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Objetivo é reunir representantes de moradores, da Câmara e da Prefeitura. Membros serão apresentados amanhã (9) pela Comissão de Política Urbana

A Câmara Municipal de Londrina formará um grupo de trabalho com membros do Legislativo, da Prefeitura e de moradores do Centro da cidade com o objetivo de estudar soluções para diversos problemas da região, apontados em audiência pública na segunda-feira (6) à noite. O encontro, que durou cerca de três horas, foi coordenado pela Comissão de Política Urbana e Meio Ambiente da Câmara e contou com a presença de dezenas de moradores, comerciantes e trabalhadores do Centro, além do prefeito Marcelo Belinati (PP) e de representantes de diversas secretarias e órgãos municipais.

Comerciantes, trabalhadores e moradores do Centro reclamaram principalmente da insegurança, da sujeira e do abandono do Bosque Central e de outros espaços públicos, do aumento da população em situação de rua e do esvaziamento da região após a expansão e os investimentos em outras áreas de Londrina. “Vamos tentar utilizar tudo o que recebemos aqui para chegarmos a uma conclusão. O que não podemos é parar, temos de dar sequência a essa discussão”, afirmou o vereador Gerson Araújo (PSDB), presidente da Comissão de Política Urbana e Meio Ambiente. Segundo ele, até esta quinta-feira (9) devem ser comunicados os nomes dos integrantes do grupo de trabalho, que terá nove membros: três representantes do Executivo, três indicados pela Associação Concha dos Amigos e Moradores do Centro Histórico de Londrina e os três vereadores que integram a Comissão de Política Urbana da Câmara. Além de Araújo, participam da comissão os vereadores Junior Santos Rosa (PSD), como vice-presidente, e Amauri Cardoso (PSDB), como membro.

Propostas

Os vereadores receberam da Associação Concha um documento de 36 páginas com vários apontamentos e recomendações sobre a situação do Centro. No dossiê os moradores e comerciantes sugerem a reativação do módulo policial existente na Avenida São Paulo, em frente do Bosque, e a colocação de um segundo módulo, no eixo Concha Acústica/Calçadão. Também pedem que as câmeras de segurança da região sejam reativadas, com o monitoramento das imagens pela Guarda Municipal, e que uma lei determine que os edifícios privados disponham de câmeras apontadas para a via pública, com filmagens armazenadas por no mínimo seis meses.

Os moradores solicitam ainda a colaboração dos vereadores para diminuir a presença de pessoas em situação de rua. Como exemplo de iniciativa que poderia partir dos legisladores, citam o caso da Câmara Municipal de São José dos Campos, onde tramita um projeto de lei prevendo a criação de uma cláusula inclusiva nas licitações de obras e serviços para contratação de pessoas que vivem nas ruas. Para melhorar a mobilidade na região, o relatório sugere a criação de ciclovias no calçadão e o aumento das áreas para embarque e desembarque.

Bosque

Durante a audiência, alguns munícipes também sugeriram a revogação do artigo 130 do Código Ambiental de Londrina (lei 11.471/2012), que considera o bosque área de preservação permanente, dificultando a supressão da vegetação local. Para a estudante de Arquitetura Eliane Magalhães, que participou de um estudo universitário sobre o bosque, a vegetação muito densa dificulta a dissipação do mau cheiro provocado pelas fezes dos pombos que se acumulam no local.

Segundo o prefeito Marcelo Belinati, o Executivo vai analisar as sugestões. “Sobre o bosque, são duas questões. Uma é o projeto de revitalização da área, que já está sendo feito e a ideia é mandá-lo para licitação até o mês de julho. A equipe do Ippul está fazendo esse projeto junto com a Secretaria de Obras. Outra questão é a presença de pombos. Uma das possibilidades é fazer uma revitalização com uma limpeza do bosque, diminuindo a vegetação que não seja nativa. Mas isso carece de um estudo maior”, disse. Belinati adiantou que ainda nesta semana assinará a ordem de serviço para a revitalização da Biblioteca Pública Municipal e, nos próximos dias, para a reforma do Museu de Arte.

Asimp/CML

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