Digite pelo menos 3 caracteres para uma busca eficiente.

Objetivo do Manual de Boas Práticas é orientar sobre todas as etapas na produção de uma merenda escolar de qualidade

Para melhorar cada vez mais o serviço prestado aos alunos da rede municipal de ensino, a Prefeitura de Londrina, por meio da Secretaria Municipal de Educação (SME), elaborou um Manual de Boas Práticas (MBP) Padrão Ouro, para aplicar em todas as 88 Escolas Municipais e nos 33 Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) da cidade.

O documento integra uma série de procedimentos implantados pela SME em relação à segurança alimentar e nutricional, boas práticas de manipulação e a merenda ofertada na rede. Seu objetivo é orientar os procedimentos que devem ser realizados na produção de uma merenda escolar de qualidade, o que inclui aspectos de higiene e saúde de manipuladores, a higienização e manutenção das instalações, dos equipamentos e dos utensílios.

Também contempla a higienização do reservatório de água e controle de vetores e pragas urbanas, além do controle de todo processo de produção (do recebimento dos gêneros alimentícios à distribuição das refeições). O foco é garantir a oferta de alimentos seguros às crianças matriculadas na rede municipal.

Para isso, o Manual de Boas Práticas será aplicado de forma individualizada, de acordo com a realidade e o contexto de cada unidade escolar. “Com o MBP, as unidades de educação da rede municipal terão, em mãos, as orientações específicas para a realidade londrinense, tratando sobre as práticas de organização e higiene necessárias para garantir uma alimentação segura, saudável e equilibrada para os alunos”, explicou a secretária municipal de Educação, Maria Tereza Paschoal de Moraes.

O MBP traz normas sobre a seleção dos fornecedores e dos alimentos que serão adquiridos pela Prefeitura, a análise e verificação do transporte dos produtos, temperatura, embalagens, formas de recebimento e locais de armazenamento, até a manipulação e distribuição da refeição completa para as crianças.

Para elaborar o documento, primeiramente, foi diagnosticada a situação e avaliação do risco sanitário das Escolas, CMEIs e CEIs. Após a análise e estudo dos casos, foi elaborado o manual, que leva em consideração as particularidades de cada unidade escolar e a realidade de Londrina. Os próximos passos serão visitas técnicas às unidades escolares e a apresentação de um plano individualizado que deverá ser colocado em prática, junto às nutricionistas, responsáveis técnicas.

O gerente de alimentação escolar da Secretaria de Educação, Fábio Campos, disse que é importante que o Município tenha em mãos um documento padrão ouro, pois isso demonstra a importância que cada aluno tem para a rede municipal, além de levar em consideração os fatores nutricionais e educacionais de uma alimentação saudável, universal, de forma equitativa e segura.

“Com o MBP conseguimos aferir as características de cada local, verificar os diversos procedimentos adotados em todas as etapas do preparo do alimento até ele ser servido aos alunos e medirmos o risco sanitário das escolas e CMEIs. Tudo é importante para podermos propor e implantar mudanças, que visam à melhoria da merenda que chega aos estudantes, garantindo a segurança alimentar e mitigando o risco sanitário”, afirmou Campos.

Os riscos sanitários, a que se refere o gerente, são as contaminações que podem chegar aos alimentos, seja por falta ou algum procedimento incorreto no cuidado com o produto, no armazenamento, na higienização, no preparo ou mesmo no momento de servi-lo. “Medir o risco sanitário é verificar onde os alimentos estão sendo guardados, a potabilidade da água, qual a temperatura adequada para cada tipo de produto, inclusive dos congelados, o controle de pragas, a produção por meio das merendeiras e como eles chegam à mesa dos alunos, por exemplo”, reiterou Campos.

A Prefeitura de Londrina já verifica os gêneros a serem entregues para a merenda escolar, durante as licitações, através de análise de amostras conduzida pelas nutricionistas do Município, com a possibilidade de acompanhamento do Conselho Municipal de Alimentação Escolar (CAE). Nas unidades escolares também há fiscais setoriais selecionados pela Educação, que recebem os gêneros alimentícios e acompanham o trabalho das merendeiras e a própria qualidade dos alimentos.

Em Londrina, o serviço de preparação da alimentação escolar é realizado por empresas terceirizadas, que desde 2006 já aplicavam as boas práticas, mais gerais e não específicas para a realidade da rede municipal. O que muda agora é a particularidade que está inclusa no manual e que as três empresas contratadas atualmente deverão aplicar.

De acordo com a nutricionista do Município de Londrina, Mirtz Ayumi Nakamura Kuwahara, o ideal é realizar a vistoria dos pontos elencados em um check list específico, que foi elaborado pelos técnicos e estão contidos no MBP. Assim, esses fiscais levantarão as observações e as medidas que precisam ser melhoradas e as colocarão à disposição das escolas, e CMEIs. Caberá a estas, implantar as mudanças e, ao final, uma nova vistoria será realizada para verificar as melhorias.

O Manual de Boas Práticas foi desenvolvido pela atual gestão, com a ajuda de nutricionistas, técnicos em segurança alimentar e integrantes do Núcleo Interdisciplinar de Gestão Pública (NIGEP), da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Ele segue a Resolução RDC nº 216, de 15 de setembro de 2004, que dispõe sobre o Regulamento Técnico de Boas Práticas para Serviços de Alimentação e, também, as “Ferramentas para as Boas Práticas na Alimentação Escolar”, desenvolvidas pelos Centros Colaboradores em Alimentação e Nutrição do Escolar (CECANE) Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e do CECANE –UNIFESP.

NCPML

Comentários:

Seja o primeiro a comentar!


Deixe seu comentário:

Aceita receber as novidades do Jornal União em seu e-mail?
* todos os campos são obrigatórios

Utilizamos cookies e coletamos dados de navegação para fornecer uma melhor experiência para nossos usuários. Para saber mais os dados que coletamos, consulte nossa política de privacidade. Ao continuar navegando no site, você concorda integralmente com os termos desta política.