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O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e a Forrest Brasil Tecnologia, empresa com a qual o Tecpar tem uma aliança tecnológica, inauguraram o laboratório para executar o projeto de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) de controle natural do mosquito Aedes aegypti.

A unidade-piloto da Forrest Brasil Tecnologia está instalada no Parque Tecnológico do Norte Pioneiro, em Jacarezinho – a companhia também participa do processo de incubação da Incubadora Tecnológica do Tecpar (Intec).

Com licença prévia do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) o projeto e teve seu cronograma atualizado. Pela nova previsão, em janeiro deverá ser feito o primeiro teste de campo e em fevereiro ocorrerá a liberação dos mosquitos, após a obtenção de todas as licenças junto ao IAP.

O projeto de PD&I é inédito e busca produzir e liberar na natureza machos estéreis do mosquito Aedes aegypti. A tendência é que haja a queda da incidência do mosquito em até 90%, com redução significativa de registros de casos de dengue, do zika e do chikungunya.

Os mosquitos estéreis competirão na natureza com os mosquitos selvagens, o que acarreta na consequente redução da proliferação do inseto, inclusive das fêmeas, que são as transmissoras das doenças. “Conforme os resultados em Jacarezinho sejam positivos, a aplicação desta tecnologia será estendida a outros municípios brasileiros que sofrem com a presença de doenças transmitidas por esse vetor”, explica Joel Krieger, gerente-geral da Forrest Brasil Tecnologia.

O diretor-presidente do Tecpar, Júlio C. Felix, ressalta que, como instituição de ciência e tecnologia, o Tecpar tem em seu DNA a atuação com projetos de PD&I, em especial na área da saúde pública. "O Tecpar tem mais de 70 anos na produção de vacinas e medicamentos biológicos. A área da saúde é muito importante para a empresa e é neste setor que estamos trabalhando para obter bons resultados para o país", salienta.

PROJETO - No início do projeto é feita a coleta de ovos do mosquito. A partir destes ovos serão produzidos os mosquitos machos que em laboratório receberão uma alimentação com produtos que garantam sua esterilidade.

O projeto-piloto em Jacarezinho busca mensurar a efetividade deste controle natural de mosquitos para, na sequência, ser levado a outras partes do Brasil que sofrem com as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

AEN

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