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Iniciativa criou uma cortina suspensa no Boulevard Shopping com 32 mil tsurus japoneses, e ação reverterá doações para a ONG Viver; inauguração será hoje (1º), 19h, com apresentação de taiko

Para manter aceso o espírito da cultura japonesa durante setembro, mês da chegada da primavera, e estação tradicionalmente celebrada nos costumes nipônicos, uma ação social marcará a união entre entidades e voluntários de Londrina. A primavera japonesa é motivo da realização da tradicional festa Londrina Matsuri, que não ocorreu em 2020, devido à pandemia, mas em 2021 será lembrada de forma inovadora, reforçando as atividades do Setembro Dourado, que no Brasil faz alusão à conscientização referente ao câncer infantojuvenil.

Com a proposta de interligar essas duas inspirações, o Boulevard Shopping, que sempre foi palco das apresentações do Londrina Matsuri, inicia a ação Primavera Dourada, com a criação de uma cortina suspensa composta por 32 mil tsurus dourados, ave sagrada do Japão e símbolo da boa saúde, felicidade, longevidade e fortuna, que resultou em uma grande intervenção decorativa no átrio do empreendimento. Cerca de 1,3 mil voluntários, motivados por 19 entidades da cidade, usaram a técnica do origami – arte secular de dobrar o papel – para criar os tusrus dourados. Diz a lenda japonesa que se uma pessoa fizer 1.000 tsurus com o pensamento voltado a um desejo, ele poderá se realizar.

A iniciativa conta com o apoio institucional, e em divulgação, da Prefeitura de Londrina, por meio do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel). O resultado de todo o trabalho poderá ser conferido de 1º a 30 de setembro, no átrio do piso superior do Boulevard Shopping durante o horário de funcionamento. A inauguração oficial será nesta quarta-feira (1º), às 19 horas, com a apresentação de coreografias de taiko, característica da cultura japonesa.

De acordo com a superintendente do Boulevard Shopping, Tania Hara, a ideia inicial era motivar a dobra de 20 mil tsurus dourados, sendo que, para cada um deles, o shopping aportará R$ 1, totalizando montante de R$ 20 mil a serem doados à ONG Viver, instituição diretamente ligada ao tratamento do câncer infanto-juvenil na cidade. “Com a empolgação gerada entre todos os voluntários, foram dobrados 32 mil tsurus que deixaram o cenário ainda mais convidativo para contribuir com a visibilidade da causa do Setembro Dourado”, destacou.

A assessora executiva da Diretoria de Turismo da Codel, Roberta Zulin, reforçou a importância da mobilização criada em torno da ação, que fortalece o engajamento entre instituições e a população local. “A ideia é estimular e valorizar as celebrações da cultura japonesa, que sempre foi a missão do Londrina Matsuri, evento tradicional que traz pessoas de outras cidades e milhares de participantes a cada ano de festa. Aproveitando esse período do ano, a proposta também foi ajudar a causa da ONG Viver no mês do Setembro Dourado, aproximando os voluntários e gerando este importante retorno ao projeto da ONG por meio do Boulevard Shopping. O resultado da decoração ficou muito bonito e os londrinenses estão convidados a conferir a cortina de tsurus e prestigiar a ação. A Codel, enquanto representante do poder público, está sempre buscando participar das articulações para fortalecer as boas iniciativas desenvolvidas na cidade”, disse.

O valor doado pela ação será aplicado no projeto “Viver Solar” da ONG Viver, que busca recursos financeiros para a instalação de um gerador de energia solar fotovoltaico na entidade. A economia com o uso de energia elétrica, proporcionada pela geração de energia solar, será revertida na implantação do projeto “Geração de Renda”, que visa capacitar os adolescentes e as mães dos assistidos para inserção no mercado de trabalho e na captação de novas fontes de renda. Atualmente, a ONG Viver atende 220 crianças e adolescentes com serviços de alimentação, hospedagem, atendimento nutricional, psicológico e odontológico, atividades de recreação, entre outros.

A coordenação de toda a produção dos tsurus foi do Grupo Sansey, criado em 1988 para preservar, valorizar e divulgar a cultura japonesa. “Fizemos o convite às entidades e a alegria em apoiar a causa foi contagiante. A organização foi muito rápida e envolveu membros, famílias, alunos, professores e amigos. Algumas instituições e entidades estão com atividades reduzidas e tivemos vários cancelamentos de eventos e encontros presenciais que são tradicionais da comunidade japonesa. Por isso, participar de um projeto que visa a união em torno de uma grande ação social impulsionou o senso de coletividade, apoio e iniciativa da comunidade, aliado ao fato de que realmente poderíamos contribuir, nos unir e fazer a diferença para essas crianças e adolescentes que precisam da nossa ajuda”, afirmou Juliana Nakahara, coordenadora do Grupo Sansey.

NCPML

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