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Há pouco mais de um ano incubada, a Poliverde Logística Reversa e Reciclagem se prepara para atingir uma escala industrial. A empresa foi selecionada em edital do CNPq  para receber R$ 90 mil em bolsas de pesquisa.

A startup Poliverde Logística Reversa e Reciclagem, incubada na Incubadora Internacional de Empresas de Base Tecnológica da UEL (Intuel), foi selecionada recentemente em edital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para o recebimento de R$ 90 mil em bolsas de pesquisa. A empresa vai reforçar as pesquisas sobre logística reversa de tecidos de nylon.

Há pouco mais de um ano sediada na UEL, a empresa se prepara para atingir uma escala industrial. Já produziu seus primeiros lotes de pellets e está em processo de validação.

“Começar uma empresa do zero é bem difícil, sem o espaço físico e os laboratórios para as análises e controle de qualidade”, avalia o químico Jonathan Palmi, um dos sócios da empresa.

A Poliverde vai utilizar os recursos do edital nacional para custear o trabalho de um biólogo que será o responsável pelo desenvolvimento de estudos para aprimorar o tratamento de resíduo com glicerina, a partir do cultivo com microalgas.

Segundo Palmi, a Poliverde ocupa-se do processo de logística reversa de tecidos em poliamida. “Aproximadamente 25% dos tecidos usados na indústria são descartados durante o processo de corte nas indústrias. Então, podemos dizer que um quarto do que o consumidor não recebe quando compra uma roupa vai para o lixo”, afirma.

No caso da poliamida, o descarte é ainda mais significativo. “Apesar de ser tecido, a poliamida é um derivado do plástico, o que significa que aquele material ficará na natureza, nos lixões, por 400 anos”, explica.

A Poliverde, então, recolhe os tecidos antes que eles sejam descartados em lixões. Com uma camionete própria, o outro sócio da empresa, Maurício de Moraes, recolhe os materiais nas empresas parceiras e leva tudo para o barracão da empresa incubada, situado na UEL.

Processo

Na empresa o material é tratado com um processo de separação entre a poliamida e os outros materiais que compõem o tecido. Como é recolhida nos galpões das indústrias, a poliamida muitas vezes vem junto de outros materiais, como o elastano, responsável por trazer mais elasticidade aos tecidos. Para separá-la, Palmi utiliza a glicerina como solvente.

Com a poliamida separada, o material é colocado em uma máquina chamada extrusora. Dali, todo o produto vai para a glanuladora, que o corta em pequenos cilindros – os pellets. Esse produto, por fim, deve ser aferido em sua qualidade para, depois, ser comercializado e reinserido na cadeia produtiva, em empresas do setor automotivo, de engrenagens, braçadeiras ou fios de nylon.

A poliamida era considerada um rejeito antes de a Poliverde reinseri-la na cadeia. “Somos a segunda empresa no Brasil a fazer o processo na poliamida. Sem utilizar nenhum produto tóxico, eco-friendly, somos a única”, afirma Palmi.

A empresa está incubada em um barracão, localizado na UEL, onde divide espaço com outra startup. Em um ano, já foi selecionada, em outra oportunidade, um edital de chamada pública da Fundação Araucária.

AEN

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