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Dias mais quentes e chuvosos são condições propícias para o aumento da infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya

A chegada da primavera, caracterizada pelo aumento das temperaturas e das chuvas, são condições propícias para o aumento da infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. Com o aumento do calor, da umidade e das chuvas, o mosquito se alastra com facilidade e de forma mais rápida. “O ciclo do mosquito é rápido; entre o ovo depositado pela fêmea do mosquito, à transformação em larva e, depois em mosquito, o período é de apenas uma semana. Basta deixar água parada acumulada para que o mosquito se prolifere”, alerta o coordenador de Endemias da Secretaria Municipal de Saúde, Aldemar Galassi.

Dados do quarto Levantamento Rápido do Índice Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) realizado este ano, cujo resultado foi divulgado no final da semana passada, apontam que a situação da dengue está controlada em Ibiporã. Durante a semana de 16 a 21 de setembro, os agentes de endemias visitaram 950 imóveis – 5% do total – em todas as regiões da cidade.

O levantamento apontou um índice de infestação do mosquito de 0,3%, ou seja, de cada 100 imóveis visitados, menos de um apresentava criadouros do vetor. O número é inferior ao preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) - de até 1%. Este é o menor índice de infestação pelo Aedes aegypti este ano no município. No primeiro LIRAa, realizado em janeiro, o índice foi de 3,6%. No segundo levantamento, feito em maio, o percentual foi de 1,4%. O terceiro foi de 0,9%. Com os resultados do LIRAa, os agentes de endemias elaboram estudos e planejamento que orientarão os trabalhos nas áreas mais afetadas da cidade. “O levantamento foi realizado após alguns dias de chuva. Mesmo assim, o índice de infestação pelo mosquito foi baixo. Um conjunto de fatores colaborou para essa redução. O inverno, caracterizado por temperaturas amenas e poucas chuvas, ajudou a diminuir a circulação viral. A maior parte da população está fazendo a sua parte, e o poder público também segue com ações contínuas de prevenção e combate à dengue, tais como ciclos de tratamento e remoção dos criadouros em 100% do território; trabalho de recuperação das casas vazias durante a semana e aos sábados; bloqueio de casos, “Bota Fora (programa da Prefeitura que recolhe móveis, eletrodomésticos e entulhos em pequenas quantidades em toda a cidade), limpeza de fundos de vale, trabalhos educativos em escolas, empresas e igrejas e capacitação dos servidores de saúde para melhor notificação, diagnóstico e tratamento da doença”, aponta Galassi.

Repetindo a situação constatada pelos agentes de endemias nos meses anteriores, a maioria dos focos do mosquito foi encontrada nos quintais das casas, tais como lixo reciclável, tambores de água, vasos de plantas e bebedouros de animais, ou seja, recipientes que acumulam água e se tornam ambientes ideais para a proliferação do mosquito. “Os ovos do mosquito podem sobreviver por até um ano e meio na natureza à espera de condições ideais para eclodir. É neste momento que devemos redobrar a atenção quanto às medidas preventivas da dengue, eliminando os criadouros do mosquito. Por isso, a limpeza dos jardins, varandas e qualquer espaço aberto deve ocorrer, no mínimo, a cada sete dias. Em 10 minutos já é possível eliminar os criadouros e evitar que a dengue esteja em sua própria casa”, orienta o coordenador.

Números da dengue em Ibiporã

Conforme levantamento realizado pelo Setor de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde, dados ainda não fechados indicam que no período epidemiológico de 29 de julho de 2018 a 27 de julho de 2019, foram notificados 2.897 casos de dengue em Ibiporã, sendo 1.333 confirmados (710 por laboratório, 623 por critério clínico epidemiológico). O município registrou duas mortes pela doença neste período – um homem de 80 anos e uma mulher de 54.

Dois casos de febre chikungunya (autóctone – contraído no próprio município) também foram diagnosticados este ano em Ibiporã.

No atual período epidemiológico, iniciado em 28 de julho, foram notificados 217 casos de dengue, sendo três confirmados por exame laboratorial.

Faça a sua parte!!!!!

Prevenir é a melhor forma de evitar a dengue, zika e chikungunya. A maior parte dos focos do mosquito está nos domicílios, assim, as medidas preventivas envolvem o próprio quintal e também os dos vizinhos. É simples e rápido combater o Aedes aegypti. Siga essas dicas:

Garrafas PET e de vidro: As garrafas devem ser embaladas e descartadas corretamente na lixeira, em local coberto ou de boca para baixo;

Lajes: Não deixe água acumular nas lajes. Mantenha-as sempre secas;

Ralos: Tampe os ralos com telas ou mantenha-os vedados, principalmente os que estão fora de uso;

Vasos sanitários: Deixe a tampa sempre fechada ou vede com plástico;

Piscinas: Mantenha a piscina sempre limpa. Use cloro para tratar a água e o filtro periodicamente;

Coletor de água da geladeira e ar-condicionado: Atrás da geladeira existe um coletor de água. Lave-o uma vez por semana, assim como as bandejas do ar-condicionado;

Calhas: Limpe e nivele. Mantenha-as sempre sem folhas e materiais que possam impedir a passagem da água;

Cacos de vidros nos muros: Vede com cimento ou quebre todos os cacos que possam acumular água;

Baldes e vasos de plantas vazios: Guarde-os em local coberto, com a boca para baixo;

Plantas que acumulam água: Evite ter bromélias e outras plantas que acumulam água, ou retire semanalmente a água das folhas;

Suporte de garrafão de água mineral: Lave-o sempre quando fizer a troca. Mantenha vedado quando não estiver em uso;

Falhas nos rebocos: Conserte e nivele toda imperfeição em pisos e locais que possam acumular água;

Caixas de água, cisternas e poços: Mantenha-os fechados e vedados. Tampe com tela aqueles que não têm tampa própria;

Tonéis e depósitos de água: Mantenha-os vedados. Os que não têm tampa devem ser escovados e cobertos com tela;

Objetos que acumulam água: Coloque num saco plástico, feche bem e jogue corretamente no lixo;

Vasilhas para animais: Os potes com água para animais devem ser muito bem lavados com água corrente e sabão no mínimo duas vezes por semana;

Pratinhos de vasos de plantas: Mantenha-os limpos e coloque areia até a borda;

Objetos d’água decorativos: Mantenha-os sempre limpos com água tratada com cloro ou encha-os com areia. Crie peixes, pois eles se alimentam das larvas do mosquito;

Lixo, entulho e pneus velhos: Entulho e lixo devem ser descartados corretamente. Guarde os pneus em local coberto ou faça furos para não acumular água;

Lixeira dentro e fora de casa: Mantenha a lixeira tampada e protegida da chuva. Feche bem o saco plástico.

NCPMI

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