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Tema de reunião pública, a coleta clandestina e o descarte irregular de recicláveis, principalmente em calçadas e fundos de vale, preocupa vereadores

A busca de uma solução para os problemas da coleta seletiva de lixo em Londrina será acompanhada pelos vereadores da Câmara Municipal de Londrina, que deverão se reunir nos próximos dias com o prefeito Marcelo Belinati (PP) e com o presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Marcelo Cortez. O tema foi discutido na quarta-feira (13), durante reunião pública no prédio do Legislativo, com a participação de representantes das cooperativas de reciclagem do município e de recicladores autônomos.
No encontro, coordenado pelo vereador Amauri Cardoso (PSDB), vice-presidente da Comissão de Administração, Serviços Públicos e de Fiscalização, com a participação do vereador José Roque Neto (PR), que preside o grupo, foi exposta a “concorrência” hoje existente entre recicladores cooperados e autônomos, refletindo inclusive em questões de saúde pública. “É visível que em toda a cidade há locais inadequados que são ocupados por resíduos, como fundos de vale e calçadas. São áreas transformadas em depósitos a céu aberto que têm contribuído, entre outros problemas, para a alta incidência de casos de dengue no município. Existe uma legislação que não está sendo cumprida e é preciso encontrar uma saída”, afirmou Amauri Cardoso.
Os representantes das cooperativas de reciclagem, por sua vez, destacaram que enquanto as cooperativas são regidas por regras específicas, como a limitação de horário para o recolhimento dos materiais, os recicladores informais trabalham no horário que lhes é mais conveniente, recolhendo apenas os materiais de maior valor comercial. “Nós somos vigiados e temos que cumprir a lei, eles não. Mas para resolver esta situação, tem que primeiro resolver o problema do desemprego”, contemporizou Francisco Bitencourt, da cooperativa Ecorecin.
Educação ambiental

Para o presidente da CMTU a situação vivida hoje no município é resultado de pelo menos duas situações: a crise econômica, que levou ao crescimento da informalidade nos últimos anos, e a falta de investimentos na educação da população. “Recursos que eram investidos em educação ambiental foram realocados e esta atribuição deixou de ser da CMTU. Hoje nós sofremos com a falta de conhecimento, por exemplo, sobre a importância da segregação do lixo”, disse Marcelo Cortez, afirmando que este ano serão anunciadas novidades no setor pela Administração Municipal. “É preciso encontrar um meio termo entre a questão social dos que trabalham informalmente e os que fazem parte das cooperativas, que hoje atendem 100% do município. Também há necessidade de regulamentar a logística reversa”, defendeu o presidente da CMTU.
Segundo dados divulgados na reunião pública pelo fiscal de contratos entre CMTU e cooperativas, Reginaldo Sampaio, a coleta seletiva atende 230.095 domicílios em Londrina. As sete cooperativas participantes do Programa Londrina Recicla, instituído em 2009, receberam do Município em 2018 um total de R$ 5.549.123,93, o que representou um repasse mensal de R$ 462.426,99. O subsídio é utilizado para apoio a questões administrativas e técnicas; para compra de uniformes e Equipamentos de Proteção Individual (EPI); recolhimento do INSS e pagamento de locação dos barracões de armazenamento e triagem dos materiais recicláveis recolhidos.
“A média da remuneração mensal recebida pelos recicladores, no ano passado, ficou em R$ 883,24”, completou Sampaio, ressaltando que o crescimento dos catadores informais levou as cooperativas a perderem quase metade do volume de material.

Asimp/CML

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