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O ramo tecnológico, visto como um aliado na redução de custos e ganho de produtividade, sentiu os efeitos positivos da crise econômica

Nem todos os setores da economia foram atingidos negativamente por conta da crise econômica que se instalou no país nos últimos anos. Para a esfera jurídica, o crescimento de áreas como renegociação de dívidas, recuperação judicial e, sobretudo, trabalhista foi maior que em anos anteriores. Só em 2016, a Justiça do Trabalho registrou um recorde de 3,9 milhões de novas ações trabalhistas. A explicação para isso está atrelada ao alto índice de demissões. Segundo dados do IBGE, por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), o Brasil encerrou 2016 com taxa média de desemprego de 11,5%, depois de atingir 8,5% em 2015.

Diante desse cenário, os advogados, em especial da área trabalhista, sentiram a demanda aumentar. “Cresceu o número de desempregados que não receberam as verbas trabalhistas e muitos deles não encontraram alternativas senão a tutela jurisdicional”, afirma Chiara Silva Semprebom de Oliveira, advogada especialista em Direito Processual do Trabalho.

Quem também se beneficia neste contexto, são as empresas de tecnologia de software jurídico, responsáveis por entregar aos escritórios de advocacia suas informações processuais de forma centralizada. Na Advise Brasil, empresa deste ramo, o crescimento do faturamento foi 16% maior em 2016, quando comparado ao ano anterior. “Notamos que houve um acréscimo na procura por nossos produtos, sobretudo o software Advise, nosso carro-chefe, que entrega aos advogados todas as suas informações processuais em uma única plataforma. Por ser uma ferramenta que proporciona um ganho de tempo considerável, profissionais do direito acabaram investindo mais”, revela José Carlos Vargas, presidente da empresa.

E em tempos bicudos como os de hoje, ganhar tempo é precioso e encarado como investimento por profissionais de áreas diversas. “A tecnologia é uma aliada para racionalizar custos e aumentar a produtividade. É comum usarmos a expressão ‘tempo é dinheiro’, e é justamente dessa forma que entendemos a necessidade do advogado e desenvolvemos algo que torne sua atividade mais ágil. Neste sentido, nosso produto é visto como investimento e não como despesa”, conclui o empresário.

Asimp/Advise Brasil

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