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Monge Genshō vem a Londrina para abordar a transformação que a prática da meditação traz às nossas vidas

O zen-budismo provavelmente é, hoje, uma das mais difundidas escolas budistas a utilizar-se da meditação. A base de seu ensinamento, o zazen, é considerado o coração da prática. E é nessa perspectiva que o Monge Genshō estará em Londrina na próxima sexta-feira (14) para a realização da palestra Meditação e os Desafios do Cotidiano. O encontro acontece às 20h30 na Associação Londrinense de Nihon Karatê Kyokai (rua Argentina, 685, Vila Brasil).

Diversos setores científicos já perceberam, sobretudo no campo na Psicologia, da Psiquiatria e da Neurociência, que a meditação é uma importante aliada nos processos de prevenção e até mesmo no tratamento de distúrbios psicológicos e enfrentamento de questões existenciais. Embora esses não sejam os objetivos imediatos das práticas tradicionais orientais, como o zen-budismo, a meditação acaba por gerar “efeitos secundários” que também favorecem a saúde mental dos praticantes.

Para os interessados em conhecer um pouco mais sobre essa prática, a fala do Monge Genshō poderá ser bastante instrutiva. Quem quiser participar da palestra (cujas vagas são limitadas), ou tirar dúvidas sobre o evento, pode entrar em contato com a organização através do e-mail caren.gyoen@daissen.org.br ou via WhatsApp: ‪48 9 9945‑0095.

Quem é Monge Genshō?

Genshō é um dos fundadores da Comunidade Zen-Budista Daissen Ji, com sede em Florianópolis e responsável por cerca de 30 centros de meditação pelo Brasil e América do Sul. No interior do Paraná, a Daissen Ji mantém zendōs (locais de meditação) em Londrina, Maringá e Francisco Beltrão.

O monge é sucessor do Superior Geral da Escola Soto Zen Shu da América do Sul, o mestre japonês Dōshō Saikawa Roshi, numa linhagem sem interrupção há mais de 2500 anos, desde o tempo do Buda histórico.

Monge Genshō iniciou no caminho budista através de Igarashi Roshi, em 1973, no Rio Grande do Sul. Foi ordenado monge na forma limitada de ordenação particular em 2001; logo após passou para a orientação de Moriyama Roshi, para quem trabalhou como professor assistente, até o mestre voltar para o Japão em 2005. Foi quando conheceu Saikawa Roshi, que em 2011 lhe deu a Transmissão dos Ensinamentos, tornando-o um de seus discípulos.

Passou por períodos de treinamentos nos Estados Unidos e Japão e hoje é também Missionário Internacional da Escola Japonesa Soto Zen. Tem oficiado casamentos e bênçãos para crianças e recém-nascidos. É autor do livro “O Pico da Montanha é onde estão os meus pés”, traduzido para o inglês, francês, espanhol e alemão.

Atualmente viaja pelos centros de meditação difundindo a prática da Soto Zen Shu adaptado à mente ocidental, com ênfase na prática da meditação zen-budista, o zazen.

Na vida leiga, Genshō desenvolveu sistemas para diversas empresas baseado nas teorias expressas em seu livro O Princípio dos Interesses Coincidentes. Construiu um legado de sucesso como consultor e palestrante com foco em gestão, trabalho no qual, há mais de 30 anos, aplica conceitos do modo de vida budista e os ensinamentos que pôde vivenciar com sua prática.

O que é o zen-budismo?

Zen é o nome japonês para a tradição budista Chan, que surgiu na China por volta do século VII. Inicialmente foi cultivado na China, Japão, Vietnã e Coreia. A prática básica da escola japonesa Soto Zen Shu, da qual Monge Genshō pertence, é o zazen, um tipo de meditação contemplativa que visa a levar o praticante à “experiência direta da realidade”.

A escola Soto foi fundada no Japão por volta do século XIII pelo célebre mestre Eihei Dogen Zenji (1200-1253). Um dos seus principais ensinamentos é o Shikantaza (“apenas sentar-se”). O zen tem uma longa tradição de trabalho meditativo e é provavelmente uma das escolas budistas mais difundidas no Ocidente. Nada é desperdiçado nessa tradição, que também vê a possibilidade de se atingir outros graus de compreensão da realidade através de atividades que envolvem o trabalho braçal (como fazer a limpeza de uma residência ou cuidar de um jardim, por exemplo), ou mesmo através de atividades mais refinadas, como o uso da caligrafia, a confecção de ikebana (arranjos florais), a realização da famosa cerimônia do chá, bem como em esportes, artes e quaisquer outras atividades com as quais estejamos envolvidos.

Mais benefícios da meditação

De acordo com um estudo de imagens cerebrais feito por pesquisadores da Universidade Yale, nos EUA, e publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), que teve como um dos principais autores o professor assistente de Psiquiatria, Judson A. Brewer, “a capacidade da meditação em ajudar indivíduos a manter o foco no presente tem sido associada a maiores níveis de felicidade”. Assim, pessoas que, pela meditação, obtém estados mentais mais equilibrados acabam por se tornar, também, mais felizes.

Na pesquisa, descobriu-se que “meditadores experientes tiveram uma redução da atividade em áreas cerebrais da chamada rede neural de modo padrão, que tem sido associada a lapsos de atenção e distúrbios como ansiedade, déficit de atenção e hiperatividade, e até acúmulo de placas senis na doença de Alzheimer”. Em sua pesquisa, Brewer arrematou afirmando que “a capacidade da meditação em ajudar as pessoas a permanecer no presente tem sido parte de práticas filosóficas e contemplativas há milhares de anos”, numa referência às tradições orientais que se utilizam dessa técnica.

Andrea Monclar/Asimp

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