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Serviço é voltado aos indivíduos com 18 a 59 anos, que não possuam apoio familiar ou condições de se sustentar ou

Na (29), a Prefeitura de Londrina, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS), formalizou Termo de Parceria com a Associação Flávia Cristina, para implantar o serviço inédito de Residência Inclusiva destinado ao acolhimento de pessoas com deficiência. A solenidade aconteceu no gabinete do prefeito Marcelo Belinati.

Poderão ser acolhidas pessoas de 18 a 59 anos, que não possuem condições de se sustentar ou apoio familiar. Ao todo, serão disponibilizadas 30 vagas, distribuídas igualmente em três casas.  A previsão é que o serviço entre em vigor no início de março.

O principal objetivo da iniciativa é garantir proteção integral dos usuários e inclusão comunitária e social, bem como a emancipação pessoal, a construção progressiva da autonomia e a superação de barreiras. Para isso, as unidades contarão com cuidadores e serviços de psicologia, terapia ocupacional, assistência social, entre outros.

O prefeito destacou que o serviço representa um gesto de amor e que deve se transformar em modelo para todo o Brasil. “É um trabalho importantíssimo para as pessoas com deficiência, pois hoje muitas famílias têm dificuldades em dar assistência necessária a essas pessoas. Esse serviço contará com especialistas, para promover a inclusão das pessoas com deficiências no trabalho, no estudo, na sociedade, além de qualidade de vida”, frisou.

Quem fará a gestão do serviço será a Associação Flávia Cristina, instituição que já trabalha com crianças, jovens e adultos com deficiências. A instituição foi selecionada por meio de um Edital de Chamamento, publicado no ano passado. Anualmente, será investido um montante de R$ 1.375.046,64 no projeto, dividido em parcelas mensais de R$ 114.587,22.

O encaminhamento dos usuários será feito a partir da rede pública de serviços, por uma comissão multidisciplinar de avaliação. As equipes responsáveis pelo projeto vão elaborar um plano individualizado para cada usuário e o período da estadia nas unidades poderá ser temporário ou permanente.

Segundo a secretária municipal de Assistência Social, Jacqueline Marçal Micali, a implantação do serviço marca um momento histórico para a cidade, pois irá proporcionar respaldo às famílias das pessoas com deficiências. “Há famílias que, devido à inúmeras vulnerabilidades, não conseguem cuidar dessas pessoas, então ou elas abandonam ou deixam o indivíduo sozinho, o dia todo, para trabalhar. E isso faz com que essa pessoa possa sofrer diversos tipos de violência, como física, psicológica ou sexual. Hoje estamos rompendo com tudo isso, implantando um novo modelo no Município”, enfatizou.

A secretária municipal complementou que seis pessoas, que atualmente residem no Lar Anália Franco, serão transferidas para as residências inclusivas.

Para a diretora-geral da Associação Flávia Cristina, Cibele Hencklain Blaauw, o projeto de Residência Inclusiva rompe com a prática de segregação e isolamento das pessoas com deficiências. “Propõe moradias, dentro da comunidade, para que esses indivíduos possam exercer a sua cidadania e ter todos seus direitos respeitados. Teremos uma equipe formada por coordenador, assistente social, psicólogo, terapeuta ocupacional e cuidadores, para assistir no processo de autonomia da pessoa com deficiência”, disse.

O presidente da Associação, Osni José de Souza, lembrou que a instituição atua há 25 anos em Londrina e atende, atualmente, 808 pessoas. A entidade presta serviços nas vertentes da educação, na modalidade especial, para crianças jovens e adultos com deficiência intelectual, e também com a reabilitação neuropsicomotora de pessoas com deficiência.

Também compareceram na formalização da parceria servidores da SMAS, funcionários da Associação Flávia Cristina e o vereador Matheus Thum.

NCPML

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