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Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti ficou em 2,4%, superior ao recomendado pela OMS. Calor e chuva favorecem reprodução do mosquito

A Secretaria Municipal de Saúde de Ibiporã, por meio do setor de Endemias, divulgou o resultado do primeiro Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), mosquito transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela, do ano de 2021. Realizado no período de 1 a 15 de janeiro, o LIRAa apontou um índice de infestação de 2,4%, ou seja, de cada 100 imóveis visitados, 2,4 apresentavam criadouros do mosquito. Os agentes de endemias visitaram 880 imóveis – cerca de 5% do total – em todas as regiões da cidade.

O índice é superior ao preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) – de até 1%, e coloca o município em situação de risco médio para epidemia de dengue. O último levantamento, realizado em outubro, apresentou um índice de infestação de 0,3%. “Tradicionalmente, o primeiro LIRAa do ano costuma ser mais elevado em função das condições climáticas favoráveis para a proliferação do mosquito – calor e chuvas intensas”, explica o coordenador de Endemias,  José Aparecido Moreira.

Conforme o levantamento, os criadouros do mosquito foram encontrados em todas as regiões da cidade, sendo que 99% deles nos quintais das residências. Desta vez, além do lixo reciclável, os ACEs encontraram muitos criadouros do Aedes em vasos de plantas, bebedouros de animais e coletores de água da chuva. “O mosquito reproduz-se em água parada, por isso é importante o cidadão evitar recipientes e vasilhames destampados ou qualquer local que acumule água nas áreas externas e internas da residência”, ressalta Moreira.

Ações

Com os resultados do LIRAa, os agentes de endemias elaborarão estudos e planejamentos que orientarão os trabalhos nas áreas mais afetadas da cidade. Os servidores continuam com o trabalho de visitas domiciliares para remoção mecânica dos criadouros e orientação aos moradores, inclusive com a recuperação, aos sábados pela manhã, das casas fechadas durante a semana. O Setor de Endemias ressalta que está seguindo todos os protocolos de higiene e segurança contra a Covid-19, tais como a utilização de máscaras de barreira, álcool em gel 70%, e distanciamento das pessoas.

Com o objetivo de reforçar as ações de prevenção e combate ao Aedes aegypti, nesta semana, a Secretaria Municipal de Saúde inicia a aplicação do inseticida Cielo com a UBV costal em bairros com mais casos confirmados de dengue. Os trabalhos começarão por bairros da zona sul de Ibiporã – Jamil Sacca, Miguel Petri.

Conforme a Vigilância Epidemiológica, no atual período sazonal (agosto de 2020 a julho de 2021), Ibiporã contabilizou até o dia 18 de dezembro 385 casos notificados, sendo 12 positivos, 152 descartados e 221 ainda não foram

encerrados, estando em acompanhamento. Neste ciclo ainda não foi identificado qual o sorotipo circulante. Também foi investigado um caso suspeito de Zika Vírus, com resultado negativo.

Sintomas da dengue

A orientação da Secretaria Municipal de Saúde é que aos primeiros sintomas de dengue (febre alta, dores articulares, musculares e de cabeça, manchas avermelhadas na pele e indisposição), e Chikungunya (febre, dor de cabeça, mal estar, dores pelo corpo e muita dor nas juntas) a pessoa se dirija à Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência para que o diagnóstico inicial e a notificação sejam feitos. Normalmente, os sinais de alarme ocorrem entre o terceiro e quinto dia, esse é o chamado período crítico para a dengue. Tratado com hidratação e medicação sintomática corretamente, a maioria dos casos evolui para cura.

 “Neste período de pandemia a orientação é de cuidados redobrados: todo recipiente que pode acumular água deve ser removido ou tampado. Uma infecção cruzada de dengue e Covid-19 pode trazer sérias consequências para a saúde”, complementou a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Vanessa Luquini.

Previna-se!

Garrafas PET e de vidro: As garrafas devem ser embaladas e descartadas corretamente na lixeira, em local coberto ou de boca para baixo;

Lajes: Não deixe água acumular nas lajes. Mantenha-as sempre secas;

Ralos: Tampe os ralos com telas ou mantenha-os vedados, principalmente os que estão fora de uso;

Vasos sanitários: Deixe a tampa sempre fechada ou vede com plástico;

Piscinas: Mantenha a piscina sempre limpa. Use cloro para tratar a água e o filtro periodicamente;

Coletor de água da geladeira e ar-condicionado: Atrás da geladeira existe um coletor de água. Lave-o uma vez por semana, assim como as bandejas do ar-condicionado;

Calhas: Limpe e nivele. Mantenha-as sempre sem folhas e materiais que possam impedir a passagem da água;

Cacos de vidros nos muros: Vede com cimento ou quebre todos os cacos que possam acumular água;

Baldes e vasos de plantas vazios: Guarde-os em local coberto, com a boca para baixo;

Plantas que acumulam água: Evite ter bromélias e outras plantas que acumulam água, ou retire semanalmente a água das folhas;

Suporte de garrafão de água mineral: Lave-o sempre quando fizer a troca. Mantenha vedado quando não estiver em uso;

Falhas nos rebocos: Conserte e nivele toda imperfeição em pisos e locais que possam acumular água;

Caixas de água, cisternas e poços: Mantenha-os fechados e vedados. Tampe com tela aqueles que não têm tampa própria;

Tonéis e depósitos de água: Mantenha-os vedados. Os que não têm tampa devem ser escovados e cobertos com tela;

Objetos que acumulam água: Coloque num saco plástico, feche bem e jogue corretamente no lixo;

Vasilhas para animais: Os potes com água para animais devem ser muito bem lavados com água corrente e sabão no mínimo duas vezes por semana;

Pratinhos de vasos de plantas: Mantenha-os limpos e coloque areia até a borda;

Objetos d’água decorativos: Mantenha-os sempre limpos com água tratada com cloro ou encha-os com areia. Crie peixes, pois eles se alimentam das larvas do mosquito;

Lixo, entulho e pneus velhos: Entulho e lixo devem ser descartados corretamente. Guarde os pneus em local coberto ou faça furos para não acumular água;

Lixeira dentro e fora de casa: Mantenha a lixeira tampada e protegida da chuva. Feche bem o saco plástico

Caroline Vicentini/NCPMI

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