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Grupo de mulheres de Ibiporã inicia participação em programa da Secretaria de Saúde que propõe reeducação alimentar e adoção de hábitos saudáveis aos participantes

Rever hábitos e fazer as pazes com a balança. Estes foram os desafios propostas a um grupo de 24 mulheres que iniciou na segunda-feira (27) o “Desafio dos 100 dias”, programa da Secretaria Municipal de Saúde de Ibiporã, através do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (Nasf), que propõe aos participantes reeducação alimentar e adoção de hábitos saudáveis. Até o dia 3 de agosto as desafiadas se reunirão três vezes por semana, durante duas horas, para participar de atividades relacionadas à atividade física, fisioterapia, nutrição, psicologia e acupuntura. A orientação é feita por uma equipe multiprofissional da rede básica de saúde. Todas as atividades são gratuitas.

No primeiro dia as participantes foram apresentadas ao projeto pelos profissionais que trabalharão com a turma durante os 100 dias. Elas também assinaram um termo de responsabilidade em que se comprometem a participar de todos os encontros e atividades propostos pelos profissionais do Nasf. Entre medos e expectativas, as mulheres já foram esclarecidas que a meta do programa não é a perda rápida de peso, mas vai muito além – a melhora da qualidade de vida. “O foco não é a perda de peso, mas o ganho de consciência para fazer as suas escolhas alimentares e de estilo de vida. O grande problema é querer emagrecer rápido. É o que a mídia propõe. Com isso, o que é mais importante, como a qualidade de vida e a melhora nos exames, acabam ficando em segundo plano”, afirma o cardiologista Cassiano Gil, um dos profissionais envolvidos no projeto.

A proposta da equipe é transformar as orientações semanais em aprendizado para a vida toda. “Creio que o mais difícil seja readequar os hábitos alimentares, pois o comer errado muitas vezes vem da infância. A atividade física é feita na hora, o trabalho em grupo motiva. Já a mudança alimentar depende da prática em casa, da colaboração dos familiares”, argumenta a nutricionista Ruth Yukiara Watanabe.

Acima do peso aos 35 anos, a doceira Andréia Maria dos Santos faz doces, bolos e tortas para reforçar o orçamento familiar. “Adoro brigadeiro e preciso experimentar os quitutes porque a gente só vende o que gosta”, admite. A doceira reconhece que precisará de muita força de vontade para abrir mão das guloseimas e adotar uma dieta saudável. “Acho que o sobrepeso ainda não está afetando a minha saúde, mas me preocupo com a autoestima e qualidade de vida. Quero eliminar peso, não perder, pois quando a gente perde acaba encontrando”, brinca Andréia.

Já para a técnica de laboratório Valéria Ferreira Lopes, 31, a necessidade de emagrecer vai muito além da boa forma. “Já tive hipertensão e tenho parentes que morreram vítimas de parada cardíaca. Quero engravidar e a minha ginecologista me orientou a perder peso antes. Quero eliminar uns 10 quilos. Estou motivada”, revela a participante.

O “Desafio dos 100 dias” existe desde 2010 e já ajudou mais de cem pessoas a emagrecer com saúde. “Com o acompanhamento nutricional, a pessoa aprende a preparar alimentos mais saudáveis, a acupuntura auxilia no controle da ansiedade e melhora do metabolismo; a atividade física e fisioterapia atuam na perda de peso e fortalecimento muscular; já a psicologia auxilia a resgatar a história de vida, expressar melhor os sentimentos e entender o que desencadeia o processo de compulsão alimentar”, explica a psicóloga Priscila Maria Cunha.

Para participar do projeto é preciso ter entre 20 e 65 anos, apresentar um atestado médico garantindo que o paciente está apto a fazer atividades físicas e o resultado dos exames de glicemia e lipidograma. As inscrições são realizadas nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). As inscrições para a próxima turma devem começar no segundo semestre.

Caroline Vicentini/Asimp/PMI

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