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O presidente está às turras com o Congresso. A maioria dos deputados e senadores fazem oposição ao governo e atacam sistematicamente o chefe do executivo. Acusam-no de tramar um golpe de estado e implantar uma nova ditadura no Brasil. Não esquecem o período em que o Congresso esteve fechado e os representantes políticos impedidos de aprovar projetos de origem no legislativo e rejeitar os do executivo. Os embates são cada vez mais intensos e fake News varrem a opinião pública originárias dos dois extremos do espectro político. As manifestações públicas nas praças se tornam cada vez maiores e com discursos radicais. Há quem tema que a segurança das pessoas corram risco uma vez que é impossível revistar todos os manifestantes. Como impedir faixas e bandeiras com hastes de madeira? Ou outros objetos que podem virar armas em um conflito aberto? Os discursos inflamados ora batem no legislativo, ora no executivo. Nem mesmo a justiça escapa, acusada de estar sempre ao lado dos mais ricos.

Diante do clima de radicalização os conselheiros do presidente querem convence-lo  que não deve se expor em aglomerados ou manifestações públicas. Ele não é homem de fugir de compromissos e gosta de participar de atos políticos e até mesmo de se misturar com a população, especialmente no Rio de Janeiro. Está constantemente presente a eventos em locais fechados. Mas seus apoiadores planejam uma grande concentração na principal avenida da cidade com a presença do presidente e com o anúncio de medidas que possam tirar o Brasil da crise que vive. Uma pauta está sendo debatida entre os seus apoiadores e todos querem uma maior intervenção do estado na economia. Setores empresariais torcem o nariz. As acusações de  corrupção se alternam.  O presidente acusa parlamentares de representarem interesses de grandes grupos econômicos e não da maioria pobre da população. Não se aprova nada no Congresso sem o que uns chamam de negociação e outros de troca de interesses pessoais  como verbas, cargos, nomeações de apaniguados e por aí  vai. O embate acirra o conflito político.

Ninguém sabe o aonde a atual crise política  vai parar. O rompimento da ordem institucional pode se dar na manifestação marcada. Um dos alvos é o presidente do senado, acusado de representar as velhas oligarquias contrárias as mudanças sociais. Há uma disputa nos bastidores entre quem vai discursar na manifestação. Apenas estão confirmados o presidente e o governador do Rio Grande do Sul. A manifestação  foi marcada para o final do dia, quando milhares de pessoas buscam o transporte público e são arrebanhadas para engrossar a o ato público. Os slogans e faixas já estão prontos. As reformas de base, o nacionalismo, a estatização de empresas estrangeiras e a reforma agrária. O 13 de março é o tudo  ou nada na disputa entre a esquerda e a direita. João Goulart fez um discurso moderado, mas o mesmo não se deu com Leonel Brizola. Um decreto nacionalizou as refinarias privadas de petróleo. Dai  para frente a radicalização se acelerou com uma manifestação em São Paulo contra o governo. O golpe de estado está no ar. O que não se sabe é quem vai tomar o poder: a esquerda ou a direita ?

Heródoto Barbeiro é editor-chefe e âncora do Jornal da Record News o primeiro em multiplataforma - www.herodoto.com.br

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