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Empresa vencedora do processo terá catorze meses para elaborar o Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PlanMob Londrina)

Foi publicado na última sexta-feira (17) o resultado final do processo licitatório referente ao Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PlanMob Londrina). O edital de Concorrência nº 0003/2018 visa a contratação de uma empresa especializada em consultoria de engenharia de transportes e de planejamento urbano, para que o Município possa atender à lei federal nº 12.587 e investir na Política de Planejamento Urbano. A lista de empresas classificadas e o resultado final do certame podem ser conferidos no Portal da Prefeitura de Londrina, na página de Licitações, link http://bit.ly/2nQgUTY.

A quantia máxima estabelecida pelo edital foi de R$4.384.000,00. A empresa que melhor atendeu aos critérios de técnica e preço apresentou proposta de R$3.032.000,00, permitindo aos cofres públicos uma economia de mais de R$1,3 milhão de reais.

Com a publicação do resultado final na sexta-feira (17), teve início o prazo de cinco dias úteis para interposição de recursos. Caso não seja impetrado nenhum recurso, o processo licitatório será homologado na Secretaria Municipal de Gestão Pública, para que em seguida ocorra a formalização do contrato e emissão da ordem de serviço.

Segundo a diretora de Trânsito e Sistema Viário do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (IPPUL), Denise Maria Ziober, a empresa vencedora do edital terá catorze meses para finalizar todos os trabalhos, composto por quatro grandes produtos. Além de elaborar o PlanMob Londrina, o contrato prevê o levantamento de dados obtidos com pesquisas de campo.

A diretora de Trânsito e Sistema Viário do IPPUL explicou que, logo após a assinatura do contrato e emissão da ordem de serviço, a equipe do instituto deverá se reunir com a empresa para discutir o termo de referência e a proposta apresentada. “Eles farão um planejamento para a pesquisa de origem/destino (O/D) domiciliar, que é conduzida em conjunto com o Município. Estamos com grandes expectativas, trata-se de uma empresa que possui experiência internacional, e atuou em grandes eventos como as Olimpíadas de 2016 e a Copa do Mundo de 2014”, comentou.

A pesquisa O/D domiciliar irá verificar, em cinco mil residências, todos os hábitos de deslocamento dos moradores com idade acima de 10 anos. O levantamento inclui os meios de locomoção utilizados, tempo gasto, entre outros detalhes. Para isso, a cidade será dividida em 88 zonas de pesquisa, incluindo área urbana e rural.

Haverá um levantamento em 50 pontos de entrada e saída da cidade, envolvendo seis mil entrevistados, sejam de Londrina ou outros municípios, para aferir o trânsito de passagem. Uma pesquisa de opinião vai entrevistar 1.500 pessoas para saber a qualidade dos serviços de transporte e trânsito. E outras 600 entrevistas serão feitas com ciclistas em toda cidade, para obter informações sobre a malha cicloviária.

O contrato determina ainda uma pesquisa de opinião referente ao transporte coletivo urbano, a O/D embarcada. Esse questionário será utilizado dentro dos ônibus que percorrem a cidade, diretamente com os usuários do sistema.

Para Denise, o conjunto de informações obtido com as pesquisas será o mais completo e fidedigno à realidade da cidade, e de grande importância para diversos projetos futuramente desenvolvidos para Londrina. “O Plano de Mobilidade e as informações que ele deverá levantar vão nos auxiliar na revisão da Lei de Uso e Ocupação do Solo, que deverá ocorrer no próximo ano. Será um banco de dados muito rico, além de ser um plano mais democrático, porque embora as análises sejam técnicas, o ponto de partida será obtido com a população através das pesquisas. É um grande trabalho de consulta à população, e essas informações, junto com a vontade da população, é o que vão definir as obras da cidade nos próximos 15 anos”, frisou.

O Plano de Mobilidade Urbana é um instrumento previsto pela lei federal nº 12.587, e deve ser elaborado por todos os municípios com população acima de 20 mil habitantes. A diretora do IPPUL destacou que, sem o Plano, não é possível captar recursos para obras de infraestrutura junto ao governo federal. “E todas as obras devem constar no Plano de Mobilidade para serem financiadas, ou seja, é preciso ter dados que comprovem a necessidade dessa obra. Essa é uma forma de otimizar os recursos públicos, com ganhos para a população”, apontou.
 

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