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Comissão de Administração, Serviços Públicos e Fiscalização propõe a formação de força-tarefa para agilizar e aprimorar implantação de novo modelo

Mudanças no sistema de coleta seletiva de Londrina voltaram a ser discutidos na Câmara de Vereadores, na quarta-feira ((3), na presença de representantes da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) e de professores da Rede de Pesquisas em Resíduos (RPR) da Universidade Estadual de Londrina (UEL). O tema foi pauta de reunião coordenada pela Comissão de Administração, Serviços Públicos e Fiscalização que propõe a criação de uma força-tarefa no segundo semestre para agilizar uma solução satisfatória para todos os envolvidos. O assunto já havia sido debatido em março deste ano com a participação de representantes das cooperativas de reciclagem e de recicladores autônomos.

Agentes e diretores da CMTU reconhecem que a situação vem se agravando nos últimos meses, com o aumento de recicladores informais que passaram também a recolher resíduos concorrendo com as cooperativas cadastradas no Programa Londrina Recicla. Na maioria das vezes os autônomos se antecipam aos horários de coleta das cooperativas. As sete cooperativas atualmente autorizadas a realizar o serviço recebem subsídios do Município e são responsáveis pelos serviços em 223 mil domicílios. Entre as regras previstas em contrato, que devem ser cumpridas pelas sete cooperativas, estão os horários de coleta para cada um dos setores da cidade.

Nova visão

Os vereadores José Roque Neto (PL) e Amauri Cardoso (PSDB), respectivamente presidente e vice-presidente da Comissão, lembram, porém, que é preciso encontrar um caminho que contemple os trabalhadores autônomos e as cooperativas. “A cidade já foi referência na área, precisamos resgatar esta posição, com uma nova visão sobre a reciclagem. O Município tem que se dinamizar para dar oportunidade a estas pessoas que desenvolvem um trabalho tão importante. São trabalhadores imprescindíveis, e se estiverem todos organizados em cooperativas, todos ganham”, defende Roque Neto.

Amauri Cardoso também ressalta a importância de unir esforços para inserir os recicladores informais no processo. “A ideia é que seja criada uma força-tarefa para buscar uma solução que contemple os autônomos, porque sabemos que a questão envolve um problema social. Precisamos saber em que condições eles trabalham, informá-los sobre as vantagens de trabalhar em uma cooperativa e prepará-los para as fiscalizações que devem ser implementadas”, afirma o vereador.

Terceirização

De acordo com o diretor de Operações da CMTU, Alexandre Fujita, os contratos com as cooperativas vencem em 2020 e entre as mudanças estudadas estão a inclusão no sistema destas pessoas que hoje atuam como informais e a contratação de empresas terceirizadas, que se responsabilizariam pela coleta. “Os catadores ficariam nos barracões, fazendo a triagem do material e a venda”, antecipou Fujita.

Os agentes da CMTU presentes à reunião na Câmara destacaram ainda o número insuficiente de fiscais (hoje são apenas dois) e a importância de a Companhia voltar a receber recursos para investimentos em educação ambiental. Desde 2017 esta atribuição foi transferida à Secretaria Municipal do Ambiente (Sema), porém os agentes lembram que a Secretaria não atua na área de resíduos.

Na próxima semana a Comissão de Administração, Serviços Públicos e Fiscalização deve realizar nova reunião com a presença dos recicladores autônomos, e no início de agosto, após o recesso parlamentar (de 15 a 31 de julho), será realizado um encontro mais amplo, visando a formação da força-tarefa. Serão convidados representantes da CMTU, secretarias municipais de Trabalho, Emprego e Renda; Saúde; Assistência Social; Meio Ambiente; Defesa Social e Fazenda, além da Polícia Ambiental e pesquisadores da UEL.

Asimp/CML

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