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Sete famílias vão participar da capacitação e, então, estarão aptos a acolher crianças e adolescentes de Londrina

Hoje e quarta-feira (31), das 19 às 21h, o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora realizará capacitação para sete grupos interessados em acolher crianças e adolescentes em situação de desproteção social. O encontro será na sede do serviço, que fica na Avenida Rio de Janeiro, 1.288, e depois terá continuidade nos 5 e 7 de novembro.

As famílias participantes já passaram por avaliação social e psicológica e aprenderão mais sobre a situação pela qual as crianças e os adolescentes passaram até o momento, as formas de desenvolvimento dos pequenos, a atuação dos órgãos de defesa das crianças e dos adolescentes, a legislação pertinente e seus direitos como os previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Para isso, a psicóloga do serviço, Márcia Tokita e a assistente social, Sandra Bianconi, farão uma apresentação dos temas, assim como os profissionais do Ministério Público do Paraná e da Vara da Infância e da Juventude de Londrina. Depois da capacitação, o serviço de acolhimento avaliará o perfil das crianças e dos adolescentes com os das famílias habilitadas, para realizar o melhor para todos.

Atualmente, sete famílias já estão habilitadas, sendo que quatro delas estão acolhendo. Com a capacitação, Londrina passará a contar com 14 famílias habilitadas, que passarão por avaliações constantes do poder público. Os profissionais visitam a casa, a escola, os projetos que o acolhido participa e conversa com amigos, colegas e com os menores. Qualquer criança de zero a menor de 18 anos pode ser acolhida. Os interessados em participar do programa podem entrar em contato com a Assistência Social, pelo (43) 3378-0589.

Requisitos

Para acolher é preciso ser maior de 21 anos, residir em Londrina há mais de 1 ano, não ter interesse em adoção, não ter impedimentos no Conselho Tutelar e nem na Justiça Estadual e Federal, não estar passando por situação de luto recente, assim como todos os membros da família devem concordar com o ato de acolher.

Os interessados devem procurar o serviço de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h. As crianças e adolescentes podem permanecer na família por, no máximo, 2 anos.A intenção do acolhimento é colaborar com o desenvolvimento social, moral, físico, cognitivo e educacional de crianças e adolescentes afastados do convívio familiar de origem, devido a situações graves de desproteção social, comprovadas pelo poder Judiciário. Para a assistente social do programa, o serviço é importante por ser um momento de ressignificação para as crianças, visto que ele oportuniza o convívio comunitário e familiar, além de ser um espaço de afeto, desenvolvimento emocional, estímulo ao sentimento de pertencimento e contato com uma rotina familiar saudável.

O papel da família acolhedora é dar carinho, atenção e cuidado às crianças acolhidas. Por isso, eles devem prestar atendimento de guarda ao menor, dando a ele uma educação digna, moradia, higiene, alimentação e cuidados afetivos. Ao final do acolhimento, é possível que as crianças e adolescentes voltem ao convívio familiar de origem, caso seja comprovada a superação da situação de negligência, imprudência, imperícia ou violência que os afastaram do convívio.

O serviço de acolhimento familiar segue o preconizado no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Para saber mais sobre o assunto, basta escrever para acolhimento.familiar@londrina.pr.gov.br, ou acessar o site do programa,  https://familiacolhedora.wordpress.com/, ou ainda o https://www.facebook.com/familiacolhedoralondrina/.

Ana Paula Hedler/NCPML

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