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Iniciativa é decorrente do trabalho executado pelo Hospital Veterinário da UniFil há sete anos, que agora passa a contar com apoio do Governo do Estado do Paraná

Ontem (16), o secretário do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo do Paraná, Márcio Nunes, e o reitor do Centro Universitário Filadélfia (UniFil), Eleazar Ferreira, inauguram oficialmente o primeiro Centro de Apoio à Fauna Silvestre (CAFS) do Estado, que funciona no Hospital Veterinário (HV) da universidade. A iniciativa é resultado de uma parceria que visa garantir tratamento e reabilitação a espécies silvestres vítimas de maus tratos, acidentes, cativeiro ilegal, tráfico e outros crimes ambientais.

A solenidade aconteceu na sede do HV da UniFil e contou com a presença do secretário municipal do Ambiente, Ronaldo Deber Siena, que representou o prefeito Marcelo Belinati, e do chefe de gabinete da Prefeitura, Moacir Sgarioni. O diretor-presidente do Instituto Água e Terra (IAT), parceiro da iniciativa, Everson Souza, também participou.

O trabalho de acolhimento à fauna é realizado há mais de sete anos no HV da UniFil, período em que o hospital tratou de aproximadamente cinco mil animais. Em novembro do ano passado o Hospital Veterinário foi reconhecido como CAFS pelo Governo do Estado e, de lá para cá, atendeu 270 animais silvestres.

Atualmente, o HV está com 55 animais silvestres internados para tratamento e reabilitação. A predominância é de aves, mas já passaram pela instituição diversos mamíferos e répteis. Os que mais chamaram atenção foram onça, lobo-guará e tamanduá-bandeira, os dois últimos por serem mais raros na região.

O secretário do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo do Paraná, Márcio Nunes, disse que a parceria que o Estado do Paraná firma com a UniFil é um marco histórico da proteção à fauna vitimada. “Essa é a primeira parceria feita no Paraná, onde a iniciativa privada toma a frente e o governo do Estado apoia, com pequenos recursos financeiros. Nós, do Estado, queremos demonstrar que isso é muito possível de acontecer. Temos muitos animais silvestres que precisam de cuidados e essa parceria é fundamental para dar resposta a isso. O Estado enxerga a importância de, cada vez mais, investir neste importante setor, por isso estaremos inauguramos seis pontos como este, todos em universidades”, destacou.

O reitor da UniFil, Eleazar Ferreira, afirmou que a inauguração formal do CAFS é muito importante, porque coloca Londrina no cenário estadual de recuperação da fauna silvestre. Ele lembrou que o Paraná tem uma grande área de mata nativa, fundos de vales, beiras de rio, que são o meio ambiente destes animais, muitos em extinção, e que o HV já realiza o atendimento a estes animais há sete anos, voluntariamente. “O tratamento deles sempre foi pago pela Unifil e o secretário, reconhecendo o papel estratégico deste cuidado, resolveu nos outorgar um agente especial do CAFS, inaugurando este convênio. Acredito que, daqui pra frente, vamos ganhar uma relevância ainda maior, pelo aporte financeiro que vamos receber, e Londrina se destaca como um centro de excelência”, apontou.

O secretário do Ambiente de Londrina, Ronaldo Deber Siena, disse que este momento representa o reconhecimento de um trabalho que já vem sendo executado há muitos anos em Londrina. “Em 2015, quando assumi a chefia do escritório regional do antigo IAP, hoje IAT, já havia uma parceria com a UniFil, pois os animais silvestres que eram resgatados pela Polícia Ambiental e IAP eram conduzidos para a universidade, quando era necessário tratamento. É um reconhecimento para a Unifil ter o primeiro CAFS do Estado, pois isso é fruto de um trabalho de longos anos”, ressaltou.

A coordenadora do Hospital Veterinário da Unifil e do CAFS, Mariana Cosenza, disse que o reconhecimento do Estado é fruto do trabalho desenvolvido pelo Hospital Veterinário com a fauna silvestre. Ela explicou que o local atende animais que estão em risco, por serem órfãos ou decorrentes do tráfico de animais ou atropelados. “Estes animais são encaminhados para o HV pela Força Verde, da Polícia Ambiental, e pelo IAT. Estes órgãos trazem os animais para nós, para fazemos o atendimento médico deles. Nós realizamos todo o tratamento, utilizando a estrutura do hospital para este fim, e depois de tratados os animais são reintroduzimos na natureza ou são encaminhados para cuidados humanos, em parques ou zoológicos que têm condições adequadas de cuidar e dar qualidade de vida aos animais, no caso daqueles que não podem voltar para a natureza”, contou.

O trabalho do HV contribui, ainda, para despertar mais interesse dos alunos de Medicina Veterinária pela área de silvestres, bem como permite a realização de ações de Educação Ambiental com alunos de escolas públicas e particulares de Londrina e região.

NCPML

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