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Em evento com as principais lideranças e entidades de Londrina, foi apresentado o plano de ações desenhado pela própria comunidade

O Masterplan Londrina 2040 foi apresentado no feriado de aniversário da cidade como um pacto firmado por setores produtivos e do conhecimento que se comprometem a efetivar, junto com o poder público, ações em direção a um futuro sustentável, inovador e com vida com qualidade para os londrinenses.

O primeiro planejamento estratégico realizado coletivamente na cidade tornou-se viável depois que a Prefeitura de Londrina licitou e contratou uma empresa especializada em desenvolvimento de municípios. O que era uma reivindicação de entidades por mais de duas décadas começou a ganhar forma no ano passado, ainda na primeira gestão do prefeito Marcelo Belinati, e agora está pronta para ser executada.

De acordo com o prefeito, o Masterplan simboliza um momento histórico de harmonia e de muito diálogo com a sociedade. “Além de trazer ideias novas, este trabalho pode fazer um ‘ajuste fino’ nas soluções que já vem sendo implantadas. Digamos que seja um caminho muito bem pensado a ser seguido ao longo das próximas décadas. Caberá agora à sociedade organizada manter uma vigilância autônoma e equilibrada sobre as gestões de prefeitos e encampar as causas levantadas”, afirmou Marcelo.

A elaboração do planejamento estratégico envolveu o setor público, a iniciativa privada, as universidades e o terceiro setor. Mobilizou secretários de governo e servidores públicos, conselhos municipais, professores e especialistas nas mais variadas áreas. Londrinenses sem função representativa, os cidadãos ‘comuns’, também participaram pelo site do MasterPlan e nas redes sociais com sugestões e comentários. O projeto procurou responder a três perguntas: aonde estamos? onde queremos chegar? como vamos chegar lá?

Foram coletadas mais de 750 ideias e solicitações, todas organizadas, debatidas, priorizadas e compiladas de acordo com metodologia adequada. No início do processo, foram avaliados os principais problemas estruturais de Londrina e como se dá a comparação com cidades do mesmo porte. Cinquenta entrevistas individuais com lideranças foram cuidadosamente gravadas, além de ter sido feito um amplo levantamento em documentos e estatísticas demográficas, de educação, saúde, segurança, meio ambiente, economia, trabalho, desenvolvimento social, habitação, cultura e qualidade de vida, sempre comparando a cidade com ela mesma nos últimos 10 anos. Outros cinco grupos de foco detalharam informações sobre inovação, planejamento urbano, desenvolvimento econômico, inovação na gestão pública e meio ambiente, com mais de 60 especialistas participantes.

Na sequência, oficinas de trabalho e dezenas de reuniões traçaram a visão de futuro que busca contemplar todo cidadão – Londrina Inovadora, Sustentável e com Qualidade de Vida. O conceito foi desdobrado em seis áreas de resultado que, juntas, constituem o panorama macro de anseios comuns para a cidade nos próximos 20 anos: que Londrina que seja inovadora e criativa, vibrante, inteligente e promotora da inovação; economicamente forte, empreendedora e conectada; planejada para pessoas e sustentável, bem cuidada e resiliente; saudável e pacífica, com qualidade de vida integral em todas as fases da vida; educadora e inclusiva, fornecendo educação de qualidade, oportunidades e vida digna para todos;  e, por fim uma Londrina que seja protagonista e eficiente, regionalmente integrada, referência em gestão inteligente e orientada a resultados.

Junto com essa visão de futuro, foi definido um conjunto de sete metas ousadas, porém factíveis, para fazer com que Londrina esteja entre as melhores cidades do Brasil para se viver, e 27 indicadores que vão regular os caminhos a partir de resultados. Foram identificados na sequência 79 projetos, alguns já em execução, que foram elevados a condição de prioritários dentro do MasterPlan, como o fortalecimento da estratégia de saúde da família, a constante melhoria da qualidade do ensino infantil e fundamental e a revitalização do centro histórico. Alguns são desejos antigos como a criação de um centro de convenções, a implementação total do plano de mobilidade urbana, a elaboração de um plano municipal de esportes e outro de habitação. Outros ainda são novos e projetam a cidade para o futuro, como a elaboração de um plano que coloque Londrina na vanguarda das cidades inteligentes, um plano para tornar a cidade um polo de inteligência artificial, a criação de um centro olímpico e do parque metropolitano do Tibagi, além da implantação do que foi chamado de “aerotrópole”, o incentivo ao desenvolvimento de toda a região do entorno do aeroporto de Londrina. Incluídas ainda a revitalização e proteção dos nossos fundos de vale e a implantação dos parques lineares, que darão à Londrina um diferencial único em todo o Brasil.

Há projetos que visam integrar o atendimento de serviços públicos ao cidadão, como a criação de um centro de comando integrado e o plano integrado de desenvolvimento social, reunindo as principais secretarias que lidam com a população vulnerável, que deve ser colocada no centro das políticas públicas e de cada cidadão.

Também existem projetos para fortalecer as várias vocações econômicas da cidade, incluindo a inovação, a tecnologia da informação, o setor de saúde e de educação, a construção civil, o setor eletro metal mecânico, o agronegócio e a valorização do enorme potencial turístico do município. Tantos números e detalhamentos buscam facilitar a etapa mais importante que começa agora: a execução integral do MasterPlan Londrina 2040.

As iniciativas estão previstas para curto, médio e longo prazo. E quem deverá cobrar e supervisionar agora a execução de tantas tarefas? De acordo com Bruno Ubiratan, presidente do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel), a própria comunidade londrinense. “A autonomia e a independência em relação ao poder público são fundamentais para que haja total distanciamento de vontades políticas alheias ao planejamento traçado pela sociedade. Este modelo de diálogo e entendimento deve continuar prevalecendo. O caminho ideal seria que as entidades constituídas nos vários setores e governanças tenham uma equipe ou um executivo acompanhando cada tarefa iniciada ou efetivada e faça um monitoramento constante”, diz Bruno.

Participaram do evento o Chefe da Casa Civil do Governo do Paraná, Guto Silva; o deputado Tiago Amaral; os vereadores Eduardo Tominaga, Giovani Matos, Mateus Thum e Beto Cambará; o presidente da Faciap, Fernando Moraes; a presidente da Acil, Márcia Manfrim; o presidente do Fórum Desenvolve Londrina, Leandro Magalhães; o presidente da Sociedade Rural, Afrânio Lopes; Rodrigo Souza, da MacroPlan, empresa contratada responsável pela condução do planejamento estratégico; o vice-prefeito João Mendonça, vários secretários municipais, e presidentes ou diretores de mais de 45 entidades ligadas aos principais setores que movimentam a economia, a cultura e o conhecimento tecnológico da cidade.

No final da solenidade, alunos das escolas municipais que participaram do concurso de redação do Masterplan foram premiados com medalhas entregues pelas autoridades.

NCPML

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