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Trabalhador da construção civil, ele ajudou a construir prédios como o Edifício Júlio Fuganti e o complexo da Universidade Estadual de Londrina
Migrante do sertão paraibano que ajudou a construir edifícios importantes de Londrina, Pedro Domingos Alves, 84 anos, será homenageado com o Diploma de Reconhecimento Público durante sessão solene agendada para hoje (30), às 20 horas, na Câmara Municipal de Londrina. A honraria é concedida por meio do Requerimento 320/2018, de autoria do vereador Ailton Nantes (PP). Nascido em Patos (Paraíba), Pedro veio para Londrina em 1959 e aqui trabalhou como pedreiro em diversas obras, entre elas as da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Edifício Júlio Fuganti e a reforma do Hospital Irmandade Santa Casa.

“Um dos filhos do Pedro Domingues Alves nos procurou e disse que queria homenagear o pai. Ao iniciarmos uma pesquisa, descobrimos que o senhor Pedro deu uma grande contribuição para a construção de Londrina. Nós nos sensibilizamos por ele ter sido um construtor anônimo da cidade”, afirma Nantes. Oriundo de uma família com poucas posses, o homenageado começou muito cedo a trabalhar. Aos 6 anos de idade, sem opção de escola na região em que morava, passou a ajudar os pais na lavoura. Na juventude, convencido pela propaganda sobre as férteis terras do Norte do Paraná, juntou suas economias e migrou rumo a Londrina num caminhão de coco. Após 14 dias de viagem, chegou em dezembro de 1959 ao município, onde conseguiu sua primeira fonte de renda ajudando a descarregar o próprio veículo que o havia trazido.

No mesmo ano, Pedro iniciou seu primeiro trabalho como pedreiro, na construção do prédio do Lojão Oba Oba, permanecendo na obra por um ano e sete meses. Nesta época, residia em um pensionato administrado por Josefa Corrado, instalado na Rua Pernambuco. Foi pela filha de Josefa, Olga Pereira Alves, que Pedro se apaixonou. Os dois se casaram em 1962 e tiveram quatro filhos. Na construção civil, Pedro colaborou com várias edificações em Londrina e região até que, em 1978, teve que mudar de atividade após complicações respiratórias provocadas pelas condições de trabalho da época.

Longe dos canteiros de obras, ele adquiriu o direito de explorar uma Banca de Jornais e Revistas localizada entre os pilares da antiga Rodoviária de Londrina (atual Museu de Arte de Londrina). Mesmo sem saber ler nem escrever, prosperou no negócio. Em 1988, com a transferência da rodoviária para outro endereço, entrou em acordo com a prefeitura e mudou sua banca para a Praça Rocha Pombo. Após 31 anos no ramo, em 2009 notificou a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) sobre sua saída definitiva da atividade. Hoje, Pedro Domingos Alves está aposentado.

Asimp/CML

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