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Em menos de três meses, Londrina confirmou 35 casos de dengue, 971 estão em investigação e ocorreu novo óbito causado pela doença

Foi divulgado, ontem (22), novo relatório sobre a situação da dengue em Londrina. O boletim, elaborado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), aponta que a cidade registrou, em 2020, 49.215 notificações por suspeita de dengue. Deste total, 24.238 foram confirmadas, 5.907 descartadas, e continuam em análise 19.057 casos.

Estes dados são referentes a todo ano de 2020, acumulados desde o início do monitoramento na primeira semana de janeiro. No entanto, da primeira semana de agosto até o momento foram 1.086 notificações, sendo 35 casos positivos, 67 descartados e 971 em análise, em um período de doze semanas. Houve ainda mais um óbito provocado por dengue, que ocorreu no início de outubro, e a confirmação de um óbito ocorrido no primeiro semestre, totalizando 34 mortes pela doença em 2020.

A diretora de Vigilância em Saúde da SMS, Sônia Fernandes, frisou que algumas regiões da cidade estão tendo aumento preocupante de notificações. Por isso, os agentes de Controle de Endemias farão trabalhos intensificados nestas áreas, a partir de hoje. “Vamos focar nosso trabalho nas áreas de maior risco, com ações que poderão se estender até a próxima semana”, contou.

Na região sul, os agentes farão vistorias nos jardins Atlanta e Piza; na zona leste, nos jardins Marabá, Abussafe e na Vila Casoni. Na área central de Londrina, serão percorridos os jardins Agari e Petrópolis; na zona oeste, Columbia, Columbia D e Mediterrâneo. Ao norte da cidade, serão vistoriados imóveis nos jardins Marieta, Itapoá, Conjunto Sebastião de Melo, Residencial do Café; e noroeste, Santa Rita e Maria Lúcia.

Para evitar os riscos de transmissão ou contágio do novo coronavírus, os agentes de Endemias não entrarão nos estabelecimentos, sejam eles residenciais ou comerciais. O trabalho em busca de focos do Aedes aegypti será executado nos quintais, garagens e entorno dos imóveis.

Além da dengue, o Aedes aegypti transmite ainda o zika vírus e a chikungunya. Desta última, Londrina possui um caso confirmado recentemente, neste segundo semestre. “Isso nos preocupa pois significa que, além do vírus da dengue, o vírus que causa a chikungunya está circulando na cidade. E trata-se de uma doença que o paciente pode levar meses, ou até dois anos, para se recuperar. Ela causa uma dor muito intensa, em algumas pessoas, por vezes até incapacitante”, explicou a diretora da SMS.

Impedir a proliferação do Aedes ainda é a forma mais eficaz para evitar novos casos de dengue, zika vírus e chikungunya. E com as restrições de segurança provocadas pela pandemia, cada cidadão é responsável por manter seus imóveis livres de focos do mosquito. “Nosso trabalho está deixando muito claro que, em todos os locais onde encontramos os focos, quase 100% estão em lixos depositados nos quintais e nos vasos de plantas”, citou Fernandes.

Como o Aedes precisa da água para completar seu ciclo de vida, é essencial impedir o acúmulo, seja de água limpa ou suja, em qualquer objeto ou ponto. “E a grande maioria desses lixos são fáceis de administrar e resolver, eliminando os criadouros. O trabalho realizado pela Endemias comprova, mais uma vez, que o descuido da população está causando esses focos”, reforçou a diretora.

Na página da SMS, no Portal da Prefeitura de Londrina, é possível obter um check-list, que leva em torno de 10 minutos para ser completado. O documento apresenta os principais locais e objetos que podem ser utilizados pelo Aedes para se proliferar, e ensina como remover a chance de ter criadouros do mosquito.

NCPML

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