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Ao longo de 2018, 83 pessoas perderam a vida em acidentes de trânsito na cidade; marca é a menor desde 2014

O número de mortes nas ruas e avenidas de Londrina, em 2018, foi o menor registrado em quatro anos. Ao todo, foram 83 óbitos no ano passado contra 99 em 2014. Em comparação com 2017, quando 90 pessoas perderam a vida em acidentes, a redução foi de 8%. Com a apuração dos dados dos últimos doze meses, a taxa de letalidade nas vias da cidade ficou em 14,71 para cada grupo de 100 mil habitantes. Em 2017, o índice foi de 16,11.Os números são do Placar do Trânsito, levantamento bimestral divulgado nesta segunda-feira (21) pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU).

O estudo aponta que a maioria das vítimas (65) tinha entre 18 e 59 anos, sendo que 66 eram homens. Trinta e sete morreram na hora, no local do acidente, e 26 vieram a óbito nas primeiras 24 horas após a ocorrência.

Além de indicar queda nos episódios fatais, o estudo assinala redução no número total de ocorrências (-6%) e de vítimas (-8%). Foram 3.711 incidentes com 4.395 pessoas envolvidas em 2017, quando no ano passado a contagem ficou em 3.471 e 4.049, respectivamente.
Os dados também mostram diminuição em quase todos os tipos de ocorrência. Os atropelamentos, cujas mortes decorrentes caíram de 26 para 22 em 2018, tiveram diminuição de 324 para 309 casos. Os capotamentos foram de 81 para 55; as quedas de moto variaram de 963 para 887 e a contagem das colisões encolheu de 2.131 para 1.993.  
Dentre as vias mais violentas, a PR-445 aparece em primeiro lugar com 11 óbitos. Em seguida vem a BR-369, com 9 episódios, e as avenidas Dez de Dezembro e Saul Elkind, com 4 casos cada uma. No total, foram 61 mortes nas ruas e avenidas administradas pela CMTU e 22 nas rodovias estaduais e federais gerenciadas pelos demais órgãos de trânsito.
Autuações – O Placar revela, ainda, queda na quantidade de multas aplicadas. Foram 181.823 em 2018 e 185.737 no ano anterior. Do montante contabilizado, 95.846 se refere às autuações decorrentes de fiscalização eletrônica com radares fixos e móveis. A atuação dos agentes municipais resultou na realização de 44.409 flagrantes, enquanto a Polícia Militar (PM) e os casos de não identificação de condutor responderam por 22.904 autos.
Exceder o limite de velocidade da via em até 20% aparece no topo das infrações mais cometidas, com 79.036 episódios. Em segundo lugar vem o avanço de sinal vermelho, com 17.634 autuações, e o abuso do acelerador entre 20 e 50% a mais que o permitido, com 15.746.
Análise

Na avaliação do diretor de Trânsito da CMTU, Pedro Ramos, a diminuição nos índices de violência deve ser comemorada. “Os números mostram que estamos no caminho certo. No ano passado nós intensificamos os patrulhamentos em conjunto com as forças de segurança e, para 2019, a expectativa é ampliar tais iniciativas”.
Ramos destacou o papel fundamental das ações educativas e reafirmou o compromisso da companhia com os motociclistas. “Este público é bastante vulnerável no trânsito e forma uma categoria ainda meio indiferente às medidas de conscientização. Por isso, a ideia é avançar nos esforços mesclando educação, fiscalização e sinalização”, disse.
O diretor contou que nos próximos meses a cidade deve ganhar mais pontos de radar. A intenção é que os dispositivos sejam instalados em locais com elevado número de acidentes, de modo a coibir os abusos. “O nosso compromisso é reduzir ao máximo os números da violência viária. Tivemos êxito nessa proposta em 2018 e a esperança agora é melhorar ainda mais os indicativos”, assegurou Ramos.
Asimp/CMTU

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