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Durante um mês, a partir do dia 14 de novembro, o projeto MEMÓRIAS - uma reinvenção da cidade jardim vai trazer uma nova perspectiva para obras do Patrimônio Artístico, Histórico e Cultural da cidade

Londrina vai receber uma homenagem a partir do dia 14 de novembro, quando quatro de seus prédios mais importantes, declarados como Patrimônio Artístico, Histórico e Cultural, ganham uma iluminação cênica por conta do projeto MEMÓRIAS _uma reinvenção da cidade jardim, idealizado pelo ator e produtor Fabrício Polido. A iluminação foi criada especialmente por Camila Fontes e será apresentada durante um mês, todas as noites, destacando os traços do Museu de Arte, Secretaria de Cultura, Biblioteca Municipal e Cine Teatro Ouro Verde.

O projeto pretende despertar uma nova percepção, com referências históricas e afetivas, sobre essas obras, cuja importância simbólica se mistura à identidade londrinense. Cada fachada vai receber um tratamento especial de luz para destacar aspectos arquitetônicos em um corredor cultural marcado pelo tempo e pela história. Os edifícios, que passaram por processos de restauração, serão destacados do cotidiano para construir novas memórias e reavivar antigas, reafirmando-se como protagonistas do imaginário urbano.

 “Londrina está comemorando mais um ano rumo ao centenário. Esta será uma oportunidade para apresentar a cidade sob uma nova perspectiva, reforçando a importância desses prédios para sua construção e história”, destaca Fabrício Polido.

O projeto MEMÓRIAS  - uma reinvenção da cidade jardim é composto por duas etapas que se integram. Ambas serão gratuitas e acessíveis ao público. A primeira destaca a iluminação cênica dos quatro prédios durante um mês, com banners informativos sobre a história e a concepção de cada obra.

 “Eu priorizei a simplicidade para ressaltar curvas e linhas que são naturais dos prédios, destacando a tridimensionalidade, para que a gente perceba como essa arquitetura é peculiar e histórica”, comenta Camila Fontes, responsável pela concepção da luz. Com longa experiência em produção, atuação e iluminação de palco, a artista não pretende maquiar as fachadas, mas levar um pouco da experiência dramatúrgica para elas.

A segunda etapa consiste em um espetáculo audiovisual capaz de ressaltar, além da beleza arquitetônica, a riqueza imaterial desse patrimônio, integrando vídeo mapping, luz e som na fachada da Biblioteca Pública. Dessa forma, diferentes povos e elementos, que compõem a formação da cidade e nem sempre são lembrados pelos historiadores, tornam-se protagonistas, transformando a própria arquitetura em uma tela tridimensional para abrigar referências de imigrantes, indígenas, caboclos e negros nas paredes. “Por esse aspecto, o projeto acaba sendo uma reinvenção da cidade jardim”, ressalta Polido.

O espetáculo será apresentado quatro vezes nos dias 10 e 11 de dezembro, durante o aniversário de Londrina, com duas sessões por noite, celebrando também a reforma e o tombamento da Biblioteca Pública. O vídeo mapping tem concepção dos artistas cariocas Renato e Ricardo Vilarouca, e a composição sonora foi criada especialmente para o projeto por Janete El Haouli e José Augusto Mannis.

 “A partir de um levantamento minucioso de materiais sonoros que pudessem referenciar as múltiplas faces de Londrina, reunimos aquilo que poderia ser escutado como características sonoras da cidade, aqueles sons que remetem a esse chão e a essa gente. A base da construção poética da composição sonora foi a costura e a integração de todos os materiais e aspectos, assim como nossa cidade, com todas as suas belezas, harmonias, mas também suas contradições. Pode-se dizer que resultou num ‘retrato sonoro’ dessa cidade jardim que tanto amamos e pela qual temos lutado”, esclarece Janete El Haouli.

Patrocinado pelo Promic e realizado pela Vila Cultural Flapt!, o projeto MEMÓRIAS _uma reinvenção da cidade jardim faz parte do programa Londrina Cidade Criativa: 85 anos - rumo ao ano 100 e conta com o Apoio Institucional da Casa de Cultura da UEL.

Ranulfo Pedreiro/Asimp

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