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Realizado pela Secretaria Municipal de Assistência Social, em parceria com a Cáritas Arquidiocesana, Programa Municipal de Economia Solidária inclui 51 empreendimentos e atende cerca de 250 famílias

Ontem (15), foi celebrado o Dia Nacional da Economia Solidária, instituído pela Lei nº 13.928/2019. A data faz referência ao nascimento do ambientalista Chico Mendes (1944-1988), que ganhou destaque internacional por sua luta em defesa da floresta e povos da Amazônia. Dessa forma, os praticantes da Economia Solidária escolheram esse dia pelo seu valor simbólico, ligado ao trabalho associado, ao cuidado com o meio ambiente e com as pessoas, em busca de um modelo de desenvolvimento centrado na vida.

Implementado em Londrina desde 2003, o Programa Municipal de Economia Solidária é realizado pela Prefeitura de Londrina, com o objetivo de apoiar iniciativas coletivas de geração de trabalho e renda que se organizam com base na autogestão, cooperação e solidariedade. A coordenação da iniciativa está a cargo da Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS) que, através de Termo de Colaboração, atua em parceria com a Cáritas Arquidiocesana de Londrina.

Atualmente, o programa acompanha 51 empreendimentos solidários, consolidados e em formação, que somam aproximadamente 250 famílias atendidas. As iniciativas desenvolvem trabalhos em diferentes campos, incluindo agricultura familiar, alimentação, artesanato, costura, coleta seletiva e prestação de serviços. A parceria recebe o investimento anual de R$ 550.924, e há projeção de ampliação e aperfeiçoamento para 2022.

A secretária municipal de Assistência Social, Jacqueline Micali, explicou que as iniciativas integrantes da Economia Solidária são baseadas em um modelo de cooperação onde não existe patrão, e todos os participantes são tratados da mesma forma. De acordo com Micali, isso facilita a convivência e faz com que os trabalhadores aumentem sua autoestima, ao mesmo tempo em que promovem a geração de renda através das suas habilidades.

“As pessoas que consomem os produtos da Economia Solidária podem consumir conscientemente, sabendo que esse programa está gerando uma renda justa. Todos os participantes recebem a mesma coisa e o lucro é repartido, fazendo com que essas pessoas possam ser incluídas socialmente. A Assistência Social está trabalhando para dar mais visibilidade à Economia Solidária, através das feiras e de técnicos qualificados, que auxiliam os participantes para que os itens produzidos sejam de qualidade”, afirmou Micali.

Espaços de comercialização

Em Londrina, a Economia Solidária conta com dois pontos fixos de comercialização, a Casa da Economia Solidária Café & Arte (Praça Sete de Setembro) e o Centro Público de Economia Solidária (Avenida Rio de Janeiro, 1278), espaço multifuncional que também abriga ações de formação.

Em 2021, os espaços de comercialização da Economia Solidária passaram por um aperfeiçoamento de sua identidade visual, que foi possibilitado pela Conexão Cidadã, iniciativa realizada em parceria entre a SMAS e a Associação Londrinense de Circo. Coordenada pelo artista Jota Dias, a ação consistiu na pintura de murais com o tema do patrimônio histórico e cultural da cidade, representando edificações londrinenses históricas. Entre os pontos retratados, estão o Museu Histórico de Londrina, a Catedral Metropolitana e o Museu de Arte de Londrina.

Também neste ano, as feiras descentralizadas no Calçadão de Londrina se destacaram, especialmente a FEISOL, que antecede datas festivas, de modo a apoiar a comercialização dos empreendimentos solidários. Vale ressaltar, ainda, que existem outros espaços descentralizados que apoiam a produção e comercialização, como os localizados nos conjuntos Vivi Xavier e Mister Thomas.

Iniciativas

Os empreendimentos solidários acompanhados pelo Programa Municipal de Economia Solidária compõem uma rede de comercialização, isto é, um empreendimento formado por diversas iniciativas. A rede opera como uma cooperativa de segundo grau, que é composta por todos os trabalhadores, que se organizam em escalas de vendedores e fazem o rateio das vendas.

Uma das iniciativas de destaque é a Associação das Mulheres Camponesas do Assentamento Eli Vive (AMCEV), que iniciou suas atividades em 2016, como um projeto de extensão da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Integrante das atividades do Centro Público de Economia Solidária desde 2020, o grupo é formado por 10 mulheres, que trabalham na produção de alimentos sob a perspectiva da agroecologia. Além de não utilizar agrotóxicos, a AMCEV busca a valorização do trabalho da mulher do campo, com a geração de renda para sua autonomia.

No campo da sustentabilidade, a Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis e Resíduos Sólidos da Região Metropolitana de Londrina (Cooper Região), tem sua trajetória vinculada ao histórico da coleta seletiva do município. A iniciativa agrega dois entrepostos e mais de 130 cooperados. A cooperativa já havia recebido apoio, anteriormente, para a formação em Economia Solidária dos cooperados, sendo que a ação voltou a ser realizada em junho de 2021.

Outra parceria importante foi realizada com a sede londrinense do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), em 2021. Por meio de uma ação comunitária, o IAB executou o projeto de reorganização da loja de produtos artesanais do Centro de Economia Solidária. A ação foi conduzida com o objetivo de otimizar a disposição dos produtos e torná-los mais atrativos aos consumidores. O estudo foi baseado na arquitetura de interiores comercial, utilizada para aprimorar espaços comerciais.

De acordo com a arquiteta Ione Bertoncello, membro do IAB responsável por este projeto, a iniciativa buscou fortalecer o grupo de artesãos estabelecidos junto à Economia Solidária. “A meta da ação foi proporcionar maior visibilidade e comercialização dos seus produtos, com mais geração de renda para o produtor. Além disso, a loja ficou com mais espaço, permitindo que os clientes se sintam mais confortáveis para realizar suas escolhas. Enfim, o trabalho do IAB contribuiu para aproximar e fortalecer pessoas, tornando o mundo um pouco melhor”, disse.

NCPML

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