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Acadêmicos de Direito da Unicesumar foram recebidos ontem (8), pelo prefeito Marcelo Belinati; eles capacitaram profissionais de diversos ramos como hoteleiro, academias de ginástica, igrejas, entre outros

Ontem (8), o prefeito Marcelo Belinati e a secretária municipal de Políticas para as Mulheres (SMPM), Liange Doy Fernandes, receberam os alunos da graduação em Direito, pela Unicesumar Londrina, Beatriz Pereira dos Santos Ono,  Antônio Carlos dos Santos, Clodoaldo Pereira da Silva e Fernanda Moura de Oliveira Gonçalves. Na oportunidade, eles receberam os certificados pelos trabalhos desenvolvidos na divulgação da Campanha Sinal Vermelho e em prol do combate à violência doméstica e familiar.

Durante o semestre, os estudantes realizaram a Atividade de Estudo Programado, que consiste em um trabalho interdisciplinar, voltados para o levantamento bibliográfico acerca da violência doméstica e familiar no Brasil e no Município. Através dessa pesquisa, eles  fizeram um trabalho bibliográfico sobre o ordenamento jurídico brasileiro e montaram uma capacitação sobre a Campanha Sinal Vermelho (Lei Municipal n° 13.279).

A ideia inicial era capacitar apenas os profissionais da Unicesumar, mas ao perceberem a relevância da temática escolhida, os estudantes decidiram ir a campo capacitar profissionais das mais variadas áreas. Assim, eles palestraram e orientaram trabalhadores do ramo hoteleiro, de academias de ginástica, de igrejas e templos religiosos, do Shopping Boulevard, entre outros. “Precisamos agradecer à Unicesumar, porque ela é nossa parceira na divulgação dos serviços municipais, por meio dos projetos de extensão e das disciplinas que desenvolvem com os alunos. Através desse trabalho dos estudantes de Direito, eles nos ajudaram a levar a informação para a sociedade. Somente em Londrina, temos mais de 3 mil mulheres com medidas protetivas de urgência, e muitas não sabem onde e como procurar ajuda. Por isso, quanto mais divulgação fizermos, mais mulheres poderemos ajudar no nosso município”, disse o prefeito Marcelo Belinati.

Eles contaram com a ajuda das servidoras municipais do Centro de Referência em Atendimento às Mulheres (CAM), da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres (SMPM), que palestraram sobre o assunto e entregaram os materiais informativos para a divulgação. “Sozinhos, nós do Poder Público Municipal, não conseguimos chegar a todos os lugares e, assim, com a parceria com as instituições atingimos um grande número de pessoas. É bom para eles que, enquanto faculdade, têm acesso à realidade da comunidade e, para nós, que podemos contar a ajuda na divulgação dos nossos serviços”, lembrou a secretária da pasta, Liange Doy Fernandes.

Segundo o diretor do Campus da Unicesumar em Londrina, Carlos Henrique Vici, falar sobre a Campanha Sinal Vermelho e a Lei Maria da Penha une o conhecimento de várias áreas, o que a instituição busca fazer não apenas no curso de Direito, mas em todos. “Cada vez mais o foco na mulher e no idoso está presente na nossa matriz acadêmica, porque buscamos intercalar esse conhecimento nas mais diversas áreas. Acredito que falarmos sobre a violência contra a mulher durante a graduação tem um impacto na formação muito grande, porque agrega conhecimento de mundo e não apenas didático. Isso é informação e conhecimento inseridos na realidade, na comunidade”, acredita Vici.

A professora de Direito da Unicesumar e proponente da atividade, Camila Cardoso Lima, explicou que a ideia para a realização do trabalho surgiu com a sanção da Lei Municipal n° 13.279, que estabeleceu o Programa Sinal Vermelho como uma ação permanente na cidade. A letra X pintada em vermelho na palma da mão é utilizada por mulheres que sofrem violência doméstica e familiar para pedir ajuda. Assim, quando uma vítima de violência mostra esse sinal em estabelecimentos comerciais, como farmácias, os profissionais devem imediatamente ligar para as forças de segurança, como a Guarda Municipal (153) ou a Polícia Militar (199). Essas autoridades darão seguimento ao auxílio à vítima de violência.

“Como a Campanha Sinal Vermelho havia acabado de se tornar lei municipal, os alunos da Unicesumar acharam interessante levar esse projeto para as comunidades e passaram a buscar parceiros onde eles pudessem aplicar a capacitação dentro das empresas. A ideia era capacitar o maior número de pessoas possíveis”, explicou a professora.

A acadêmica Fernanda Moura de Oliveira Gonçalves, participante do projeto, explicou que a intenção dos alunos era mostrar à população como a violência doméstica e familiar acontece de forma silenciosa. “No vídeo que fizemos, mostramos que a violência contra a mulher vem por trás de um carinho e, às vezes, a gente mesmo está dentro da situação e não entende o que está acontecendo. Foi um desafio, porque a violência doméstica não é apenas física, por isso tentamos quebrar essa barreira e mostrar que há também a dor da alma, que pode ser pior do que a dor física”, disse a aluna.

Segundo os acadêmicos, ao mostrarem um vídeo que exemplificava a situação, muitos trabalhadores acabaram vendo que sofriam violência ou já haviam praticado contra suas parceiras. “É muito difícil falar sobre isso, porque nós mesmas já fomos vítimas de violência. Então, tentei expressar meus sentimentos no texto do vídeo que fizemos e depois mandei para meus colegas do grupo. Os próprios homens entenderam como funciona o ciclo da violência e viram que, às vezes, estão cometendo ela e não percebem como é algo silencioso. Com isso, eles mesmos podem mudar a chavinha e entenderem que não é dessa maneira que devem agir com suas namoradas, esposas e companheiras. Acredito que cada um fazendo sua parte, nós conseguiremos mudar a realidade e a campanha está aí para isso”, disse Beatriz Pereira dos Santos Ono.

NCPML

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