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A Prefeitura Municipal de Ibiporã declarou situação de emergência na saúde pública do município em função do aumento crescente dos casos de dengue neste ano. O decreto n° 82, de 6 março de 2020, assinado pelo prefeito João Toledo Coloniezi, e o secretário de Saúde, Paulo Zapparoli, foi publicado nesta sexta-feira (06), na edição nº1.064 do Jornal Oficial do Município de Ibiporã.

Com o decreto, o município pode realizar algumas ações diferenciadas e emergenciais, tais como a dispensa de licitação para a compra de meios para o combate à dengue; a contratação temporária de pessoal; autorização da Secretaria de Saúde para requisitar pessoal e equipamento dos órgãos da administração pública direta e indireta na missão de combate aos focos de proliferação do mosquito, e a interrupção das férias e licenças dos servidores no período de duração do estado de emergência.

Além da epidemia de dengue que Ibiporã atravessa, outras situações foram consideradas para se declarar o estado de emergência, tais as medidas urgentes de prevenção, controle e contenção do avanço da doença não estarem sendo suficientes

para a diminuição da proliferação da doença; a limitação dos recursos para a realização de ações de bloqueio, sobretudo o insuficiente repasse de inseticida por parte do Ministério da Saúde, o tem dificultado ainda mais o controle do vetor, e a necessidade de adotar medidas urgentes para minimizar o quadro de epidemia.

Com 632,21/1000.000 habitantes, segundo o último boletim epidemiológico na Secretaria de Saúde, divulgado no dia 2 de março, Ibiporã encontra-se em epidemia de dengue. A epidemia é confirmada depois que a cidade aponta, proporcionalmente, mais de 300 casos por 100 mil habitantes. Até a última segunda-feira (02), Ibiporã apresentava 3.331 casos, sendo 331 positivos, 543 descartados e 2.457 em
acompanhamento. Entre os confirmados, 39 pacientes apresentaram “Dengue com sinais de alarme” e um caso, “Dengue Grave”. A circulação viral tem sido a do tipo 2,  o qual desenvolve formas mais graves da doença.

 

Força-tarefa contra a dengue

Diante do cenário preocupante da dengue no município, a Prefeitura de Ibiporã instituiu em janeiro uma força-tarefa formada por servidores das Secretarias Municipais de Agricultura e Meio Ambiente, Obras, Saúde, e Samae, para tentar barrar a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.

A força-tarefa atua de forma preventiva, fiscalizadora e repressiva, indicando as providências que devem ser adotadas pelos órgãos públicos ou particulares para eliminar possíveis focos de proliferação do mosquito. Uma das medidas foi a publicação de um decreto para regulamentar as sanções para pessoas que dificultarem o combate a eliminação do vetor. “Nos estabelecimentos de maior complexidade ou acúmulo de materiais criadouros de mosquito, o proprietário do imóvel em questão será notificado para que, em até 72 horas providencie as ações necessárias a eliminar os focos e, em caso de descumprimento, será punido com multa no valor de R$ 70,00 a R$ 350,00, exigida em dobro na reincidência, nos termos do artigo 16, da lei Municipal nº. 2.206 de 10 de setembro de 2008” (Código de Posturas do Município de Ibiporã)”, determina o decreto nº10, de 17 de janeiro de 2020.

Conforme o Setor de Endemias, nenhuma multa foi aplicada até o momento. Vinte e cinco proprietários foram notificados, mas providenciaram a eliminação dos focos dentro do prazo estabelecido.

A força-tarefa também está realizando mutirões de limpeza nas regiões com maior número de infestação e de notificações de casos suspeitos de dengue. De acordo com a Secretaria de Obras, 250 caminhões de material sem serventia, tais móveis, eletrodomésticos, material reciclável e entulhos em pequenas quantidades, descartados pela população, além de 70 caminhões de galhos, foram recolhidos  Esta semana a ação ocorrerá no Jardim Santa Paula e Residencial Terra Bonita.

Além disso, a Secretaria de Saúde, por meio do Setor de Endemias, segue com ações contínuas de prevenção e combate à dengue, tais como ciclos de tratamento e remoção dos criadouros em 100% do território, trabalho de recuperação das casas vazias aos sábados, bloqueio de casos, limpeza de fundos de vale, trabalhos educativos em escolas, empresas e igrejas e capacitação dos servidores de saúde para melhor notificação, diagnóstico e tratamento da doença. “A quase totalidade dos focos está sendo encontrada nos quintais das casas, em material reciclável, vasos de plantas e vasilhas dos bebedouros dos animais. O período mais crítico da epidemia costuma ser em março, por conta da intensificação das chuvas. Continuamos a solicitar o apoio da população para limpar os quintais e ambientes internos, evitando água parada, pois são criadouros para a proliferação do mosquito.A eliminação da dengue depende, principalmente, da mudança de hábitos e atitudes”, ressalta o secretário de Saúde.

Denúncias de mato alto e locais com focos do mosquito Aedes aegypti devem ser feitas pelo telefone 156.

 

 Assim/PMI

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