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Cão Valente foi encontrado nas ruas de Londrina pesando menos de um quilo com a doença do carrapato; depois de tentar o tratamento convencional, tutora encontra a solução na terapia celular

Valente é um cãozinho vira-lata, que foi resgatado já adulto nas ruas de Londrina, pesando menos de um quilo e infestado por carrapatos. Diagnosticado com hipoplasia de medula - causada pela doença do carrapato - em estágio bem avançado, Valente precisava de um tratamento intensivo para se salvar. Graças à vontade de viver e à ciência, o guerreiro leva hoje uma vida normal e feliz.

Quem encontrou o Valente foi a advogada Heloiza de Freitas, 23, e Eduardo Duarte, 25. "Ele estava magro, desnutrido e cheio de carrapatos. Não conseguia nem comer. Tínhamos que alimentá-lo com papinha por meio de uma seringa", contou a tutora.

Valente foi submetido a um tratamento intensivo com medicamentos e transfusões de sangue. "Os exames dele estavam péssimos. Ele não produzia mais células sanguíneas. Os veterinários já estavam sem esperança", lembrou.

Inconformada e com muita fé, Heloiza começou a pesquisar na internet os tratamentos disponíveis para hipoplasia de medula. "Li sobre a terapia com células-tronco, mas, aqui em Londrina, não havia nenhum centro que oferecesse esse tratamento. Comecei a orar e, por Deus, um veterinário me deu um cartãozinho da doutora Gabriela Dantas, que estava chegando de São Paulo. Foi, então, que fui procurá-la".

Valente passou por uma avaliação e começou a fazer a terapia celular. "Mantive o tratamento convencional e fiz a primeira aplicação de células-tronco intravenosa. Ele, no entanto, não respondeu bem. Mas não desistimos. Valente é muito especial e tinha muita vontade de viver", disse a veterinária Gabriela Dantas.

Com aplicação de células-tronco diretamente na medula, o guerreiro passou a reagir. "O hemograma dele melhorou, e começamos a retirar os medicamentos alopáticos que causavam muitos efeitos colaterais, principalmente nos rins. Hoje, Valente leva uma vida normal, com uma discreta alteração hepática. Sua tutora é muito cuidadosa e ama demais o Valente. E isso foi muito importante, mas acredito que, sem as células-tronco, ele não teria se recuperado", completou.

Gabriela, formada pela USP, com mestrado e doutorado pela Unesp de Botucatu, trabalha com medicina veterinária integrativa. "A medicina veterinária integrativa utiliza o melhor da medicina convencional e associa tratamentos complementares. O paciente é visto de forma integral, e o contexto todo em que ele vive é valorizado. A qualidade de vida é primordial, e me encanta como a terapia celular contribui nesse aspecto", explicou.

Ela é credenciada em Londrina pela Omics Biotecnologia Animal, que desenvolve células-tronco para medicina veterinária e já tratou mais de 2 mil animais em seis anos de existência.

"A doutora Gabriela faz parte da nossa história e nossa vitória. Ela acompanhava o Valente diariamente, com muita dedicação. A melhor coisa do mundo é ver que um cãozinho que pesava 900 gramas e mal conseguia se locomover hoje já está forte, corre e brinca feliz", disse Heloiza, com a voz embargada.

"Eu me emociono quando falo do Valente porque é um ser especial demais. Ele mudou a minha vida e a forma de enxergar as coisas. Trouxe alegria para nossa casa. Nossa história é de amizade, amor e luta. Eu sempre prometi que a gente nunca iria desistir dele. E isso serve de incentivo para que outros tutores nunca desistam de seus animais", declarou a advogada.

Quem é a Omics?

A Omics Biotecnologia Animal é uma startup brasileira que desenvolve material biológico constituído por células-tronco para a medicina veterinária como alternativa terapêutica para melhorar a qualidade de vida e promover maior longevidade a animais com lesões ou doenças de difícil resolução ou sem resposta satisfatória ao tratamento convencional.

A terapia celular Omics - disponível para tratamento em cães, gatos e cavalos - reduz dor, inflamação e morte celular, restaura qualidade de vida, movimentos e função dos órgãos e auxilia a regeneração de tendões, ligamentos, cartilagens e ossos.

Localizada no Parque Tecnológico de Botucatu, a Omics atua em todo o Brasil e já tratou mais de 2.000 animais em 6 anos de existência.

A equipe Omics é composta por médicos veterinários com mestrado, doutorado e anos de experiência na área de biotecnologia. Fernanda Landim é médica veterinária pela Unesp, com mestrado e doutorado pelo Instituto de Biociências e Genética da Unesp e pós-doutorado pela Universidade do Colorado. É pesquisadora e especialista em biotecnologia de reprodução animal e cultivo e terapia celular e uma das sócias da Omics. Marina Landim e Alvarenga é médica veterinária, mestra em biotecnologia animal e diretora executiva da Omics, trabalha com terapia celular desde 2008 e é especialista em fisioterapia animal.

"No caso do Valente, em  um primeiro momento, utilizamos as células-tronco mesenquimais para estimular a produção de células sanguíneas pela medula óssea. Dessa forma, conseguimos diminuir a frequência de transfusões que ele estava recebendo, até ele conseguir voltar a produzir as células do sangue e não precisar mais dessas transfusões. Além disso, ele começou a apresentar efeitos colaterais à grande quantidade de medicamentos que precisava receber, como alterações no rim e fígado. Ao longo do tratamento com as células, conseguimos diminuir a quantidade de medicação dada para ele e reverter as lesões hepáticas e renais. O Valente realmente faz jus ao seu nome e é um grande guerreiro", declarou Marina.

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