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A nova campanha realizada pelo do Governo do Paraná, pelo Conselho Estadual da Promoção à Igualdade Racial e Assessoria Especial de Juventude expõe o racismo institucional que acontece quando empresas públicas e privadas diferenciam candidatos e empregados de acordo com a origem étnica, cor de pele ou cultura.

Em parceria com uma empresa real de recrutamento, profissionais em busca de emprego – todos brancos - são convidados para participar de uma entrevista em uma empresa fictícia.  O que os candidatos não sabiam é que estavam participando de um experimento intitulado “Processo Seletivo”.

 Durante a entrevista, o recrutador oferece vagas difíceis de encarar, com direito a bullying, assédio moral, salários inferiores aos demais profissionais e até alterações em características físicas. “Escolhemos situações que embora pareçam irreais são vividas diariamente por negros no mercado de trabalho, e que muitas vezes são ignoradas pela sociedade”, explica Felippe Motta, diretor de criação da Máster Comunicação, empresa responsável pela realização da campanha.

O filme mostra que nenhum dos candidatos brancos aceitou trabalhar em tais condições e reforça o conceito da campanha: se você não aceita isso para você, por que um negro deveria aceitar?

O assessor especial de Juventude do Governo do Paraná, Edson Lau Filho, lembra que mais da metade da população brasileira é negra (54%),  mas o racismo ainda é uma realidade constante e fica muito evidente nas estatísticas: 82,6% dos negros declaram que a cor da pele influencia na hora de conseguir um emprego; os negros são a maioria entre os desempregados (60,6%) e ganham, em média, 37% menos que os brancos nas mesmas funções. “O racismo institucional é uma verdade, uma situação inquestionável, da qual a maior parte das pessoas nunca havia se dado conta. Esperamos que a nova campanha, que lançamos agora, continue sensibilizando, fomentando o debate e modificando atitudes”, diz.

“Apesar de muitas empresas afirmarem não tolerar esse tipo de prática, as estatísticas dizem o contrário. Toda campanha é embasada em dados que assustam como a enorme diferença salarial percebida no país que pode chegar a 40%”, enfatiza Cícero Rohr, diretor de atendimento da Agência.

Para a diretora de diversidade da ABRH-Brasil, Jorgete Leite Lemos, é preciso aproveitar o momento para reflexão sobre a importância do negro na sociedade, mas de uma forma rápida, condizente com a velocidade do mundo atual. Proponho abandonarmos a visão  ‘nós e outros’ e racionalmente alinharmos a visão do nós para corrigir a trajetória ante a finitude dos valores e da nossa sociedade”, pontua.

AEN

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