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Incubadora do projeto “Ibiporã na Linha do Futuro” funciona dentro do Barracão Industrial. Objetivo é formar grupos de facção, gerando trabalho e renda

Apostando no potencial do empreendedorismo feminino, a Prefeitura Municipal de Ibiporã, por meio da Secretaria do Trabalho, inaugurou nesta quinta-feira (23) a incubadora de confecção industrial do projeto “Ibiporã na Linha do Futuro”.

O evento, que integrou as comemorações pelos 70 anos de emancipação política de Ibiporã, contou com as presenças do prefeito João Coloniezi, da secretária do Trabalho, Maria Romana, dos vereadores Rafael da Farmácia e Zezinho da Estoril, do gerente do Serviço Nacional da Indústria (Senai/Londrina), Henry Cabral, dos representantes da Zanoni Confecções, empresa permissionária que administrará as produções realizadas no Barracão Industrial, Aristides e Beatriz Zanoni, a professora e coordenadora da equipe das costureiras, Vanderléa Antônia Neves, além de secretários municipais, servidores, e as costureiras participantes do projeto.

Construída em uma área de 230,6 m² dentro do Barracão Industrial Eugênio Fernandes, no Jardim Casagrande, a incubadora foi criada para dar continuidade ao processo de aperfeiçoamento das alunas do projeto, lançado em março deste ano. O objetivo é promover melhores condições de geração de trabalho e renda no segmento de confecção industrial por meio da organização de grupos de facção de costura no município, envolvendo munícipes com potencial para criar, inovar e empreender, aproveitando as oportunidades da indústria da moda. Os investimentos municipais para melhorias do espaço e aquisição das máquinas de costura foram de R$57 mil.

O espaço possibilitará que 24 costureiras formadas após fazer durante o ano o curso de técnicas de costura industrial em parceria com o Serviço Nacional da Indústria (Senai), e de empreendedorismo e gestão, em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), comecem a gerar renda para elas e para o município através da produção de vestuário para a Zanoni Confecções. "Estas costureiras poderão trabalhar por até seis meses na incubadora até se capitalizarem para adquirirem o próprio maquinário. O objetivo é que as costureiras se tornem Microempreendedores Individuais (MEIs), formando células de costura em suas próprias residências para que forneçam os serviços às empresas parceiras do projeto. As máquinas e equipamentos poderão ser financiados por meio do Banco do Empreendedor. Desta forma, ocorrerá um processo rotativo, onde estaremos qualificando, orientando, oferecendo espaço e equipamentos para vários grupos", explica Maria Romana.

Em seu discurso, a secretária agradeceu o apoio da Administração Municipal a um projeto inédito na região e aos parceiros – Zanoni Confecções, Sebrae,  Senai e Banco do Empreendedor - por acreditarem e confiarem no”Ibiporã na Linha do Futuro”. “Vocês se capacitaram e se transformaram em costureiras de elite, preparadas para atender às exigências do mercado. Acreditamos no potencial transformador do empreendedorismo feminismo, que cresce a cada ano. Temos a certeza que hoje vocês começaram a desenhar um futuro promissor”, comentou Maria Romana.

O representante do Senai elogiou a iniciativa da administração em implantar um projeto que atende a um público mais vulnerável frente ao desafiador mercado de trabalho. “Desconhecemos na região um projeto neste formato, em que a pessoa tem a oportunidade de se capacitar e se formalizar, gerando trabalho e renda e ainda movimentando a economia local, contando com toda a estrutura disponibilizada pela Secretaria do Trabalho para fins de aprimoramento, formalização e gestão do processo produtivo”, expôs Cabral.

O prefeito ressaltou que o foco da atual gestão é ajudar a transformar a vida dos cidadãos. “Este barracão foi entregue há três anos e estava sem uso. Agora vamos colocá-lo em funcionamento dando a finalidade para o qual foi construído - incentivar a exploração de atividade produtiva no segmento têxtil, confecção ou transformação artesanal por micro e pequenas empresas, estimulando o desenvolvimento local. O projeto oportuniza que vocês trabalhem próximas dos filhos. É na segurança da família que apostamos. Quando a família tem renda, tem perspectiva de futuro”, defendeu Coloniezi.

Acompanhada dos filhos de 7 e 5 anos, Soelli Soares Almeida viu no projeto a possibilidade de concretizar o sonho antigo de ser costureira. “Via a minha tia costurar e tinha vontade de aprender. Em 10 meses fiz o curso básico, intermediário e o avançado de costura industrial. Na incubadora quero me aprimorar e quem sabe me tornar uma microempreendedora”, revelou.

Aos 55 anos, a dona de casa Marilda Maria da Silveira encontrou no projeto a oportunidade de se aprimorar e ainda ser remunerada por seu trabalho, ajudando nas despesas da casa. “Nunca imaginei que com esta idade pudesse me capacitar e começar a trabalhar. Estou muito feliz. Farei o meu melhor”, prometeu a costureira.

NC/PMI

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Foto: Bruno T. Silva/NCS/PMI
Foto: Bruno T. Silva/NCS/PMI
Foto: Bruno T. Silva/NCS/PMI
Foto: Bruno T. Silva/NCS/PMI

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