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Premiação aconteceu no primeiro dia do ECO.TIC 2018, no Parque de Exposições Ney Braga

O projeto que propõe o uso de realidade aumentada para avaliar a capacidade profissional de trabalhadores da construção civil foi o vencedor do primeiro Hackathon Construtech, realizado em Londrina. A equipe que criou o AvaliaNet foi premiada, na terça-feira (30), durante a abertura da 6ª edição do ECO.TIC, evento de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), que encerrou-se no Parque de Exposições Ney Braga ontem (31). O grupo levou para casa um cheque no valor de R$ 5 mil. Em segundo e terceiro lugar ficaram os projetos ControLAR e Chronos Planejamento, respectivamente.

O 1º vice-presidente Financeiro do Sinduscon Norte/PR, Gerson Guariente Junior, destacou que a primeira maratona foi um grande desafio para o setor. Ele lembrou que a indústria da construção civil em Londrina está bastante atrasada em relação à inovação e ao uso e incorporação de novas tecnologias. Guariente apontou ainda que, neste ano, a entidade estabeleceu como objetivo a criação de uma governança para o setor e a realização desse primeiro hackathon. “Durante o processo descobrimos que já temos mais de 25 construtechs em Londrina. Nosso trabalho tem sido criar novas startups e aproximar as que já existem da indústria formal para gerar riqueza para o município”, afirmou.

Um dos integrantes da equipe vencedora, o estudante de engenharia civil Gabriel Mercer de Lima Souza disse que a ideia surgiu apenas 24 horas antes do fim da maratona. “Tivemos três ideias antes e matamos todas”, contou. Os cinco membros da AvaliaNet se conheceram durante o hackathon e já estiveram em algumas empresas para apresentar a proposta de serviço. “Estamos nos reunindo semanalmente para debater os próximos passos. Nosso time é bem completo e estamos com muita vontade de fazer esse projeto acontecer. Já posso chamar meus colegas de sócios”, revelou.

ECO.TIC 2018

O ECO.TIC 2018 trouxe nesta sexta edição novas tecnologias voltadas para os setores que formam o ecossistema de inovação de Londrina, como agronegócio, construção civil, saúde, eletrometalmecânico, químico e materiais, além da tecnologia da informação e comunicação (TIC). Na programação estão palestras e painéis com especialistas e profissionais de destaque nacional e internacional. Também há um espaço reservado para a exposição de produtos e serviços.

Durante a solenidade de abertura, na terça-feira (30), o presidente do Arranjo Produtivo Local (APL) de TIC de Londrina e Região, Roberto Nishimura, destacou que o objetivo do evento é mostrar a atuação da tecnologia da informação e comunicação junto aos outros setores elencados pela Fundação CERTI como potencialmente inovadores. “Queremos mostrar que a TIC, junto aos outros setores, pode melhorar a cidade de Londrina, o Paraná e o Brasil”, disse.

O gerente regional do Sebrae no norte do Paraná, Fabrício Bianchi, enfatizou a importância do trabalho realizado pelo APL de TIC, que criou um modelo que pudesse ser utilizado por outros setores e permitisse que a cidade avançasse. “É gratificante ver o quanto Londrina vem ocupando espaço na temática de inovação no cenário nacional e mundial”, afirmou. Segundo Bianchi, desde 2015, das 1,2 mil startups atendidas pelo Sebrae/PR mais de 400 são da região de Londrina. Ele reconheceu, ainda, os esforços empregados pela iniciativa privada, poder público, instituições de ensino e empresários na transformação de Londrina em uma das principais cidades para se investir e com muitos ativos que promovem inovação.

O secretário estadual de Agricultura do Paraná, George Hiraiwa, que é engenheiro agrônomo, disse que esteve na primeira edição do ECO.TIC como curioso e confessou ter ficado feliz em encontrar, neste ano, muitos agrônomos, médicos, engenheiros interessados em novas tecnologias dentro dos seus setores de atuação. Ele enfatizou ainda que inovação é uma questão de mindset e não de lugar e garantiu que “não há no Brasil outra cidade estruturada em diversos ecossistemas”, como ocorre em Londrina. “Temos um ecossistema forte e juntos vamos construir um grande polo de inovação. Quero ver o nosso estado ser vanguarda não só na produção de alimentos, mas também em inovação”, discursou.

O primeiro dia do evento foi aberto com a palestra de Paulo Vicente dos Santos Alves, da Fundação Dom Cabral, sobre “Cenários do futuro – Um século em quatro atos”. Durante a apresentação, o palestrante disse que a cada 50 anos, aproximadamente, ocorre uma revolução tecnológica. “A partir de uma crise, os setores são obrigados a se reinventar por meio da tecnologia”, explicou. Entre as tecnologias disruptivas do ciclo atual ele destacou a inteligência artificial, realidade aumentada, big data. “Os dados são o novo petróleo, a inteligência é a nova gasolina e a privacidade é o novo verde”, resumiu.

O ECO.TIC 2018 é uma realização do APL TI Londrina e Região, Cintec, TI Paraná, Sebrae/PR, Sistema Fiep/Senai, Acil e tem o apoio do Salus, Sindimetal Norte/PR, Sinduscon Paraná Norte, Sinquifar/NP, Sociedade Rural do Paraná (SRP) e organização da F&B Eventos. O evento contou com o patrocínio da ABDI, amti, Caixa, Frezarin Eventos, Itaipu Binacional, Sistema Fiep, Senai, Fomento Paraná, Westcon, bis 2 bis e-commerce, Hotmilk, PUC-PR Campus Londrina, Smart Value, Algar Telecom, RIC TV e Softex.

Asimp/Sebrae

Durante solenidade de abertura, o gerente regional do Sebrae/PR, Fabrício Bianchi, disse que Londrina já ocupa um importante espaço na temática inovação nos cenários nacional e internacional - Foto: H

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