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A quinta-feira (3) começa com uma novidade que certamente movimentará o setor de óleo e gás. A Petrobrás começa a receber hoje as propostas de empresas interessadas em prestar apoio com serviços de gerenciamento dos contratos e de fiscalização para o Projeto Búzios 5. Será uma concorrência das graúdas, com um grande espoco de atividades envolvendo toda a gestão do empreendimento. O que está sendo colocado na mesa é uma espécie de “contrato mãe” ou “espinha dorsal”, como se diz no mercado, englobando todo o suporte administrativo e técnico do projeto. A concorrência terá abrangência nacional, no modo de disputa fechado. A abertura dos envelopes com as propostas já está marcada para o dia 25 de setembro.

Para a companhia que vencer a disputa, a lista de atividades a cumprir é bem extensa. Começando com o primeiro bloco de tarefas, o de gerenciamento dos contratos, a empresa deverá prestar suporte à logística, gerenciamento de documentação técnica, diligenciamento de engenharia e suporte à construção e instalação, entre outras ações. A licitante que faturar a concorrência também ajudará a Petrobrás com serviços de diligenciamento do sistema submarino do projeto.

No segundo bloco de serviços dentro do escopo do contrato, que envolve as ações de apoio à fiscalização, há atividades de inspeção de qualidade no Brasil e no exterior, inspeção de construção offshore e auditoria em SMS onshore e offshore. A futura contratada vai acompanhar a fabricação de equipamentos e materiais, inspecionar atividades de soldagem e emitir relatórios. Ela será ainda a responsável por acompanhar revestimento e ensaios não destrutivos de dutos e vistoriar os materiais e equipamentos.

O Petronotícias ouviu de fontes de mercado que este é um contrato muito extenso e, provavelmente, de valor agregado bastante alto. Fora que trata-se de um projeto que é, por natureza, muito relevante – o quinto sistema de produção de Búzios, o mega campo da Bacia de Santos tratado como a joia da coroa da Petrobrás. Como se sabe, o FPSO Búzios 5 está sendo desenvolvido pelo grupo japonês Modec e deve começar a produzir em 2022.

O navio-plataforma, batizado de Almirante Barroso, será capaz de processar 150 mil barris de petróleo bruto por dia e 6 milhões de m³/dia de gás natural. Sua capacidade mínima de armazenamento será de 1,4 milhão de barris de petróleo bruto. Segundo a última atualização feita pela Petrobrás, em junho, a plataforma já tinha cerca de 36% de avanço físico em suas obras.

Os módulos para o topside do FPSO serão construídos no Brasil, no estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis (RJ), com entrega prevista para o quarto trimestre do próximo ano. Quando estiver pronto, o navio-plataforma será ligado a 15 poços – sendo oito produtores e sete injetores. O FPSO Almirante Barroso está sendo convertido a partir do casco do navio petroleiro Eddie (foto principal), que originalmente tinha 332 metros de comprimento, 58 metros de largura e 31 metros de profundidade.

O anúncio da licitação para gerenciamento do projeto Búzios 5 foi publicado nesta semana no Diário Oficial da União. Toda a documentação da concorrência (7003213203) está disponível no site da Petronect.

Davi de Souza/Asimp/Petrobrás

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