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O correio dá lucro. Este é o principal argumento para que não se privatize uma empresa que é dirigida pelo Estado. É verdade que o país tem preferência pelas empresas privadas, mesmo aquelas que fazem serviços de interesse público como a entrega de correspondência. Afinal o correio é tão antigo como a independência do país. Os críticos dizem que os Correios são um imenso cabide de empregos que se espalha pelo país e acolhe 496 mil funcionários. Imagine quanto isso custa para o bolso do contribuinte, argumentam os privatistas. O debate é explorado pela mídia e divide as opiniões entre os estatistas e liberais radicais.

A pergunta que não quer calar: quem ainda envia uma carta pelo correio com tantas oportunidades nas redes sociais? O número de cartas despenca de 59 bilhões em 1996 para 15 bilhões e 200 milhões em 2020. Uma coisa é o velho correio quando as cartas eram ainda carregadas no lombo de cavalos, estradas enlameadas, postos de troca de animais e o missivista não tinha pressa para a entrega da mensagem Naqueles tempos não se sabia nem quando ela sairia da agência do correio nem quando chegaria até o destinatário. Quando chegava. Hoje, apesar do empenho dos funcionários, a empresa abriga 34 mil agências e 231 mil veículos. Tem agências espalhadas pelas cidades mais longínquas do país.

Teoricamente os correios não são uma estatal, e por isso não depende de sugar o imposto pago pelos contribuintes. Ela procura ter lucro como qualquer outra empresa para bancar as suas despesas entregando cartas e pacotes em todo o país. No setor de encomendas concorre com gigantescas empresas nacionais e mundiais. O United States Postal Service está na corda bamba. Nem Trump nem Biden até agora encaram a privatização do USPS.

Heródoto Barbeiro – Professor e Jornalista

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