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A energia renovável ou alternativa é aquela gerada através de fontes renováveis e, portanto, minimiza o impacto ao meio ambiente, seja por meio do não esgotamento de recursos ou por evitar a emissão de gases na atmosfera. É o exemplo da energia fotovoltaica, que consiste na captação de energia solar e transformação em energia elétrica.

Desde abril de 2012, quando entrou em vigor a Resolução Normativa da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) nº 482/2012, revisada pela RN nº 687/2015, o consumidor brasileiro pode gerar sua própria energia elétrica a partir de fontes renováveis ou cogeração qualificada e, inclusive, fornecer o excedente para a rede de distribuição de sua localidade.

A adesão a esse tipo de energia tem aumentado significativamente nos últimos anos. Segundo levantamento feito pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR), entre 2016 e 2018, o número de Anotações de Responsabilidade Técnica (ARTs) relacionadas a energias alternativas cresceu 536% no Estado. Em 2016, foram emitidas 771; em 2018, 4.139. O aumento foi ainda mais expressivo na região de Londrina. O número de ARTs saltou de 61 para 511 nos últimos dois anos, o que significa um aumento de 837%.

“Projetamos continuidade dessa linha ascendente em 2019, pois somente nos três primeiros meses foram emitidas 2.628 ARTs no Paraná para essa atividade. Na regional de Londrina, já constatamos 297”, detalha o Facilitador de Fiscalização e Engenheiro Civil Alexandre Barroso.

O mesmo levantamento mostra que também houve aumento no número de empresas que anotaram ARTs para esta atividade. Em 2016, no Estado, eram 90; em 2018, 212. No mesmo período, na região de Londrina, o número saltou de sete empresas para 29. “Também temos boas expectativas em relação a este ano. De janeiro a março, 177 empresas emitiram ARTs no Paraná. Só na nossa região, foram 24”, detalha Barroso.

Os números só constatam a tendência cada vez mais forte do uso de energias renováveis. São inúmeras as vantagens trazidas pela energia fotovoltaica. “A principal delas é a fonte de luz, que é o sol, gratuita, praticamente inesgotável e de custo zero”, explica o vice-presidente do Crea-PR e Engenheiro Eletricista, José Fernando Garla. “Obviamente, há os custos de elaboração de projeto, instalação, compra de placas, conversores, baterias e toda a infraestrutura”, completa. A média de investimento para um sistema de energia fotovoltaica gira em torno de R$ 20 mil, considerando uma residência de pequeno porte.

Mas é importante ressaltar que, para a instalação e manutenção do sistema, é necessária a contratação de profissionais habilitados nas áreas de Engenharia. “O Engenheiro Elétrico é o profissional indicado para fazer o projeto, que consiste no estudo para implantação do sistema, de modo a garantir o retorno esperado. Há necessidade de tomar uma série de cuidados na elaboração do projeto, como o posicionamento das placas, o ângulo de incidência da luz solar e assim por diante”, explica.

Ao abrir mão de um profissional ou empresa com responsável técnico capacitado, o cliente corre diversos riscos. O sistema de armazenamento de energia pode se tornar poluente, com a emissão de gases no ambiente, por exemplo, ou até danos fatais. “Cada placa pesa em torno de 25 kg e é fixada em um telhado. É importante que seja feito um cálculo preciso da condição dessa estrutura para que não aconteçam prejuízos materiais e acidentes”, alerta o Engenheiro Eletricista.

Após a instalação, recomenda-se a manutenção anual. “No caso das placas, deve ser feita a limpeza; no caso dos conversores e baterias, deve ser observada a vida útil de acordo com as instruções do fabricante. Todos esses cuidados precisam ser seguidos à risca para que o sistema tenha um bom desempenho”, aponta Garla.

Fiscalização

O Crea-PR realizou fiscalização de geração de energia elétrica distribuída entre os meses de março e junho de 2017. O objetivo da ação foi verificar as atividades de projeto e instalação. “Embora não tenhamos informações específicas quanto ao número de empresas que atuam exclusivamente com kits fotovoltaicos, foi possível constatar crescimento nas atividades desenvolvidas”, explica o Facilitador de Fiscalização do Crea-PR, Alexandre Barroso.

O Conselho realiza inspeções para verificar se os profissionais e empresas estão devidamente registrados junto ao sistema Confea/Crea, se emitiram ARTs e se os trabalhos estão sendo executados conforme suas atribuições profissionais, além da presença do responsável técnico. “As inspeções são feitas em usinas, empresas que prestam serviço e consultoria da área, condomínios, shopping, hotéis, hospitais, instalações que possuem geração para consumo próprio e assim por diante”, completa Barroso.

O Facilitador de Fiscalização do Crea-PR lembra que, embora a instalação de kits fotovoltaicos esteja relacionada mais diretamente à Engenharia Elétrica, outras modalidades podem estar envolvidas dependendo da complexidade, porte e dispositivos de suporte necessários à instalação dos kits. “Engenheiros Civis podem elaborar o projeto estrutural e de fundações de concreto-armado, por exemplo, bem como Engenheiros Mecânicos podem trabalhar com o projeto, fabricação e execução de estruturas metálicas para a instalação dos kits fotovoltaicos”, finaliza.

Caderno técnico

O  Crea-PR possui um caderno técnico sobre Eficiência Energética disponível para download sobre o tema. É só acessar o link a seguir: https://www.crea-pr.org.br/ws/wp-content/uploads/2016/12/eficiencia-energetica.pdf

Asimp/Crea-PR

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