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Levantamento Rápido do Índice Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) ficou em 0,9%. Novamente, maioria dos focos foi encontrada nos quintais dos imóveis

A Secretaria Municipal de Saúde, por meio do setor de Endemias, divulgou o resultado do terceiro Levantamento Rápido do Índice Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), mosquito transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela.

Realizado no período de 6 a 12 de junho, o LIRAa apontou um índice de infestação do mosquito de 0,9%, ou seja, de cada 100 imóveis visitados, menos de um apresentava criadouros do vetor. O número é menor do que preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) - de até 1%, e bem inferior ao primeiro LIRAa do ano, realizado em janeiro, que foi de 3,6%. Por conta da pandemia do novo coronavírus, o segundo LIRAa foi cancelado pelo Ministério da Saúde. Durante a semana passada, os agentes de endemias visitaram 970 imóveis (5%) do total em todas as regiões da cidade. “Tradicionalmente o índice de infestação do mosquito cai nesta época do ano, devido à menor quantidade de chuvas e ao frio. Além disso, intensificamos os ciclos de remoção dos criadouros por toda cidade, aplicação do novo inseticida (Cielo) com a UBV costal por quase toda a cidade, e o trabalho de orientação junto à população, aponta o coordenador do Setor de Endemias, Aldemar Galassi.

Com os resultados do LIRAa, os agentes de endemias elaborarão estudos e planejamento que orientarão os trabalhos nas áreas mais afetadas da cidade.

Segundo Galassi, os focos do Aedes aegypti  continuam sendo encontrados em quase a sua totalidade no interior dos quintais, principalmente no lixo reciclável - garrafas, latas, entulhos, vasos de plantas, tambores de água e bebedouros de animais com água acumulada. “Consideramos o inverno como o período crítico, pois o trabalho preventivo que será realizado agora tanto pelo poder público como pela população será determinante para a quantidade de casos que teremos no verão. A dengue mata e a proliferação do mosquito acontece durante o ano todo; por isso a necessidade da prevenção. Neste momento, como existe a recomendação para as pessoas ficarem mais tempo em casa, por conta do coronavírus, a orientação é que aconteça uma busca minuciosa com a eliminação dos focos do mosquito transmissor tanto no ambiente doméstico, como de trabalho e de circulação”,  ressalta o servidor.

Epidemia em Ibiporã

Mesmo com a redução expressiva das notificações de dengue em Ibiporã nas últimas semanas (de uma média de 700 por semana em fevereiro para cerca de 70 em junho), a situação ainda é preocupante. Segundo boletim divulgado pelo Setor de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, no período de 28 de julho de 2019 a 12 de junho de 2020, foram notificados 7.410 casos, sendo 4.679 positivos, 2.535 descartados e 196 ainda não foram

encerrados. Entre os confirmados, 110 pacientes apresentaram “Dengue com sinais de alarme” e cinco casos, “Dengue Grave”, sendo

que três evoluíram a óbito. Mais duas mortes estão sendo investigadas pelo Comitê Regional de Investigações de Óbitos por Dengue.

No período 2019/2020, a incidência de casos, até o momento é de 8.936,89/100.000 habitantes, estando o município em epidemia de dengue. A circulação viral tem sido do vírus tipo 2, tendo sido identificados 31 casos. Também  foram investigados três casos suspeitos de Chikungunya, todos já descartados. Notificado um caso suspeito de Zika Vírus, também descartado. A epidemia é confirmada depois que a cidade aponta, proporcionalmente, mais de 300 casos por 100 mil habitantes

Medidas de prevenção e combate

Com o objetivo de reforçar as ações de prevenção e combate ao Aedes aegypti, a Secretaria de Saúde está aplicando, desde o final de abril, um novo inseticida, chamado Cielo-ULV, adquirido pelo Ministério da Saúde. O produto já foi aplicado em quase 80% dos bairros de Ibiporã pelos agentes de endemias, por meio da bomba costal. Os princípios ativos do inseticida são diferentes do Malathion, utilizado por anos, mas que passou a não fazer mais efeito. O município ainda aguarda resposta da 17ª Regional de Saúde sobre a solicitação do fumacê.

Galassi alerta que o Cielo é um reforço nas estratégias de prevenção e combate à dengue, mas não substitui a necessidade de eliminação dos criadouros do mosquito, visto que o veneno elimina apenas a forma alada do Aedes. As visitas domiciliares dos agentes de combate às endemias estão acontecendo, inclusive aos sábados das 8 às 13 horas, para tratamento e remoção dos criadouros, bloqueio de casos e orientação aos moradores. “Estamos seguindo todos os protocolos de higiene e segurança, tais como a utilização de máscaras de barreira, álcool em gel 70%, e distanciamento das pessoas”, enfatiza o coordenador de endemias.

Força-tarefa contra a dengue

Diante do cenário preocupante da dengue no município, a Prefeitura de Ibiporã instituiu em janeiro uma força-tarefa formada por servidores das Secretarias Municipais de Agricultura e Meio Ambiente, Obras, Saúde, e Samae, para tentar barrar a proliferação do Aedes aegypti.

A força-tarefa atua de forma preventiva, fiscalizadora e repressiva, indicando as providências que devem ser adotadas pelos órgãos públicos ou particulares para eliminar possíveis focos de proliferação do mosquito. Uma das medidas foi a publicação de um decreto para regulamentar as sanções para pessoas que dificultarem o combate a eliminação do vetor. “Nos estabelecimentos de maior complexidade ou acúmulo de materiais criadouros de mosquito, o proprietário do imóvel em questão é notificado para que, em até 72 horas, providencie as ações necessárias para eliminar os focos e, em caso de descumprimento, será punido com multa no valor de R$ 70,00 a R$ 350,00, exigida em dobro na reincidência, nos termos do artigo 16, da lei Municipal nº. 2.206 de 10 de setembro de 2008” (Código de Posturas do Município de Ibiporã)”, determina o decreto nº10, de 17 de janeiro de 2020.

De acordo com a Secretaria de Saúde, nenhuma multa foi aplicada até o momento, pois os notificados providenciaram a eliminação dos focos do mosquito em seus imóveis.

Denúncias de mato alto e locais com focos do mosquito Aedes aegypti devem ser feitas pelo telefone 156.

Saiba quais são os sintomas da dengue

A orientação da Secretaria Municipal de Saúde é que aos primeiros sintomas de dengue (febre alta, dores articulares, musculares e de cabeça, manchas avermelhadas na pele e indisposição), e Chikungunya (febre, dor de cabeça, mal estar, dores pelo corpo e muita dor nas juntas) a pessoa se dirija à Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência para que o diagnóstico inicial e a notificação sejam feitos. Normalmente, os sinais de alarme ocorrem entre o terceiro e quinto dia, esse é o chamado período crítico para dengue. Tratado com hidratação e medicação sintomática corretamente, a maioria dos casos evolui para cura.

Previna-se!

Garrafas PET e de vidro: As garrafas devem ser embaladas e descartadas corretamente na lixeira, em local coberto ou de boca para baixo;

Lajes: Não deixe água acumular nas lajes. Mantenha-as sempre secas;

Ralos: Tampe os ralos com telas ou mantenha-os vedados, principalmente os que estão fora de uso;

Vasos sanitários: Deixe a tampa sempre fechada ou vede com plástico;

Piscinas: Mantenha a piscina sempre limpa. Use cloro para tratar a água e o filtro periodicamente;

Coletor de água da geladeira e ar-condicionado: Atrás da geladeira existe um coletor de água. Lave-o uma vez por semana, assim como as bandejas do ar-condicionado;

Calhas: Limpe e nivele. Mantenha-as sempre sem folhas e materiais que possam impedir a passagem da água;

Cacos de vidros nos muros: Vede com cimento ou quebre todos os cacos que possam acumular água;

Baldes e vasos de plantas vazios: Guarde-os em local coberto, com a boca para baixo;

Plantas que acumulam água: Evite ter bromélias e outras plantas que acumulam água, ou retire semanalmente a água das folhas;

Suporte de garrafão de água mineral: Lave-o sempre quando fizer a troca. Mantenha vedado quando não estiver em uso;

Falhas nos rebocos: Conserte e nivele toda imperfeição em pisos e locais que possam acumular água;

Caixas de água, cisternas e poços: Mantenha-os fechados e vedados. Tampe com tela aqueles que não têm tampa própria;

Tonéis e depósitos de água: Mantenha-os vedados. Os que não têm tampa devem ser escovados e cobertos com tela;

Objetos que acumulam água: Coloque num saco plástico, feche bem e jogue corretamente no lixo;

Vasilhas para animais: Os potes com água para animais devem ser muito bem lavados com água corrente e sabão no mínimo duas vezes por semana;

Pratinhos de vasos de plantas: Mantenha-os limpos e coloque areia até a borda;

Objetos d’água decorativos: Mantenha-os sempre limpos com água tratada com cloro ou encha-os com areia. Crie peixes, pois eles se alimentam das larvas do mosquito;

Lixo, entulho e pneus velhos: Entulho e lixo devem ser descartados corretamente. Guarde os pneus em local coberto ou faça furos para não acumular água;

Lixeira dentro e fora de casa: Mantenha a lixeira tampada e protegida da chuva. Feche bem o saco plástico

Caroline Vicentini/NCPMI

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