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Devido à pandemia, as atividades serão feitas utilizando a internet, para evitar aglomeração; Município pede que a população seja consciente na utilização deste bem finito

Mundialmente, em 22 de março, os países do globo terrestre comemoram o Dia Mundial da Água, instituído pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Este ano, as celebrações e atividades para marcar a data serão diferentes, mas não deixarão de acontecer. Em Londrina, a Prefeitura Municipal e os órgãos públicos tratarão do assunto por meio da internet.

Nos próximos dias, a Secretaria Municipal de Ambiente (SEMA) prevê a postagem de materiais educativos em suas redes sociais. Assim, quem acessar a página do Instagram da pasta (https://www.instagram.com/semalondrina/), por exemplo, verá alguns “posts” falando sobre a importância da água. Já a Secretaria Municipal de Educação (SME) tratará com os alunos sobre a importância do consumo consciente e o uso racional desse bem finito e essencial para a vida no planeta. Para isso, o professor e biólogo da SEMA, Jorge Akira Oyama, gravará uma videoaula que será transmitida para os estudantes do 1º ao 5º ano da rede municipal de ensino de Londrina.

Além disso, a SEMA participa da recuperação de uma nascente da Bacia do Córrego Cristal, iniciativa da Vereadora Sônia Gimenez, que pediu o apoio técnico e de Educação Ambiental da SEMA. Também participam da ação: Secretaria de Obras, CMTU, COHAB e SANEPAR.

Além disso, a Companhia de Saneamento do Paraná (SANEPAR) relembrará as dicas que podem ser implementadas no dia a dia da população para evitar o desperdício. Elas estão disponíveis no site da companhia paranaense (http://site.sanepar.com.br/sustentabilidade/consumo-responsavel). O objetivo dessas atividades é alertar a população para a importância do uso racional e sem desperdício desse bem finito e tão necessário para a vida e a manutenção do equilíbrio no ecossistema do planeta.

O secretário municipal de Ambiente (SEMA), Ronaldo Deber Siena, explicou que, não são apenas as mudanças climáticas as responsáveis pela escassez da água nos municípios, mas é preciso, sim, que haja uma mudança comportamental da população, para que todos ajudem a economizá-la e a utilizem da maneira correta como, por exemplo, reaproveitando a água da chuva para lavar calçadas ou instalando cisternas em prédios e casas, segundo ditam as normas do Decreto Municipal nº 1468, em dezembro do ano passado.

“Quando há falta da água doce e tratada as pessoas sentem falta disso. Mas, precisamos criar consciência coletiva para a importância da utilização correta desse patrimônio natural do planeta. Nós precisamos da água potável para tudo, para vivermos e mantermos nosso corpo saudável, para mantermos a agricultura e a agropecuária vivas, e as atividades industriais e manuais. Enfim, sabemos que o Brasil é um país rico em recursos hídricos e que Londrina é um município representativo na quantidade de rios e córregos. No entanto, nada disso é motivo para acreditarmos que a água doce e potável por aqui não pode acabar, principalmente no longo prazo”, lembrou Siena.

Para que a população receba em sua casa a água potável e para que aquela já utilizada seja levada ao tratamento adequado – por meio da rede de esgotamento sanitário – são necessários diversos processos. Não basta apenas que chova para que a água de rios e córregos possa ser utilizada pelo consumo dos seres vivos ou que os municípios despejem os líquidos e sólidos da rede de esgoto nesses espaços. Para isso, é necessário que toda água receba o tratamento adequado.

No Paraná, Companhia de Saneamento do Paraná (SANEPAR) existe há 58 anos. Ela conta com processos industriais cada vez mais complexos e refinados, com uma planta de fábrica, legislação estadual e nacional a ser atendida, e o processo de Certificação ISO 9001, para garantir a normatização dos sistemas de gestão com foco em qualidade, melhoria da qualidade do produto, dos processos e dos serviços, assim como do ISO 14.000, que garante a avaliação do sistema de gerenciamento ambiental da empresa feita por uma entidade independente, reconhecida por um organismo nacional de fiscalização.

Assim, tanto na retirada da água para o tratamento e distribuição aos domicílios, quanto para o despejo dos resíduos sólidos e líquidos gerados pela rede de esgoto, é preciso que haja tratamento adequado. Assim, o próximo município a retirar a água de córregos e rios para a utilização não será prejudicado pelo despejo dos resíduos. “A água vem sendo tratada como uma commoditie, um bem mensurável e administrado, que traz benefícios para a população e que faz parte de um processo de transformação. Porém, ela é um bem cada vez mais raro e, infelizmente, será cada vez mais caro. Isso faz com que as empresas de saneamento necessitem de um refinamento maior e mais aprimorado em seus processos de tratamento, o que requer investimentos, por isso o consumo consciente é tão importante”, ressaltou o engenheiro civil e gerente-geral nordeste da Sanepar, Antonio Gil Fernandes Gameiro.

Entre os investimentos necessários estão a contratação de profissionais especializados, a construção e ampliação da rede de esgoto e de tratamento de água, com estações específicas, perfurações de poços, construções de barragens, execução de ligações de água e de aterros sanitários. Atualmente, no Paraná há 168 estações de tratamento de água e 255 de tratamento de esgoto; 1.154 poços de água, quatro barragens, mais de 57 mil quilômetros de rede de distribuição e quase 38.500 quilômetros de rede de esgoto.

Segundo dados oficiais da Sanepar, dos 399 municípios paranaenses, 346 deles são atendidos pela empresa. Destes 346, 100% da população urbana têm água potável e 75% têm esgoto coletado e 100% tratado. Em Londrina, toda a população urbana conta com água tratada e 96% da população tem atendimento com coleta e tratamento de esgoto. São quase 3 mil quilômetros de rede de distribuição de água e cerca de 2300 quilômetros de rede coletora de esgoto.

“Quando a população economiza água, ela está fazendo uso racional desse bem finito, como ao tomar banhos mais rápidos, escovar os dentes ou ensaboar a louça com a torneira fechada. Não desperdiça quando evita e/ou arruma vazamentos. O vazamento é dinheiro jogado fora para a pessoa que o deixou e para toda a sociedade, pois a água que vai para o ralo sem uso, precisou passar pelo tratamento e irá passar novamente quando entrar na rede de esgoto. Pensar nisso é ser consciente consigo e com a sociedade”, finalizou Gameiro, gerente-geral da Sanepar e responsável por 75 municípios da região.

Dicas

Para ajudar, a Sanepar disponibiliza em seu site uma cartilha com diversas ações que a população colocar em prática. Veja aqui http://site.sanepar.com.br/sustentabilidade/consumo-responsavel  ou veja abaixo:

• Ao lavar as mãos ou a louça, não deixe a torneira aberta todo o tempo. Isso evitará o desperdício.

• Seja rápido no banho. Cada 5 minutos embaixo do chuveiro ligado consomem cerca de 70 litros de água.

• Para escovar os dentes é necessário apenas um copo de água.

• Antes de lavar a calçada, use a vassoura. Jamais use a água da mangueira para “varrer” a sujeira.

• Regule periodicamente a válvula hidra ou a caixa de descarga, para tornar sempre mais eficaz a descarga.

• Nunca jogue cigarros, absorventes ou papéis no vaso sanitário.

• Junte roupas para lavar todas de uma só vez. Aproveite a água usada no tanque ou na máquina para lavar calçadas, ensaboar calçados, panos de chão, etc.

• Use baldes e não a mangueira ao lavar o carro. Para lavar um veículo de passeio gasta-se, em média, 300 litros de água.

• Quando viajar, feche o registro do cavalete de entrada de água. Isso evita o desperdício e vazamento.

NCPML

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