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O futuro da Companhia de Habitação de Londrina (Cohab Londrina) foi debatido, na quarta-feira (27), em reunião pública remota realizada pela Câmara Municipal. O evento foi coordenado pela Comissão de Direitos Humanos e Defesa da Cidadania do Legislativo e contou com a presença do presidente da Cohab Londrina, Luiz Cândido de Oliveira. Um dos objetivos foi discutir formas de obtenção de recursos para alimentar o Fundo Municipal de Habitação de Londrina (FMHL). Instituído pela lei municipal nº 10.278/2007, o FMHL foi criado, entre outros objetivos, para destinar recursos à aquisição de terrenos para programas de habitação de interesse social. "Podemos considerar a habitação de interesse social como remédio para a desigualdade de habitação. […] Ela é destinada à população cujo nível de renda dificulta ou impede o acesso à moradia pelos mecanismos tradicionais, como o mercado imobiliário", afirmou a vereadora Lu Oliveira (PL), vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos. Além de Oliveira, integram o grupo os vereadores Matheus Thum (PP), como presidente, e Lenir de Assis (PT), como membro.

A situação do FMHL foi tratada por Luiz Cândido de Oliveira. "Temos o fundo, mas não existem mecanismos que possam alimentá-lo por meio de recursos; é um fundo manco, que não recebe recursos do governo federal, do estadual, nem do municipal", disse o presidente da Cohab. Segundo ele, os programas habitacionais hoje existentes consistem em financiamentos com possibilidade de utilização dos recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), com exigência de que o beneficiário tenha renda formalizada para o pagamento das parcelas. Segundo ele, é preciso dar opções às famílias mais carentes, com renda muito baixa e fora do mercado formal de trabalho.

Diretor administrativo-financeiro da Cohab Londrina, Edimilson Pinheiro Salles ressaltou que a grande dificuldade na área de habitação social é a falta de recursos. Ele lembrou que o estado conta com o Fundo Estadual de Combate à Pobreza do Paraná (Fecop) e solicitou o apoio dos vereadores para conseguir a destinação de parte da verba para habitação social na cidade. "Podemos receber recursos por emendas de deputados estaduais, recursos do Fundo Estadual de Combate à Pobreza. Sabemos que a Câmara atual é muito bem relacionada e contamos com o apoio dos vereadores", disse.

Segundo a Cohab, Londrina tem 3,6 mil famílias em ocupações irregulares, como no Jardim União da Vitória 6 (586 famílias) e no Aparecidinha (560 famílias), as maiores ocupações do município. Além disso, 56 mil famílias estão no cadastro de espera da Cohab. Luiz Cândido Oliveira explicou que a Cohab tem diversos projetos em andamento, como parcerias para construções de unidades habitacionais em terreno de propriedade da companhia e em outros terrenos, programas de regularização fundiária em 14 áreas do município e urbanização de lotes.

Marcela Campos/Asimp

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