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Publicação do edital de licitação está prevista para o segundo semestre de 2020 e o contrato deve ser de 30 anos; estimativa inicial de investimento em Londrina é de R$ 193 milhões

O prefeito Marcelo Belinati e representantes da Secretaria de Aviação Civil (SAC) do governo federal debateram o futuro do Aeroporto Governador José Richa, de Londrina, com a participação da sociedade civil organizada. A reunião ocorreu ontem, 01/07 na sede administrativa da Prefeitura e, na ocasião, foi apresentado o Plano de Estudo de Viabilidade da Concessão do aeroporto, que dá as diretrizes sobre o futuro das instalações.

A privatização dos aeroportos visa melhorar a infraestrutura aeroportuária e o atendimento aos usuários, além da modernização dos equipamentos, importantes para potencializar o crescimento e desenvolvimento econômico-social da cidade. Segundo os dados apresentados, o contrato deve ser de 30 anos e a previsão inicial de investimento é de R$ 193 milhões. A concessão será apenas dos serviços, continuando as instalações sob a propriedade da União. A publicação do edital de licitação está prevista para o segundo semestre de 2020, e a previsão é de que o aeroporto já esteja com o novo concessionário no primeiro trimestre de 2021.

A concessão está sendo feita em blocos. Londrina está inserida no Bloco Sul, junto a outros sete aeroportos: de Curitiba, Foz do Iguaçu e Bacacheri, no Paraná, Navegantes e Joinville, em Santa Catarina, e Pelotas, Uruguaiana e Bagé, no Rio Grande do Sul. O vencedor da licitação irá administrar todos os aeroportos do Bloco, que somam cerca de R$ 2,3 bilhões em previsão de investimentos.

Desde 2011, Londrina passa por um processo de desapropriações para ampliação da área do aeroporto, executado pela Prefeitura. Como as desapropriações ainda não estão concluídas, pois ainda há lotes em fase judicial, os novos investimentos deverão ser feitos pela iniciativa privada e não mais pela Infraero, atual administradora dos serviços. Dos 107 lotes que deveriam ser desapropriados pela Prefeitura, oito aguardam a decisão na justiça.

O prefeito Marcelo Belinati disse que é favorável à privatização do aeroporto, pois acredita que os investimentos da iniciativa privada irão melhorar a qualidade do aeroporto da cidade, com a ampliação de pista e dos instrumentos de pouso, com um aeroporto de cargas e melhorias a sala de embarque e desembarque. “O aeroporto de uma cidade é um grande instrumento de desenvolvimento, pois é um dos diferenciais para a vinda de indústrias, gerando renda e empregos para a cidade”, enfatizou.

O chefe de Gabinete da Secretaria Nacional de Aviação Civil, do Ministério da Infraestrutura, Carlos Eduardo Resende Prado, explicou que as concessões anteriores demonstraram que operadores de renome internacional vieram para o país interessados em administrar os aeroportos do Brasil. “O novo concessionário investirá na qualidade aeroportuária e também em outros negócios na região, trazendo experiência e know-how internacional para a comunidade. Atualmente, estamos na fase de estudos. Há oito grupos estudando soluções do ponto de vista ambiental, tecnológico, de infraestrutura e de melhores práticas para implantar em todos estes aeroportos, incluindo o de Londrina”, apontou.

O presidente da Codel, Bruno Ubiratan, destacou que a administração municipal acredita que as concessões são positivas, pois as realizadas anteriormente demonstraram sucesso. “O aeroporto de Juazeiro, que tem metade do potencial do Aeroporto de Londrina, recebeu investimentos na ordem de R$ 193 milhões iniciais. Acreditamos que o novo concessionário fará diversas melhorias em nosso aeroporto, gerando desenvolvimento para a cidade e região”, afirmou.

O deputado Federal, Filipe Barros, que também esteve presente na reunião e tem feito a ponte entre o Município e o governo federal para discutir as concessões, disse que a privatização é uma solução para fazer avançar a infraestrutura necessária para o aeroporto de Londrina. “Há tempos falamos das melhorias que nosso aeroporto precisa, como a instalação do ILS, ou uma tecnologia que tenha o mesmo efeito, melhorias no saguão, entre outras. Estes avanços só serão viabilizados com estas concessões, como já tem acontecido no país”, afirmou.

NCPML

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