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A estatística foi apresentada durante a sessão ordinária virtual de quinta-feira (30), pela secretária de Assistência Social, Jacqueline Micali.

A convite da Mesa Executiva da Câmara Municipal de Londrina, a secretária municipal de Assistência Social, Jacqueline Micali, participou da sessão de ontem (30) e apresentou um balanço do trabalho com as pessoas em situação de vulnerabilidade durante a pandemia do novo coronavírus.

O número de novos atendimentos realizados por mês pela Secretaria Municipal de Assistência Social em Londrina aumentou de 4.595, em fevereiro, para 8.503, no mês de abril, o que representa um crescimento de 85%. A quantidade de benefícios entregues (cestas básicas e auxílio monetário) disparou ainda mais. Em fevereiro foram 1.890, enquanto em abril foram 14.402, um aumento de 762%.

Conforme a secretária, antes da pandemia, Londrina tinha 17 mil famílias sem ganhos mensais, sobrevivendo apenas com programas de transferência de renda. Agora, ela estima que este número seja maior. Uma das medidas implantadas pelo Município para auxiliar a população em situação de vulnerabilidade foi a ampliação do valor do Benefício Eventual oferecido pela Prefeitura às famílias: de R$ 91 para R$ 182.

Cestas básicas

Os alimentos básicos deixaram de ser entregues nos Centros de Referência em Assistência Social (Cras) e são levados diretamente às casas das pessoas mais necessitadas, pois, segundo Jacqueline, houve casos de furtos nos Cras e agressões a servidores públicos.

O vereador Amauri Cardoso (PSDB) questionou sobre o controle da quantidade de cestas básicas entregues para as famílias. A secretária Jacqueline Micali explicou que os interessados devem preencher um cadastro nos Cras, em um sistema unificado com outras secretarias, para evitar entregas em duplicidade. “Toda família, ao receber a cesta básica, é avaliada e consta no nosso sistema. Isso é transparente e temos muito cuidado. Levando em consideração que este é um ano eleitoral e que a boa vontade pode ser interpretada de outra forma. É essencial dizer que nenhuma família que chega ao Cras e diz estar com fome vai sair sem a cesta”, argumentou.

Quase 16 mil cestas básicas foram distribuídas durante a pandemia em Londrina, conforme a secretária de Assistência Social, ao ser questionada  pelo vereador Eduardo Tominaga (DEM). A previsão, segundo Jacqueline, é entregar um total de 22 mil cestas básicas em até quatro semanas, com possibilidade de fazer um aditivo no contrato para ampliar o volume de alimentos que serão comprados e doados. De acordo com ela, também está em estudo a entrega de um cartão-alimentação para as famílias, em vez de cestas básicas. “Isso também vai aquecer a economia local. Essa família vai fazer compra em mercado perto de casa. Acredito que daqui a 45, 60 dias vamos mudar para esse cartão”, explicou.

Auxílio Federal

A secretária municipal de Assistência Social afirmou que pessoas atendidas nos Cras relataram dificuldades em sacar o Auxílio Emergencial de R$ 600 oferecido pelo governo federal. Segundo ela, em Londrina, 1.632 famílias não receberam o benefício, apesar de estarem cadastradas no Programa Bolsa Família, um dos requisitos para concessão do auxílio. Jacqueline Micali também informou que a secretaria recebeu reclamações de autônomos com dificuldades em realizar o cadastro e de mulheres chefes de família que, pelas regras do benefício, deveriam receber R$ 1.200, mas tiveram depositados apenas R$ 600 na conta.

Moradores de Rua

O vereador João Martins (PL), presidente da Comissão de Seguridade Social da Câmara de Londrina questionou sobre o atendimento a moradores de rua. A secretária de Assistência Social explicou que o Município ampliou para tempo integral o acolhimento que, até antes da pandemia, era realizado das 19 horas às 7 horas do dia seguinte. Também foram criados mais três espaços de acolhimento em locais cedidos pela Igreja Católica, com 150 vagas para quarentena, mas que contam com 80 pessoas abrigadas atualmente. A Prefeitura paga a água e energia elétrica dos espaços, e fornece alimentação e pouso para os interessados, que devem passar por uma avaliação de saúde antes de entrar no acolhimento. Jacqueline Micali afirma que há resistência por parte de alguns moradores de rua em ir para o espaço. “Os que não aceitam são aqueles que precisam de tratamento de drogadição. Estamos fazendo o trabalho junto com o Programa Consultório na Rua, para que a pessoa possa aceitar o tratamento ou o acolhimento com tratamento ambulatorial”, explicou.

Asimp/CML

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