Digite pelo menos 3 caracteres para uma busca eficiente.

Reunião ocorreu ontem (26) a pedido dos empregados. Eles reclamaram da falta de alternativas em caso de privatização da companhia

Durante reunião realizada ontem (26) pela Comissão Especial de Acompanhamento do Processo de Caducidade da Sercomtel, representantes dos funcionários da companhia reclamaram da incerteza sobre o futuro dos empregados em caso de privatização e solicitaram apoio dos vereadores nos diálogos com a direção da empresa e o Município, sócio majoritário da Sercomtel. “Ficou evidente que não está havendo um diálogo a contento com os funcionários e eles estão bastante aflitos. De fato, não poderia ser diferente. O que temos de deixar claro é que o objetivo da comissão (da Câmara), e acredito que esse seja o interesse da maior parte dos munícipes, é evitar que ocorra a caducidade das outorgas da Sercomtel”, afirmou o vereador Eduardo Tominaga (DEM), que preside o grupo ao lado dos vereadores Felipe Prochet (PSD), relator, e Jamil Janene (PP), membro.

Na reunião foi solicitada pela Comissão de Representantes dos Empregados da Sercomtel S. A. Telecomunicações para a discussão de três assuntos: as tratativas entre os gestores da Sercomtel e o quadro de empregados na desestatização da empresa; os cenários possíveis caso o leilão para a privatização não atraia interessados; e a possível afronta aos interesses da companhia na forma como está sendo realizado o processo de alienação das suas subsidiárias. Além de representantes dos funcionários, participaram do encontro o presidente da Sercomtel, Cláudio Tedeschi; o procurador-geral do Município, João Luiz Esteves; e Marco Antônio Fortunato David, membro do Conselho de Administração da companhia.

Perpectivas

“Nas privatizações Brasil afora são adotadas medidas como Planos de Demissão Voluntária (PDV), remanejamento de servidores. Não vemos isso em relação à Sercomtel. Vamos esperar uma empresa chegar e a vida de 400 funcionários ser lançada à sorte?”, questionou Jefferson Ricardo Belasque, da Comissão de Representantes dos Empregados durante o encontro. 

Na avaliação de Marco Antônio Fortunato David, o melhor cenário para os empregados é que o leilão atraia uma empresa de grande porte que possa absorver o quadro de pessoal. Sobre os caminhos possíveis em caso de ausência de interessados no leilão, o presidente da Sercomtel, Cláudio Tedeschi, afirmou que a empresa tem planos alternativos, mas reforçou que esse não é o momento para expor o assunto. A discussão sobre a aquisição das subsidiárias, por sua vez, foi indeferida pelo vereador Eduardo Tominaga, por não estar relacionada aos objetivos da comissão especial do Legislativo. 

Entenda

Devido às dificuldades econômico-financeiras da Sercomtel, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) instaurou em 2017 um processo de caducidade, que, se for concluído, resultará na suspensão das licenças de operação da companhia. Atualmente, o processo de caducidade está interrompido até que ocorra o leilão na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, com o objetivo de capitalizar a empresa. Neste mês, a Sercomtel assinou o contrato com a B3, que também será responsável pelo assessoramento na formulação da minuta do edital do leilão. Segundo Cláudio Tedeschi, a capitalização deve ocorrer em dezembro.

O leilão só será possível porque em junho os vereadores aprovaram o projeto de lei nº 40/2019, que permite ao Executivo privatizar a Sercomtel S.A. Telecomunicações e determina que o controle acionário das subsidiárias Sercomtel Iluminação e Sercomtel Contact Center seja mantido com o Município.

Asimp/CML

Comentários:

Seja o primeiro a comentar!


Deixe seu comentário:

Aceita receber as novidades do Jornal União em seu e-mail?
* todos os campos são obrigatórios