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Obras devem começar em novembro; segundo a Cohab-LD, serão atendidas famílias com renda de até três salários mínimos

A cidade de Londrina será beneficiada com a construção de 1.474 moradias, com valor unitário máximo de R$128 mil, voltadas para famílias com renda total máxima de três salários mínimos. A ação integra uma modalidade do programa Casa Fácil Paraná, do governo do Estado, mediante convênio com a Pacaembu Construtora, mais parceria da Companhia de Habitação do Paraná (COHAPAR) e Prefeitura de Londrina, por meio da Companhia de Habitação de Londrina (COHAB-LD).

Os projetos das residências estão sob análise da Caixa Econômica Federal, financiadora por meio do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), e da Secretaria Municipal de Obras e Pavimentação (SMOP). Após aprovação, a expectativa é que as obras iniciem na primeira quinzena de novembro, com prazo máximo de execução de 24 meses.

O anúncio das moradias foi feito pelo governador Ratinho Júnior, na última semana, em solenidade que contou com a presença do prefeito de Londrina, Marcelo Belinati. Na ocasião, o prefeito frisou que a iniciativa é uma maneira de levar cidadania às pessoas que enfrentam dificuldades em conseguir a casa própria, já que o programa vai permitir que as prestações sejam mais baratas do que o valor de aluguel.

Além de Londrina, Arapongas e Ponta Grossa também receberão novas moradias pelo Casa Fácil Paraná. Ao todo, serão construídas 4.163 residências, com investimentos na ordem de R$540 milhões, obtidos pela construtora por meio do Programa Nacional de Habitação Urbana.

De acordo com o presidente da Cohab-LD, Luiz Cândido de Oliveira, em Londrina os imóveis serão adquiridos por meio de financiamento habitacional, e o empreendimento terá os benefícios da Lei Municipal 10.730/09, com isenções fiscais de tributos como ISS, IPTU e ITBI. “A Cohab-LD já emitiu o atestado de enquadramento do empreendimento no Minha Casa Minha Vida. Além disso, irá realizar chamamento público para os interessados, após a liberação do projeto pela CEF, bem como irá fornecer a demanda de cadastro à empresa”, complementou.

Poderão se candidatar, para aquisição do imóvel, famílias que se enquadram nas faixas 1,5 e 2 do Minha Casa Minha Vida, isto é, a soma da renda dos integrantes não pode ultrapassar três salários mínimos, conforme documentação comprobatória. Podem ser concedidos subsídios no valor dos imóveis, de até R$36 mil, e o saldo do FGTS poderá ser utilizado como valor de entrada. “A implantação dos empreendimentos, na zona norte, será em duas etapas. Uma área terá 894 unidades habitacionais entre o Jardim Verona, nos fundos do Jardim Primavera, e a outra área 600 unidades, ao lado do Jardim Primavera”, explicou Oliveira.

Estes empreendimentos contarão com toda infraestrutura urbana necessária para bem-estar dos futuros moradores, como vias asfaltadas, iluminação pública, arborização, redes de água e esgoto, energia elétrica e outras demandas previstas em lei.

Para o presidente da Cohab-LD, trata-se de uma grande conquista para a cidade de Londrina, que ficou vários anos sem lançar projetos de moradia popular. “No início do MCMV, a Prefeitura trabalhava apenas com a fase 1, e diante de paralisação de algumas obras, o Município sofreu sérias restrições, sem acesso a recursos ou autorizações. Mas, a pedido do prefeito Marcelo Belinati, reestudamos o MCMV, optamos por adentrar nas faixas 1,5 e 2, uma decisão que deu certo. Como resultado do esforço da administração municipal, foi possível retomar as obras para moradia popular em Londrina, e estas centenas de casas também serão frutos desse trabalho”, frisou.

NCPML

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