômetro, aparelho que mede possíveis deslocamentos no terreno, todos os índices detectados estão dentro da normalidade.

O acompanhamento é feito por estudantes de engenharia civil da Universidade Estadual de Londrina (UEL) sob a supervisão do professor Carlos José Marques da Costa Branco. A iniciativa faz parte de um convênio firmado entre o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) e a universidade para atender uma solicitação do Ministério Público, comprovando a segurança das obras feitas no local.

“O principal resultado desta ação é a integração da universidade neste processo de monitoramento. Uma participação que está sendo feita de forma efetiva, com estudos que são de interesse de toda a população de Londrina”, destaca o secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho.

No momento, as medições são feitas com intervalo de cerca de 15 dias. A estimativa é que este intervalo entre uma medição e outra aumente nos próximos meses. O objetivo é coletar os dados nas quatro estações do ano, considerando as variações climáticas e as condições de tráfego em cada um desses períodos. O prazo estipulado para o monitoramento das estruturas é de dois anos.

PROJETO DE PESQUISA – Todos os dados coletados em campo serão utilizados no projeto de pesquisa “Estudos do comportamento dos solos da região de Londrina – com ênfase em obras de terra”. A pesquisa conta com a participação efetiva de alunos da graduação, mestrado e doutorado da UEL.

De acordo com o professor Costa Branco, responsável por coordenar o projeto, além de contribuírem significativamente para a formação acadêmica e profissional dos universitários, os estudos podem auxiliar no planejamento de futuras obras na região.
“Nós estamos utilizando os viadutos da PR-445 como um case, uma situação real e prática das medições que, junto com ensaios de laboratório e simulações numéricas, facilitam na identificação do comportamento do solo. O aprimoramento na engenharia depende destas pesquisas”, explica.

APRENDIZADO – Formada no curso de engenharia civil em 2016 e elaborando uma pesquisa sobre fundações no mestrado, a estudante Amanda Foggiato destaca que as medições com o inclinômetro representam uma oportunidade única de adquirir novos conhecimentos.

“Este é um aparelho raro e que eu não tive a oportunidade de utilizar durante a graduação. É um novo aprendizado para minha formação e que não fica restrito ao meio acadêmico, é um estudo que está sendo conduzido para melhorar a nossa cidade”, destaca.

Além das medições nos viadutos da PR-445, o Departamento de Construção Civil da UEL pretende promover pesquisas de estudos de solo com o aparelho em outras regiões de Londrina. O equipamento foi adquirido e repassado à instituição pela construtora Sanches Tripoloni, responsável pelas obras de duplicação de 22 quilômetros da rodovia entre Londrina e Cambé.

AEN

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