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O Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto de Ibiporã (Samae) entregou ontem (19), o serviço de desassoreamento da Estação de Tratamento de Esgoto da região Norte - ETE Norte (saída para Sertanópolis). Concluída no mês de setembro, a Estação de Tratamento de Esgoto da região Norte retirou cerca de 900 toneladas secas de lodo das lagoas anaeróbias, equivalente a 13 mil metros cúbicos dragados.

O serviço de dragagem custou R$ 465.726,45. Foram investidos ainda com aquisição de brita R$ 25.125,00, utilizada como dreno no leito de secagem e R$ 52.325,00 com a implantação de geomembrana (manta), aplicada também na base do leito de secagem para impermeabilização da área, evitando a contaminação do solo.

O objetivo do serviço é recuperar a eficiência do sistema, atingindo os índices de qualidade estabelecidos por norma. Consequentemente promovendo melhoria nos padrões de lançamento.

A autarquia vem se capitalizando nos últimos dois anos e meio, reduzindo gastos e otimizando suas despesas, e hoje possui recursos para investimento em obras de grande porte como esta. Por meio de licitação, uma empresa especializada do interior de São Paulo foi contratada para executar o trabalho de dragagem, deságue, contenção e armazenamento de lodo a ser retirado das lagoas de tratamento do esgoto, utilizando uma tecnologia chamada de filtro bag.  “Os “bags” são estruturas confeccionadas em material geotêxtil, dimensionados para retenção de determinado volume das partículas sólidas que compõem o lodo que se acumula por um período de tempo no leito das lagoas de tratamento de esgoto. Estas estruturas são projetadas para ter resistência física de até cinco anos com capacidade de até 100 toneladas de lodo desidratado”, explica o diretor presidente do Samae, Edivaldo de Paula, o “Peri”.

De acordo com Peri, o emprego da tecnologia permitirá a otimização do tratamento de esgoto, efluente mais limpo no rio e minimização do odor. “Retirando o lodo acumulado nas lagoas de estabilização, aumenta-se o volume útil necessário para o tratamento do esgoto bruto, e também o tempo do esgoto dentro das lagoas, melhorando a eficiência de tratamento. A expectativa é que um efluente mais limpo seja lançado no rio”, detalha o diretor presidente.

Outra vantagem é a redução nos custos do transporte e destinação final do material. “O lodo quando é destinado a um aterro é pago por peso, tonelada. Obviamente o material desidratado fica muito mais barato, pois há uma redução de cerca de 20% do volume inicial”, ressalta.

ETE SUL (em andamento)

Já na Estação de Tratamento de Esgoto da região Sul foram retiradas até o momento cerca de 260 toneladas de lodo, de um total de 700 toneladas. A obra está prevista para ser concluída em fevereiro de 2020. O custo total da obra, incluindo dragagem, manta de impermeabilização (geomembrana) e brita ficou na ordem de R$ 422,577,73.

O serviço de dragagem e deságue nas Estações foram executados pela empresa Ecobulk (Indústria e Serviços para Proteção Ambiental).

Unidade Móvel de Educação Ambiental

Também ontem foi apresentado à população a Unidade Móvel de Educação Ambiental. Por meio de doação, intermediada pelo Ministério Público e sem ônus para a autarquia, o Samae ganhou um ônibus equipado com uma maquete de nove metros, mostrando o caminho da água desde a nascente até sua distribuição.

A maquete contempla: nascentes, mata ciliar, uso de agrotóxicos, captação, tratamento e distribuição de água, coleta e tratamento de esgoto, coleta, transporte, tratamento e destinação final de resíduos sólidos, correta ligação de água de chuva e ligação correta de esgoto.

Para o diretor-presidente do Samae, Edivaldo de Paula, o veículo será um instrumento facilitador para a execução dos projetos de educação ambiental desenvolvidos pela autarquia junto à população.

Em 2017 o Samae iniciou o trabalho de Educação Ambiental com o objetivo de conscientizar e orientar a população com relação às demandas dos eixos do saneamento, promovendo sustentabilidade e melhoria quanto à qualidade de vida.

Já em 2018, a autarquia criou o “Programa de Educação Ambiental”, desenvolvendo treinamentos, palestras, capacitações e conteúdos pedagógicos para empresas e escolas. A iniciativa desse programa em parceria com as Secretaria Municipais de Educação e Meio Ambiente já atendeu este ano de 2019 cerca de quatro mil crianças da rede pública de ensino e outras instituições.

Os temas abordados dentro do programa são: coleta, tratamento e destinação de água, esgoto e resíduos sólidos.

NCPMI

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