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Atividade é uma excelente opção para quem quer entreter a mente e desestressar, pois ajuda neste momento tão delicado pelo qual todos estão passando

Em época de quarentena, enquanto algumas pessoas trabalham em esquema home office, uma boa parcela da população fica impossibilitada de atuar desta forma em razão da própria essência profissional. E para aproveitar o tempo ocioso neste período, muitos têm aderido a atividades prazerosas e reativado antigos hobbies, como o ferreomodelismo.

O trem elétrico é uma excelente opção para quem está na quarentena, procurando algo para entreter a mente e passar o tempo. É um hobby saudável, desestressa e ajuda neste momento tão delicado pelo qual todos estão passando.

Em Londrina, o técnico em informática Marcos Souza Ruffatto Pianelli, 22 anos, tem aproveitado o tempo que passa em casa para fomentar o hobby do ferreomodelismo. “Mexo com ele há cerca de oito anos e, nesta quarentena, intensifiquei o meu contato com os trens elétricos. Comecei neste hobby quando meu pai comprou uma locomotiva G12 A-1-A RFFSA da Frateschi, e aí me apaixonei pelo realismo e os detalhes das peças”, conta Pianelli, que, em sua coleção, possui 15 vagões e 8 locomotivas. A Frateschi, com sede em Ribeirão Preto, no interior paulista, é a única fabricante de trens elétricos em miniaturas e réplicas de composições reais na América Latina. “Tenho até um quarto de casa só para a minha maquete, onde rodo meus trens. Quando era pequeno, via passar os trens perto da casa da minha avó, e me apaixonei por eles. Se eu tiver filhos, quero passar este hobby fantástico a eles”, finaliza Pianelli, que toda semana limpa os trilhos e sempre mexe em sua maquete, construindo pontes e túneis.

O ferreomodelismo é um dos hobbies mais antigos do mundo. Por ser uma atração indoor, não está sujeita a intempéries, tem ganhado adeptos pelo Brasil e se popularizado entre os amantes de trens. Sua origem remonta ao período em que o transporte ferroviário foi adotado massivamente. As primeiras miniaturas de trens foram fabricadas por volta de 1830, por artesãos alemães. De lá para cá, muita coisa mudou, principalmente no Brasil, onde o transporte de passageiros pelas ferrovias deixou de acontecer, com exceção dos passeios turísticos. Mesmo assim, a paixão de algumas pessoas por este hobby se intensificou.

De norte a sul do Brasil, muitas pessoas têm se interessado pelos trens elétricos em miniatura, seja por pura diversão, hobby ou mesmo para preservar a memória ferroviária do país.

“Em tempos como estes, em que as famílias têm ficado em casa, é preciso arrumar algum hobby para distrair a mente. As pessoas pensam que o transporte ferroviário morreu, mas ele está vivo e em expansão. A ferrovia é de valor estratégico imprescindível para um país como o Brasil, e este crescimento ajuda a fomentar ainda a mais a paixão que muitos brasileiros têm pelos trens, sendo que muitos passam o hobby do ferreomodelismo para as futuras gerações”, diz Lucas Frateschi, diretor da Frateschi Trens Elétricos, empresa que possui mais de 50 anos de atuação no mercado.

Fabiana Freitas/Asimp

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