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Viabilizada pelo Ministério do Desenvolvimento Regional, iniciativa será voltada a famílias de baixa renda; residências oferecerão conforto ambiental, com menos custo e menor consumo de energia

Londrina está entre as três cidades brasileiras que foram selecionadas, pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), para receber um empreendimento habitacional sustentável, baseado nos projetos vencedores do concurso de arquitetura “Habitação de Interesse Sustentável”. Os resultados preliminares da seleção de municípios foram anunciados pelo MDR na terça-feira (17), sendo que os dois terrenos inscritos pela Companhia de Habitação de Londrina (Cohab-Ld) ficaram empatados em primeiro lugar, com 91 pontos. Também foram contempladas as cidades de Campo Grande (MS), em segundo lugar; e Olinda (PE) em terceiro lugar.

Após transcorrido o prazo de 10 dias para recursos, a decisão do Ministério será formalizada e a Cohab-Ld deverá escolher um dos dois terrenos londrinenses para a realização do empreendimento, que contemplará famílias de baixa renda. Ambos os espaços estão localizados na região norte, entre os bairros São Jorge e Jequitibá, sendo que a Companhia é proprietária de um dos lotes e o outro pertence à Prefeitura de Londrina.

De acordo com o presidente da Cohab-Ld, Luiz Cândido de Oliveira, o órgão deverá indicar o terreno de sua propriedade. “O terreno da Cohab é quase 9 mil metros maior do que o outro e, por isso, tem condições de receber mais unidades habitacionais. No total, o empreendimento poderá ter entre 100 e 150 residências, e queremos construir as 150, para beneficiar o maior número possível de famílias”, afirmou.

Para cada lote selecionado, o Governo Federal destinará um dos projetos arquitetônicos sustentáveis, que foram previamente desenvolvidos por Ricardson Ferreira Ricardo (Síntese Arquitetura); Paula Vilela e Souza (Filmes de Bolso Produções); e Luís Eduardo Loiola De Menezes (Mira Arquitetos).

Essas iniciativas venceram o concurso “Habitação de Interesse Sustentável”, promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Regional, em parceria com a Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ).  O concurso teve como critério de seleção quatro eixos: eficiência energética, industrialização, adaptabilidade e custo. O objetivo é que as construções garantam mais conforto ambiental, com menos custo e menor consumo de energia, e possam ser reproduzidas em larga escala. Além disso, devem se adaptar às mais variadas condições de climas e terrenos brasileiros, assim como se adequar à realidade financeira do país.

Diante das exigências previstas no edital, os projetos vencedores preveem ferramentas como aquecimento de água por via solar; sistema de captação para tratamento e reuso de águas pluviais; e acessibilidade para portadores de necessidades especiais, entre outras ações de sustentabilidade e acessibilidade. Os três trabalhos selecionados serão implantados como protótipos do Programa Casa Verde Amarela.

O presidente da Cohab-Ld explicou que, após a conclusão do processo de seleção, os escritórios vencedores do “Habitação de Interesse Sustentável” iniciarão a elaboração dos projetos, que serão adequados aos terrenos indicados pelos municípios selecionados. “O pacote de projetos terá o prazo de até um ano para ser elaborado, pois inclui o projeto básico e os complementares, como hidráulico, de iluminação, elétrico e estrutural, entre outros. Todos eles serão desenvolvidos sem custo nenhum para o Município, já que essa iniciativa é financiada pelo Governo Federal. Quando os projetos tiverem sido concluídos, há uma grande possibilidade de que a Secretaria Nacional de Habitação financie inteiramente a construção do empreendimento”, destacou.

Ainda segundo Oliveira, trata-se de uma iniciativa pioneira no Brasil, que consolidará no país o conceito de habitação sustentável. “Esse empreendimento será construído com materiais que proporcionam o conforto térmico e acústico para as famílias. Dessa forma, os moradores terão mais saúde e qualidade de vida. Além disso, diminuirão muito o uso de equipamentos que geram grande dispêndio de energia, o que beneficiará sua situação financeira”, salientou. 

NCPML

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