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Levantamento Rápido do Índice Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) do ano foi de 3,6.  Calor e chuva facilitam proliferação do mosquito transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela

A Secretaria Municipal de Saúde, por meio do setor de Endemias, divulgou o resultado do primeiro Levantamento Rápido do Índice Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), mosquito transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela.

Realizado no período de 7 a 12 de janeiro, o LIRAa apontou um índice de infestação do mosquito de 3,6%, ou seja, de cada 100 imóveis visitados, 3,8 apresentaram criadouros do vetor. O número é superior ao preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) - de até 1%, mas inferior ao LIRAa registrado em janeiro do ano passado – que foi de 6,8%. De 1 a 3% o Ministério da Saúde considera situação de alerta e acima de 4% risco de epidemia de dengue. "Tradicionalmente os percentuais sobem no início do ano devido à combinação de calor e chuvas constantes, o que facilita a proliferação do mosquito”, aponta o coordenador do Setor de Endemias, Aldemar Galassi.

Durante a semana passada, os agentes de endemias visitaram 970 imóveis (5%) do total em todas as regiões da cidade. Segundo Galassi, os focos do Aedes aegypti  foram encontrados em toda a cidade, e quase a totalidade no interior dos quintais, evidenciando o descuido da população com o acúmulo de água em recipientes e no material reciclável.

Os agentes encontraram nos quintais muitas garrafas, latas, entulhos, vasos de plantas, tambores de água e bebedouros de animais com água acumulada. Com o calor, o mosquito também se desenvolve mais rápido. "Por isso, a limpeza dos jardins, varandas e qualquer espaço aberto deve ocorrer, no mínimo, a cada sete dias. Em 10 minutos já é possível eliminar os criadouros e evitar que a dengue esteja em sua própria casa. Quem viaja nesta época do ano deve redobrar os cuidados para evitar o avanço da doença, tanto no seu imóvel, que ficará desabitado, como na casa eventualmente alugada para a temporada”, alerta o coordenador de Endemias.

Com os resultados do LIRAa, os agentes de endemias elaborarão estudos e planejamento que orientarão os trabalhos nas áreas mais afetadas da cidade.

O chefe do setor de Endemias ressalta que o governo municipal realiza ações contínuas de prevenção e combate à dengue, tais como a remoção dos criadouros em 100% do território, tratamento com larvicidas, bloqueio de transmissão viral em residências com notificações, limpeza dos terrenos públicos, ações educativas em empresas, igrejas e escolas, capacitação de servidores e teste rápido. “Temos 31 agentes de endemias envolvidos diretamente nas ações de combate à dengue, trabalhando inclusive aos sábados, para vistoriar as residências que se encontram fechadas durante a semana”, acrescentou Galassi.

Ano passado Ibiporã apresentou um quadro tranquilo de dengue, com apenas três casos confirmados e 313 notificados. Neste início de ano, conforme a Vigilância Epidemiológica, foram 12 notificações.

Prevenção

Prevenir é a melhor forma de evitar a dengue, zika e chikungunya. A maior parte dos focos do mosquito está nos domicílios, assim as medidas preventivas envolvem o nosso quintal e também os dos vizinhos.

É simples e rápido combater o Aedes aegypti, siga essas dicas:

Garrafas PET e de vidro: As garrafas devem ser embaladas e descartadas corretamente na lixeira, em local coberto ou de boca para baixo.
Lajes: Não deixe água acumular nas lajes. Mantenha-as sempre secas.
Ralos: Tampe os ralos com telas ou mantenha-os vedados, principalmente os que estão fora de uso.
Vasos sanitários: Deixe a tampa sempre fechada ou vede com plástico.
Piscinas: Mantenha a piscina sempre limpa. Use cloro para tratar a água e o filtro periodicamente.
Coletor de água da geladeira e ar-condicionado: Atrás da geladeira existe um coletor de água. Lave-o uma vez por semana, assim como as bandejas do ar-condicionado.
Calhas: Limpe e nivele. Mantenha-as sempre sem folhas e materiais que possam impedir a passagem da água.
Cacos de vidros nos muros: Vede com cimento ou quebre todos os cacos que possam acumular água.
Baldes e vasos de plantas vazios: Guarde-os em local coberto, com a boca para baixo.
Plantas que acumulam água: Evite ter bromélias e outras plantas que acumulam água, ou retire semanalmente a água das folhas.
Suporte de garrafão de água mineral: Lave-o sempre quando fizer a troca. Mantenha vedado quando não estiver em uso.
Falhas nos rebocos: Conserte e nivele toda imperfeição em pisos e locais que possam acumular água.
Caixas de água, cisternas e poços: Mantenha-os fechados e vedados. Tampe com tela aqueles que não têm tampa própria.
Tonéis e depósitos de água: Mantenha-os vedados. Os que não têm tampa devem ser escovados e cobertos com tela.
Objetos que acumulam água: Coloque num saco plástico, feche bem e jogue corretamente no lixo.
Vasilhas para animais: Os potes com água para animais devem ser muito bem lavados com água corrente e sabão no mínimo duas vezes por semana.
Pratinhos de vasos de plantas: Mantenha-os limpos e coloque areia até a borda.
Objetos d’água decorativos: Mantenha-os sempre limpos com água tratada com cloro ou encha-os com areia. Crie peixes, pois eles se alimentam das larvas do mosquito.
Lixo, entulho e pneus velhos: Entulho e lixo devem ser descartados corretamente. Guarde os pneus em local coberto ou faça furos para não acumular água.
Lixeira dentro e fora de casa: Mantenha a lixeira tampada e protegida da chuva. Feche bem o saco plástico.

Caroline Vicentini/NCPMI

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