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Localizada nas dependências do antigo IBC, o abrigo inédito em Ibiporã conta com toda estrutura para receber pessoas em situação de rua

Algo totalmente inédito em relação ao atendimento às pessoas em situação de rua virou realidade em Ibiporã. Logo após a Prefeitura do Município, através da Secretaria Municipal de Assistência Social, criar o abrigo emergencial de acolhimento e proteção social durante a pandemia do novo coronavírus, o projeto “Mãos que Acolhem” ganhou estrutura e uma casa abrigo foi montada para atender em definitivo aos cidadãos necessitados. Situada nas dependências do antigo IBC, que pertence ao Governo do Estado, mas que é administrado pela Prefeitura, o prédio conta com mais de 200 m² de área de construção. A casa recebeu os reparos necessários e, a mobília que foi adquirida pela Administração e que estava no abrigo provisório instalado no Ginásio de Esportes do Pérola, foi transportada para o novo local.

Em 2017 a Prefeitura assinou um convênio com o Governo Estadual para criar uma estrutura de atendimento para os moradores de rua, porém, não houve interessados em participar do processo de licitação, mas com a chegada da pandemia, no dia 19 de agosto de 2020 foi criado o abrigo emergencial. Em seu período de funcionamento provisório surgiu quem assumisse o trabalho institucional. O projeto “Mãos que Acolhem” já atendeu um total de 67 pessoas. No início da pandemia havia 25 em situação de rua cadastradas no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS). O município praticamente triplicou o número de atendidos. Cinco pessoas que estão no abrigo já conseguiram emprego. Outras nove superaram a condição de moradores de rua e conquistaram abrigo fixo.

Segundo a secretária municipal de Assistência Social, Ireny Sorge, a efetivação desse importante projeto só virou realidade porque a Administração Municipal acreditou que era possível acolher a todos. “O prefeito João sempre afirmou que seria possível sim fazer algo pelas pessoas que precisam. Esse olhar especial do gestor é muito importante para a cidade, para que os problemas sociais sejam resolvidos. A Assistência Social tem avançado bastante, porque o João sempre foi muito justo e esteve muito próximo para executar o que é necessário. Obrigado João por me permitir estar com vocês nesses avanços e, assim, poder deixar também a minha marca”, disso Ireny.

O assistente social Everton Yukita está à frente da coordenação do projeto, e, para ele, nenhum esforço é muito para proporcionar condições de vida digna às pessoas, sem distinção. “As políticas de Assistência do município têm avançado muito para esse segmento populacional no sentido de estarmos juntos, estamos acolhendo e dando estabilidade e, aí sim, podermos fazer os encaminhamentos e acompanhamentos médicos, além de também encaminhar para trabalho, renda, etc. De fato não é fácil, mas estamos progredindo muito. Aos poucos estamos conseguindo deixar a casa com a cara que a gente gosta e aqui há muito trabalho, principalmente no que diz respeito à socialização”, esclareceu Everton.

Para o prefeito João Toledo Coloniezi, a inclusão é um dos pilares para uma sociedade mais justa. “Uma pátria só é boa quando ela é inclusiva, e é isso que estamos fazendo aqui hoje nesse ato simbólico de inauguração da casa do projeto “Mãos que Acolhem”, porque nós queremos deixar registrado que esse trabalho começou e deve ser continuado. Estou extremamente feliz com o resultado. No meu mandato fiz questão de aplicar a formação que recebi na infância, porque meus pais são Vicentinos e sempre nos ensinaram a acolher os necessitados. Cresci com esse tipo de educação, e na Administração Municipal pudemos fazer muito por comunidades que estavam desassistidas. Levamos para a Administração o olhar carinhoso para aquele que precisa da mão estendida do Poder Público. Aos presentes, sintam-se acolhidos porque vocês são nossos irmãos”, enfatizou João Coloniezi.

Dentre as atividades do projeto está uma reunião semanal de multicondomínio, onde os moradores debatem e discutem as soluções de convivência e moradia, que são aprimoradas a cada dia. Eles também recebem atendimento médico e psíquico, alimentação e cuidados básicos. A cerimônia de inauguração contou com a presença do vereador presidente da Câmara, Vitor Divino Carreri, com a presença do secretário de Agricultura e Meio Ambiente, João Odair Pelisson, e do diretor-presidente do Samae, Edvaldo Pereira de Paula – Peri. Servidores da Assistência Social e de alguns setores da Prefeitura acompanharam o evento, que contou com número reduzido de participantes por conta da pandemia de COVID-19.

Núcleo de Comunicação Social/PMI

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