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Segundo ciclo do Seminário Desafios do Crescimento falou da importância de formar equipes de alta performance e de saber lidar com as diferentes gerações no mercado de trabalho

Empresários e colaboradores de 245 empresas do norte do Paraná participaram, na terça-feira (28), do segundo ciclo do Seminário Desafios do Crescimento promovido pelo Sebrae/PR. O evento foi realizado no Buffet Stylo e contou com as palestras do escritor e consultor em gestão de equipes de alta performance, Eduardo Ferraz, e do consultor e antropólogo, Michel Alcoforado, além de dinâmica para promover o networking entre os participantes.

Na abertura do evento, o gerente da Regional Norte do Sebrae/PR, Fabrício Bianchi, destacou que o seminário buscou trazer temáticas relevantes para as micros e pequenas empresas no cenário atual, entre elas a liderança de pessoas de diversas gerações e a formação de equipes de alta performance. Ele ressaltou que as empresas convidadas a participar do evento possuem alto potencial para crescimento. “Queremos criar uma comunidade entre essas empresas no Paraná”, afirmou.

O seminário foi aberto com a palestra de Eduardo Ferraz, que falou sobre alguns dos temas do livro lançado por ele neste ano, “Gente de Resultados”. Na palestra, ele enfatizou que, independente do tamanho da empresa, para obter alta performance, é preciso seguir quatro caminhos. O primeiro é “embarcar” as pessoas certas no negócio e “desembarcar” as erradas; o segundo é colocar as pessoas certas nas posições adequadas de acordo com a habilidade e perfil de cada uma; o terceiro é decidir, junto com a equipe, os caminhos a serem percorridos pela empresa; e o quarto é continuar treinando e motivando as pessoas até que 90% delas estejam no lugar em que deveriam estar.

Ferraz também falou dos perfis de personalidade que cada pessoa possui – técnico, turbinado e sociável -, as diferenças entre eles e para quais tipos de trabalhos cada um se encaixa melhor. O especialista comentou sobre meritocracia e sugeriu que os empresários avaliem os resultados gerados e as atitudes dos colaboradores para reconhecê-los ou não. “O que faz uma empresa ter alta performance é a soma das qualidades das pessoas que trabalham nela”, afirmou. Segundo ele, para atrair bons profissionais, é preciso não apenas oferecer bons salários, mas ter reputação e propósito.

Depois da palestra, os empreendedores participaram da dinâmica chamada “Conexões do Crescimento”. Na oportunidade, eles foram divididos em mesas, com nove pessoas em cada uma, e tiveram a chance de apresentar os seus negócios e informar os tipos de clientes e fornecedores que procuram. Em cinco rodadas, realizadas em menos de uma hora, cada participante prospectou 45 novos contatos.

A gerente de uma loja de confecção masculina em Ivaiporã, Rosimari Lima Santos Silva, considerou muito produtivas as rodadas de negócios. “Peguei contatos, encontrei uma empresa que atua com produção de bonés e outra com jeans”, contou. A loja em que trabalha tem apenas três anos no mercado, mas a gerente ficou inspirada com o conteúdo trazido pelo evento. “Tenho muita vontade de fazer o negócio crescer”, revelou.

O proprietário de uma gelateria artesanal em Londrina, Flávio Mazini, contou que participou do primeiro ciclo do seminário neste ano e chegou ao evento com outra perspectiva, mas foi surpreendido. “Fazer networking é necessário para as empresas, descobrimos que o nosso vizinho às vezes tem um negócio interessante pra gente e não conhecíamos. Conheci hoje um potencial fornecedor e quatro potenciais clientes”, comemorou.

A representante de uma fábrica de bonés de Apucarana, Camila Santos de França, disse que a rodada de negócios foi o grande diferencial dessa edição do seminário. “Conhecemos bastante gente, trocamos informações, contatos”, apontou. Ela foi ao evento com outros dois colegas, que participaram da rodada em mesas diferentes, ou seja, juntos eles prospectaram 135 novos contatos. “Abre um leque enorme de possibilidades, porque nos encontramos hoje com vários setores diferentes”, acrescentou.

O evento foi encerrado com a palestra de Michel Alcoforado, que falou sobre os desafios das empresas hoje de lidar com diferentes gerações ao mesmo tempo. No mercado de trabalho estão presentes os chamados “baby boomers”, nascidos entre os anos 40 e 50; a geração X, representada pelos que nasceram entre os anos 60 e 70; e os millenials, dos anos 80 e 90. Estes últimos, segundo estudos da Consultoria Deloitte, vão representar 75% da força de trabalho até 2025. Segundo Alcoforado, as empresas precisam se adequar para ter diferentes perfis de colaboradores em um mesmo ambiente. “Será preciso flexibilidade”, adiantou.

A consultora do Sebrae/PR, Liciana Pedroso, reforçou que o objetivo do seminário é formar uma comunidade de empresas paranaenses com potencial de crescimento. Nesta edição, o diferencial foi inserir uma dinâmica para promover a interação entre os empresários e aumentar as possibilidades de parcerias e novos negócios. “No primeiro ciclo falamos de tendências e agora estamos falando de pessoas, como lidar com gerações e ter colaboradores de alta performance”, informou.

Para fechar a programação de atividades para empresas de alto potencial será realizado em Curitiba, nos dias 19 e 20 de novembro, o Summit Sebrae, que reunirá as mil empresas participantes de todos dos seminários para conhecer modelos de negócios inovadores e novos mercados de atuação.

Asimp/Sebrae

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