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Todos os dias, agentes de trânsito percorrem pontos de travessia movimentados para orientar o público; a campanha está presente em mais de 100 locais de travessia na cidade

Pouco mais de três anos após ser lançada pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), a campanha “Olhe e Sinalize” tem se consolidado como a principal ferramenta de conscientização da sociedade londrinense para o respeito às faixas de pedestre. A iniciativa teve início em julho de 2017 e o primeiro local a receber a proposta foi a Avenida Aminthas de Barros, na altura do Zerão. Hoje, a sinalização diferenciada está presente em mais de 100 locais de travessia em todas as regiões da cidade.

Os últimos pontos contemplados com as intervenções da campanha foram o entorno do Terminal Central e dos terminais Vivi Xavier e Acapulco. Nas próximas semanas, a expectativa é que o trabalho seja ampliado para outros espaços de integração do sistema de transporte coletivo. O diretor de Trânsito da CMTU, major Sergio Dalbem, ressalta, no entanto, que todas as faixas de pedestre não semaforizadas funcionam como as da “Olhe e Sinalize”. “Independente de a travessia ostentar ou não as placas da campanha, quem anda a pé tem o direito de pedir passagem e ser atendido”, explica.

Ele salienta, porém, que para que isso ocorra em segurança, são indispensáveis os procedimentos de estender a mão no bordo da pista, fazer contato visual com os condutores e só então, com os veículos parados, iniciar o movimento. “Não adianta o pedestre mal fazer o gesto e já tentar passar. Tal comportamento, muitas vezes apressado, pode resultar em acidentes fatais. É preciso que o direito de travessia seja exercido com responsabilidade, nos locais adequados e da forma correta”, orienta o diretor.

Dalbem enfatiza que mesmo que a via não possua faixa segurança, a preferência para cruzar continua a ser do pedestre. Nestes casos, contudo, o cuidado precisa ser em dobro. Segundo ele, o ideal é que a travessia seja feita próximo às esquinas, onde é possível ter visão mais ampla do fluxo no cruzamento. A passagem ainda precisa ser realizada de maneira uniforme e reta, e em hipótese alguma deve-se parar para amarrar cadarços ou recolher objetos do chão.

Ações

Para aumentar o poder de alcance da campanha, desde o início a CMTU tem apostado na veiculação de peças publicitárias nas mídias sociais, em outdoors e emissoras de rádio e televisão. Atualmente, as mensagens educativas e de incentivo ao uso da faixa têm ido ao ar, em diversas inserções diárias, em duas estações FM de Londrina. Além disso, são veiculadas no sistema interno de som de duas redes de supermercados que, juntas, possuem 20 lojas no município.

A proposta pedagógica inclui também o trabalho nas ruas. Todos os dias, agentes de trânsito percorrem pontos de travessia movimentados para orientar o público. Entre as áreas atendidas estão a faixa elevada da avenida Bandeirantes, a Saul Elkind, Inglaterra, Arthur Thomas, Madre Leônia Milito e o cruzamento da Higienópolis com a rua Riachuelo, da Santos Dumont com a São Pedro e da Celso Garcia Cid com a Paul Harris. A atuação consiste em indicar ao pedestre o ponto seguro de passagem, chamar a atenção dos condutores e fiscalizar a dinâmica nas vias.

De acordo com o artigo 214 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), não parar para pedestre ou veiculo não motorizado é infração. Quando a prática acontece nos locais específicos de passagem, a natureza é gravíssima, com multa de R$ 293,47 e 7 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Em 2020, apenas entre os meses de janeiro e agosto, as ruas e avenidas da cidade registraram 149 atropelamentos, sendo que 14 resultaram em morte. No mesmo período de 2019, foram 192 ocorrências e 11 óbitos. Para o diretor Sergio Dalbem, os números ajudam a ilustrar a importância da “Olhe e Sinalize”. “Precisamos continuar avançando porque este ano, mesmo com menos movimento nas vias em razão da pandemia do coronavírus, os episódios fatais aumentaram. Isso num cenário de queda no total de atropelamentos. Ou seja, a violência está maior”, analisa.

Dalbem afirma que, durante muito tempo, as campanhas educacionais e os projetos viários em plano nacional privilegiaram a segurança entre os veículos automotores. Com a popularização das motocicletas, o alvo passou a ser dividido com o motociclista, mas ainda assim o pedestre permaneceu em segundo plano. Já a proposta da CMTU coloca quem anda a pé no foco das ações instrutivas. “Sabemos que toda mudança de cultura leva tempo e implica constância nas atividades. Por isso, não podemos parar e apelamos à consciência cidadã de todos os agentes envolvidos no dia a dia das ruas para que respeitem a sinalização”, disse.

Campanha

Concebida como uma evolução da campanha “Pé na Faixa”, a “Olhe e Sinalize” tem como objetivo instaurar, entre motoristas e pedestres, novos comportamentos em relação aos locais de travessia. Além de buscar convencer o transeunte a fazer a passagem somente nos pontos adequados, o programa se propõe a incutir o hábito de aguardar na calçada, estender o braço para indicar a intenção de passar, olhar para os dois lados da via e visualizar claramente o condutor antes da cruzar a pista.

Para isso, a CMTU aposta na implementação de sinalização viária exclusiva da campanha, presença dos agentes nas vias e veiculação de peças educativas.  A companhia tem feito contato com veículos de comunicação, além de supermercados, farmácias e outros estabelecimentos com sistema de som, para buscar apoio na divulgação da proposta. Os interessados na parceria podem entrar em contato pelo telefone (43) 3379-7604 ou, ainda, pelo e-mail transito@cmtu.info.

Danylo Alvares – Assessoria CMTU

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